As óperas perdidas de Händel

Retrato de Händel por Philip Mercier.

Um jovem ainda inexperiente mas promissor e ambicioso. Um duque numa igreja. Um diretor teatral endividado mas com tino para o gosto do público. Um rei que queria óperas. E quatro óperas perdidas. O começo da carreira de George Frederic Händel é tão rocambolesco quanto as óperas daquela época. (mais…)

A harmonia de quatro mundos

Kepler-223

Kepler-223 e seu quarteto de planetas.

UM DOIS TRÊS QUATRO, UM DOIS TRÊS QUATRO, UM DOIS TRÊS QUATRO… É mais ou menos assim, numa espécie de compasso quaternário, que giram os quatro grandes planetas gasosos do sistema Kepler-223. Embora seja diferentes de Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, o ritmo desses quatro planetas pode ser bem semelhante às ressonâncias que haviam nos gigantes dos primórdios do nosso sistema solar. (mais…)

Pesquisa Improvável: a matemática por trás da separação dos Beatles

[youtube_sc url=”https://www.youtube.com/watch?v=ePaHG6g7uFw” autohide=”1″ nocookie=”1″] Traduzido de Martin Gardiner em Improbable Research: Ao longo dos anos, foram muitos os investigadores que examinaram os possíveis fatores que levaram à separação dos Beatles, mas o professor Tadashi Yagi (Faculdade de Economia, Universidade Doshiba, Kyoto, Japão) é um dos poucos [1] que abordou o Leia mais…

Thomas Britton, o carvoeiro erudito

 

Thomas Britton, o carvoeiro musical (gravura de autor desconhecido, 1777)

Thomas Britton, o carvoeiro musical (gravura de autor desconhecido, 1777)

Pouco se sabe da vida deste curioso personagem que apareceu em Londres na virada do séc. XVII para o séc. XVIII. O que se sabe é que nasceu em Northamptonshire e, logo que pode, mudou-se para Londres, onde estabeleceu-se como vendedor de carvão — primeiro como empregado e mais tarde como autônomo. Também não se sabe se teve alguma educação formal, mas tudo indica que foi um autodidata, especialmente dedicado ao estudo da música, de livros antigos e talvez até de química. (mais…)

Os paradoxos das sinfonias silenciosas

Um ouvinte mais desatento poderia dizer que perdeu quatro minutos e meio após ouvir 4’33”, de John Cage. Composta em 1952, essa pequena peça para piano é, sem dúvida, a composição mais silenciosa possível. Mas 4’33” não é a única “sinfonia de silêncio”, por mais paradoxal que o termo possa parecer.

Silêncios — em forma de pausas relativamente breves — são importantes em qualquer composição musical. Mas quando temos uma peça inteira em silêncio, ela ainda é música? O que é música, afinal? Ao apresentar seus quatro minutos e meio de silêncio, John Cage (1912-1992) buscava levantar exatamente essas perguntas.

Pioneiro da chamada música aleatória, Cage queria fazer a audiência ouvir como música os sons ambientes da sala de concerto, apresentando ruídos como arte. Silêncio, por favor: (mais…)