Precisa-se de ratos

A cláusula que determina a devolução de um imóvel em estado tal qual foi alugado pela primeira vez tem o objetivo de evitar reformas indesejadas pelo locador ou, pior ainda, uma falta de manutenção que torne o imóvel inabitável. Mas e quando a propriedade foi sido entregue pelo proprietário em Leia mais…

Patentes Patéticas (nº. 145)

Ah, os anos 1980. A idade das trevas para os nerds, que sofriam bullying de todo mundo, dos oftalmologistas (que indicavam óculos fundo de garrafa) a Hollywood, e seus filmes com mais bullying ainda (e raramente uma vingança como exceção), passando por ortodontistas e seus aparelhos ostensivamente horríveis, carinhosamente chamados de “freios de cavalo” ou “freios de burro”. Mas nenhum vilão foi tão sádico com os nerds quanto o inventor do Reminder and Enforcer Apparatus [Aparato de Advertência e Execução], cuja utilidade é (mais…)

Margorie McCall, a moça enterrada duas vezes

Lugan, condado de Armagh, Irlanda do Norte, 1705. Margorie McCall morre após uma doença misteriosa e seu corpo é enterrado às pressas. Seu marido, John, era o médico da vila mas não conseguira salvar nem a esposa nem o valioso anel que ela levou para a cova em um de seus dedos. O Dr. John McCall até tentou remover a joia, mas o inchaço do corpo da esposa não lhe permitiu reaver o anel.

Como a Lugan fosse um lugar pequeno, todo mundo sabia do anel. Assim, a recém-finada Miss McCall era o alvo perfeito para os lúgubres ladrões de cemitério. Na mesma noite em que foi enterrada, antes mesmo que o solo se acomodasse, Margorie foi exumada. Os ladrões abriram o caixão, mas também não conseguiram puxar o anel da falecida. Eles estavam prestes a partir para a ignorância — cortar o dedo para levar o anel. Quando a lâmina da faca mutiladora encostou no dedo de Margorie, houve um grito. Três, na verdade.

O primeiro foi de Margorie, que levantou-se do caixão. Ela não estava morta, mas fora enterrada prematuramente. Os outros dois gritos, claro, foram dos ladrões. Assustados, eles teriam simplesmente fugido, jurando jamais voltar a violar túmulos (há quem diga que um deles morreu com o susto). Mal souberam que haviam salvo a esposa do Dr. McCall.

Margorie, por sua vez, também fugiu dali. Não tinha muita agilidade e não estava em seu melhor estado, mas logo percebeu que não precisava de muito esforço. Ela havia sido enterrada no cemitério atrás da Igreja. Sua família morava numa casa perto dali, do outro lado da praça. A Lua cheia lhe iluminava os passos.

Em casa, o Doutor John consolava os filhos quando ouviu batidas bem familiares na porta da frente. “Se Margorie estivesse viva”, pensou ele, “poderia jurar que é ela quem está batendo”. Ao abrir a porta, depara justamente com a esposa, em suas vestes fúnebres e com sangue a escorrer do dedo. Viva, inteira e com o anel.

Era inacreditável demais. O coração de John McCall não resistiu à ressurreição da esposa e o médico bateu as botas ao dar de cara com a ex-falecida esposa. Ele acabaria enterrado na mesma cova onde esteve a mulher.

De volta à vida, Margorie casou-se novamente e teve vários filhos além dos que já tinha. Quando finalmente faleceu, em idade avançada, foi pela segunda vez no mesmo cemitério. Em sua lápide, que já caiu e tornou-se ilegível, lia-se: Margorie McCall: Lived Once, Buried Twice. (mais…)

O tubarão que veio do céu

Encontrar um tubarão em um campo de golfe não é incomum – embora geralmente seja um tubarão figurativo, como um tubarão capitalista. Mas e se você encontrasse um tubarão literal, de verdade, naquele gramado impecável, entre uma tacada e outra? Pois foi justamente isso que aconteceu na última segunda-feira no Leia mais…

As “escravisauras” das minas britânicas

Colliery Reports Futility Closet 2012-09-17 23-17-55

Muito se fala de que a industrialização inglesa fez-se sem qualquer consideração pelas duríssimas condições de trabalho que criou para seus operários. Isso não é inteiramente correto. Em 1842, uma comissão parlamentar de inquérito (ou seja, uma CPI) debruçou-se sobre as condições de trabalhos das moças e rapazes empregados em minas de carvão. Algo semelhante hoje em dia seria veiculado pela imprensa como a CPI dos Meninos-Carvoeiros ou das Escravas Isauras. Não foi sob nenhum título vistoso que a Facts and Figures reproduziu, em sua edição de 2 de maio de 1842, o relatório final da comissão, do qual destacamos os seguintes trechos: (mais…)

O Monte Fuji está perdendo sua paciência oriental?

http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2012/09/Skyscrapers_of_Shinjuku_2009_January.jpg

Monte Fuji a partir de Tóquio: icônico cone vulcânico fica a apenas 100km da capital nipônica.

O Japão é um país geologicamente desastrado: o arquipélago japonês situa-se sobre uma das áreas mais ativas do Círculo de Fogo do Pacífico, tem poucos recursos minerais e é assolado por milhares de terremotos todos os anos. Vez por outra há um tsunami devastador como o do ano passado. O que de pior poderia haver? Ah, é mesmo! Uma erupção do Monte Fuji.

O cone vulcânico mais perfeito do mundo não estoura há três séculos — a erupção mais recente foi em 1707-08. Mas isso não significa que o gigante japonês esteja adormecido. Muito pelo contrário: o tsunami-seguido-de-terremoto de 11 de março de 2011 pode levá-lo a uma nova explosão, com resultados potencialmente catastróficos. (mais…)

>Será que era só um cafezinho?

> Sexauer [que, como você vai perceber, pronuncia-se da mesma forma que “Sex Hour”] é um nome alemão comum, referente aos naturais de Sexau, no sul da Alemanha. Procurando por um Mr. Sexauer, um homem de Washington ligou para o Comitê de Comércio Interestadual e Internacional do Senado. Tentando ajudá-lo, Leia mais…