Com medo de contrair o coronavírus, ou COVID-19, várias pessoas estão costurando e comprando máscaras caseiras para usar na rua, principalmente quando vão às compras. Esses equipamentos de proteção produzidos em casa sem embasamento científico têm tudo para dar errado. Nesse texto, explico o porquê com um exemplo histórico.

A máscara de gás foi criada na Primeira Guerra Mundial como uma forma de proteger os combatentes no front, pois foi em um ataque em 1915 que as armas químicas passaram a ser utilizadas em massa pela primeira vez. Os primeiros ataques foram realizados com o gás cloro, mas ao longo do conflito outros tipos de gases mais letais foram desenvolvidos, como por exemplo o gás fosgênio e o mostarda.

As primeiras máscaras eram bastante simples e consistiam basicamente em um pedaço de tecido embebido em soluções neutralizadoras que deveria ser atado ao nariz e a boca. Uma bastante conhecida é o respirador feito com véu negro desenvolvido por John Scott Haldane, o black veil respirator. Chegar ao design de uma máscara aparentemente tão simples não foi uma tarefa fácil. Como o tecido deveria necessariamente ser embebido com soluções neutralizadoras, ele precisava permitir a passagem de ar quanto úmido, já que muitas vezes os combatentes vestiam a máscara logo após mergulhá-la na substância neutralizadora e também ser capaz de neutralizar os efeitos dos gases quando seco.

Por isso a black veil respirator era feita com um tipo específico de fibra de algodão, além de utilizar como faixa fixadora um véu – negro porque era o mais produzido no momento, já que era usado por viúvas ou mulheres como símbolo luto. Mas nem todos os tecidos permitem a passagem de ar quando estão molhados e desconhecer essa informação causou a morte de muitos soldados. 

Em uma tentativa de auxiliar nos esforços da guerra, o governo britânico fez uma chamada para que civis fizessem um mutirão para confeccionar máscaras. Milhares delas foram confeccionadas da noite para o dia e enviadas para o front. Como se verificou da pior maneira, elas eram não só inúteis, como perigosas. Como foram confeccionadas com o tipo inadequado de fibra de algodão, essas máscaras não protegiam do gás quando secas e molhadas não permitiam a passagem do ar. Como consequência, no meio de um ataque muitos soldados ficaram desprotegidos ou precisaram tirar a máscara úmida e acabaram sendo feridos ou mortos pelos gases. A partir desse episódio, a produção de máscaras e outros equipamentos de proteção passou a ser centralizada por um departamento criado especificamente para lidar com as questões das armas químicas: o Gas Service. Além de produzirem equipamentos, esse destacamento era responsável por treinar os combatentes para que eles pudessem usar o equipamento de forma correta, já que só assim ele seria efetivo.

Desenvolver um equipamento exige muita pesquisa e muitos testes. As coisas não funcionam porque elas parecem funcionar, mas sim porque elas acumulam tecnologias desenvolvidas a partir de muitas pesquisas e experiências. E eles só funcionam quando são utilizados de forma adequada, seguindo protocolos rigorosos de uso estabelecidos após numerosos testes.

As máscaras que estão sendo criadas em casa ou vendidas por costureiras – e até mesmo aquelas cirúrgicas – não impedem a inalação do COVID-19. Elas somente são efetivas quando usadas por pessoas contaminadas, já que impedem a dispersão do vírus no ar através de gotículas. A pessoa saudável que usa uma máscara caseira está, na verdade, criando uma armadilha para concentrar o vírus (e outros microrganismos) no próprio rosto. Além disso, tocar na máscara, deslocá-la pelo rosto até a área dos olhos ou abaixá-la no pescoço para falar acabam, na verdade, aumentando as chances de contaminação. Por isso essas máscaras podem ser tão perigosas: elas criam uma sensação falsa de segurança, o que acaba aumentando as chances de contaminação.

As únicas máscaras capazes de impedir a inalação dos vírus são aquelas que possuem um sistema para barrar partículas minúsculas, biológicas ou não, dispersadas por aerossol. E como dito anteriormente: elas só funcionam quando usadas de forma rigorosamente correta e por tempo limitado. Se não conhecemos o comportamento e o tamanho do vírus e as especificidades dos tecidos, e se não sabemos quais são os protocolos de segurança no uso, criar e usar máscaras caseiras é irresponsável e perigoso. Não existe equipamento milagroso contra a contaminação. Para diminuir os riscos de contrair a doença devemos ficar em casa e evitar aglomerações, lavar frequentemente as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos, não tocar a face e manter ambientes ventilados.

Se você não apresenta sintomas, não compre máscara de nenhum tipo! Deixe para as pessoas que trabalham na área da saúde e seus familiares, que estão expostos cotidianamente ao vírus, e para as pessoas que precisam cuidar de familiares e amigos doentes. Somente use máscaras se você estiver contaminado.

Um último lembrete: precisamos proteger e investir na ciência brasileira, pois é somente através de pesquisas e experiências que encontraremos soluções eficientes para os nossos problemas, como é o caso da atual pandemia.

Update 06/04/2020 (Coordenação do Blogs de Ciência da Unicamp): Até o presente momento a Organização Mundial de Saúde segue sem recomendações de uso de máscara por pessoas não contaminadas. O MS e o CDC mudaram suas recomendações, especialmente em função de pessoas que podem estar infectadas mas não sabem. Todas as recomendações mais recentes são apenas para usar máscara como barreira mecânica de quem está infectado. O Blogs de Ciência da Unicamp decidiu manter este post no ar, uma vez que traz um panorama histórico importante dos riscos de produções sem cuidados técnicos e científicos. Quaisquer recomendações feitas por este veículo de Divulgação Científica estão e estarão, sempre, de acordo com preceitos científicos e embasados teoricamente. Reiteramos, ainda, que quaisquer comentários desrespeitosos com a autora, ou o blogs, não serão aceitos. 

Para Saber mais

AULD, S. J. M. Gas and flame in modern warfare. Nova York: George H. Doran, 1918.

FRANKE, I. A fotografia e a máscara: uma antropologia da imagem. 2019. 109 f. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas.

GRAYZEL, S. R. Defence against the indefensible: the gas mask, the State and British Culture during and after the First World War. Twentieth Century British History, vol. 25. n. 3, 2014, pp. 418-434.

JONES, S.; HOOK, R. World War I gas warfare tactics and equipment. Colchester: Osprey, 2007.

 


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Os argumentos expressos nos posts deste especial são dos pesquisadores, produzidos a partir de seus campos de pesquisa científica e atuação profissional e foi revisado por pares da mesma área técnica-científica da Unicamp.
Não, necessariamente, representam a visão da Unicamp. Essas opiniões não substituem conselhos médicos.


editorial


Isabel Franke

Formada em Ciências Sociais e mestra em Antropologia Social Pela UNICAMP, realiza pesquisas na área da antropologia da imagem e dos objetos e atualmente trabalha como educadora de museu.

15 comentários

Jorge Aldo G. de F. Junior · 01/04/2020 às 12:17

Sinto muito, mas você está desinformando. As coisas não são apenas preto e branco e o vírus não é aerosolizado, o que significa que o que deve ser filtrado não é o virus em suspensão no ar e sim as gotículas de perdigoto, nesse caso, a mascara de algodão funciona sim. E mesmo não desenhada para filtrar aerosois, mesmo as mascaras feitas de papel são de alguma serventia.

Vocês estão DESINFORMANDO com a intenção de evitar que a população vá comprar mascaras em massa. Acabam causando um problema, como vocês vão dizer “usem mascaras” se isso for necessário no futuro ? Estamos diante de um presidente maluco e tudo que as pessoas não precisam é não saber em quem confiar. Mentir cria esse efeito.

Testes :
https://smartairfilters.com/en/blog/paper-towel-effective-against-viruses-diy-mask/
Tem mais nesse site do que meramente mascaras de papel.

O pior é quando existe uma suposição de que a quantidade de vírus recebida ANTES do desenvolvimento dos sintomas altera o resultado possível :
https://pt.quora.com/Por-que-algumas-pessoas-s%C3%A3o-mais-propensas-a-morrer-de-COVID-19

Somando os dois fatores, o uso das mascaras pode ter um efeito ampliado alterando a carga viral inicial da pessoa, logo essa história de que mascara não funciona, é falácia.

Agora me mostra estudos que comprovem a ineficácia das máscaras e você vai ver que não tem NENHUM !

RAQUEL STUCCHI · 03/04/2020 às 14:49

A velocidade das informações em tempos de corona são impressionantes. Sua publicação já está desatualizada e na contra-mão das medidas adotadas para conter a transmissão do SARS-Covid-2.

    Ana Arnt (Coord. Blogs de Ciência da Unicamp) · 05/04/2020 às 22:06

    Olá, Raquel,

    A desatualização acontece dependendo da fonte a que te referes. Estamos seguindo a OMS e eles não recomendam o uso de máscaras. A postagem do blogs apresenta dados de como, historicamente, a construção de máscaras exigiu técnica e ciência. Bem como seu uso indiscriminado e sem compreensão de todos os protocolos necessários, pode colocar em risco as pessoas.

    Grata pela leitura.

Emmanuel · 04/04/2020 às 12:28

Li rapidamente seu texto. Me parece que seria importante dizer que cerca de 80% dos infectados são assintomáticos e que portanto não se pode falar em pessoas não infectadas. A maioria dos infectados não sabem. Outro ponto é que em vez de dizer que as pessoas vão mexer a máscara o que me parece ser subestimar a capacidade de adultos, me parece mais interessante discutirmos protocolos adequados para uso de máscaras em tempo de coronavírus. Eu fui as compras hoje de manhã e não abaixei minha máscara, Só retirei ela depois de terminar as compras, no meu carro, mexendo na parte traseira da máscara que guardei em uma sacola até ser higienizada adequadamente (vou ferver ela durante alguns minutos e deixar ela na água quente a fim de que ela permanece bem mais que 10 minutos acima de 63ºC e depois vou lavar ela com detergente). Logo depois de retirar a máscara, lava minhas mão com álcool-gel. Não é muito fácil mas não é o fim do mundo. Fica aqui minha sugestão.

    Ana Arnt (Coord. Blogs de Ciência da Unicamp) · 05/04/2020 às 01:29

    Olá, Emmanuel, tudo bem?

    Obrigada pelas sugestões! Sobre os infectados assintomáticos, na verdade um dos artigos que indicam isso falam mais de “não documentados” do que “assintomáticos” (se for o artigo que estou pensando). Mas sim, a maioria dos infectados não sabe, pois os sintomas acabam sendo muito brandos.
    Em relação ao autocuidado, entendemos e respeitamos teu ponto, claro! Mas não podemos assumir que todos terão todos os cuidados que tu tens, entende? Vamos preparar outro material sobre as máscaras. Este tinha como intuito apresentar o panorama das problemáticas já vivenciadas historicamente com máscaras caseiras. Entre a data da publicação e agora, algumas instâncias mudaram o posicionamento quanto às máscaras caseiras, muito embora não tenham mudado as recomendações… Agradecemos a leitura, te cuida, abraço

      Renato Costa Couto · 05/04/2020 às 16:38

      Boa tarde!
      Usar com comparação ao Covid -19, ao gás mostarda, cloro ou fosgênio é no mínimo irresponsável.
      São veículos de transporte completamente diferentes em cada caso.
      Se tratando de um artigo que leva o nome da Unicamp, deveriam ter um pouco mais de cuidado com as referências.
      A recomendação feita pelo MS de uso das máscaras caseiras já está sendo feita em outros países.

        Ana Arnt (Coord.Blogs de Ciência da Unicamp) · 05/04/2020 às 22:03

        Olá, Renato.

        Na verdade a ênfase da autora diz respeito aos cuidados técnicos necessários para a elaboração de máscaras e da quantidade de ciência há envolvida nisto. A MS recomenda e há informações contraditórias no próprio site da MS sobre os cuidados (como o tempo de higienização e os materiais a serem usados). A OMS não recomenda máscara (que é a instituição que estamos seguindo aqui no Blogs) e a CDC acabou de mudar o posicionamento. Não há consenso no mundo acerca do uso de máscaras caseiras. Aqui no Blogs nos decidimos por seguir, por enquanto, a OMS. Seguiremos com este posicionamento. Irresponsabilidade é indicar qualquer uso sem dados comprovados de eficácia, ou sobre os cuidados necessários para usar, com um protocolo minimamente estabelecido.
        Tu podes ver os posicionamentos nos links abaixo listados:
        https://www.who.int/es/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/advice-for-public/when-and-how-to-use-masks
        https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/prevent-getting-sick/prevention.html

        Quanto aos estudos que temos indicado, podes ver nos links abaixo:
        https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24229526
        https://www.sciencemag.org/news/2020/03/would-everyone-wearing-face-masks-help-us-slow-pandemic
        Destaque para o final deste material da Science que diz “Faltam estudos rigorosos comparando máscaras de pano com cirúrgicas ou investigando o material ideal para máscaras caseiras”. Publicado em 28 de Março de 2020.

        Grata pela leitura e contribuição ao debate.

          Guilherme · 08/04/2020 às 14:01

          Apenas um complemento…Não se trata de presidente maluco… e sim de exposição… Concordo plenamente com a Unicamp… o povo está desinformado referente as máscaras segue algumas informações abaixo:

          Diferenças entre as máscaras PFF1, PFF2 e PFF3.

          Primeiramente é necessário entender o significado de PFF: Peça Facial Filtrante, ou seja, o corpo do produto é também o meio filtrante responsável por não deixar os contaminantes do ambiente entrarem em contato com o sistema respiratório do usuário.
          As máscaras denominadas PFF normalmente são descartáveis, não possuindo nenhum tipo de manutenção. Sendo assim, após a utilização ou quando indicado pelo responsável em SST, o produto deve ser descartado. Estes respiradores são classificados da seguinte maneira:

          Eficiência

          PFF1 – Possuem eficiência mínima de 80% (Penetração máxima de 20%)

          PFF2 – Possuem eficiência mínima de 94% (Penetração máxima de 6%)

          PFF3 – Possuem eficiência mínima de 99% (Penetração máxima de 1%)

          Resistência ao tipo de aerossol

          Os respiradores descartáveis são classificados em 2 tipos de resistência ao aerossol:
          Resistentes a aerossóis à base de água. Capazes de reterem partículas sólidas e líquidas à base de água;
          Resistentes a aerossóis base de água e oleosos. Capazes de reterem partículas sólidas e líquidas à base de água e oleosas.

          Marcações

          Sendo assim, os respiradores terão em suas embalagens e produto as seguintes marcações:
          PFF1(S), PFF1(SL), PFF2(S), PFF2(SL), PFF3(S) ou PFF3(SL), conforme sua eficiência e resistência ao tipo de aerossol determinado.
          Para melhor compreensão deste assunto, podemos dizer que partículas sólidas à base de água são todas aquelas que não possuem óleo ou outro líquido diferente de água em sua composição, sendo assim, enquanto para cimento Portland® utiliza-se uma PFF2(S), em ambientes de usinagem industrial com presença de óleo no ambiente deve-se utilizar uma PFF2(SL). Para ambos os casos é necessário ter como referência o Programa de Proteção Respiratória da Fundacentro para a correta indicação do respirador.

          Modelos


          Os respiradores descartáveis são encontrados em diversos formatos, isto é, podem ser semifaciais dobráveis, conformadas (tipo concha), painéis ou outros. Importante ressaltar que o formato não influencia na eficiência da proteção respiratória, somente gera percepções de conforto ao usuário de acordo com a geometria do rosto e frequência respiratória.

          Válvula


          Os respiradores descartáveis podem possuir ou não válvula de exalação. A válvula de exalação serve para facilitar a retirada de ar quente de dentro da máscara proveniente da exalação. Este item não influência no fator de proteção, somente no conforto do usuário principalmente quando estes respiradores são empregados para atividades que exijam grande esforço físico. Sendo assim, a troca gasosa se torna mais fácil e a sensação mais agradável.
          Importante: Respiradores PFF2(S) ou PFF3(S) quando utilizados em ambiente hospitalar, em procedimentos NÃO cirúrgicos e em casos que o contaminante é um agente patológico, não devem possuir válvula de exalação.

          Então o que é PFF2-Carvão?

          São respiradores PFF2 que possuem a mesma eficiência mínima de 94%, porém dotados de uma manta de carvão ativo que auxilia no alívio de odores incômodos provenientes de certos tipos de vapores orgânicos em concentração até o nível de ação (metade do limite de exposição ocupacional – LT ou TLV).
          É importante ressaltar que o Ministério do Trabalho e Emprego, conforme comunicado XXI emitido em 17/05/2013, não mais atestará respiradores que possuam qualquer indicação para vapores orgânicos (VO), ou seja, nos Certificado de Aprovação destes produtos não haverá nenhuma menção referente a vapores orgânicos ou até mesmo odores de vapores orgânicos.
          Estes respiradores não são indicados para proteção contra vapores orgânicos.

          Posso utilizar a PFF2-Carvão para pintura?

          Sim, este respirador pode ser indicado para pintura, desde que o usuário garanta que os contaminantes do ambiente, no caso de odores de vapores orgânicos, estejam abaixo do nível de ação (metade do limite de exposição ocupacional – LT ou TLV). Como comprovação disso, o usuário deverá atender por completo todos os requisitos do PPR da Fundacentro.
          Importante: Todo respirador denominado como peça facial filtrante-PFF, independentemente do seu percentual de eficiência ou resistência ao tipo de aerossol, deve ser usado até 10 vezes o limite de exposição ocupacional, nos casos dos respiradores PFF2 e PFF3, e até 5 vezes o limite de exposição ocupacional para os respiradores PFF1. E para todos os casos, sempre abaixo das concentrações IPVS (Imediatamente Perigosas à Vida e à Saúde).

          P1, P2 e P3 ou PFF1, PFF2 e PFF3?

          A principal diferença entre os filtros é justamente a forma de utilização:enquanto os respiradores PFF são o próprio filtro, os filtros P1, P2 e P3 são utilizados com máscaras semifaciais elastoméricas ou faciais inteiras, sendo que nestes casos se substitui o filtro, e não a máscara,diferentemente dos respiradores descartáveis denominados como PFF.
          A eficiência e o fator de proteção atribuído (FPA) são os mesmos para: respiradores semifaciais com filtro P2 e para respiradores modelo PFF2.

          O que é Limite de tolerância (LT)?

          De acordo com a NR-15, item 15.1.5, o limite de tolerância é a concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará dano à saúde do trabalhador.

          PFF1(S)


          É indicada para proteção das vias respiratórias contra certas poeiras e/ou névoas não oleosas, que não desprendam gases e/ou vapores tóxicos; fibras têxteis, cimento refinado (Portland®), minério de ferro, minério de carvão, sabão em pó, talco, cal, soda cáustica, poeiras vegetais (como trigo, arroz, milho, bagaço de cana etc.); poeiras de lixamento e esmerilhamento; névoas de ácido sulfúrico (com óculos de proteção adequado), entre outros e em concentrações não superiores a 5 (cinco) vezes o limite de exposição ocupacional (LT ou TLV) e abaixo das concentrações IPVS (Imediatamente Perigoso à Vida e à Saúde).
          Não utilizar: Para proteção contra amianto (asbesto), sílica e fumos.

          PFF2(S)


          É indicada para proteção das vias respiratórias contra poeiras e névoas não oleosas, que não emitam gases e/ou vapores; fumos metálicos ou plásticos; sílica, fibras têxteis, cimento refinado (Portland®); minério de ferro, minério de carvão, minério de alumínio, sabão em pó, talco, cal, soda cáustica, poeiras vegetais (como trigo, arroz, milho, bagaço de cana etc.); poeiras de aviário contendo restos de ração, fezes, plumas e penas de aves; poeiras de lixamento e esmerilhamento, névoas de ácido sulfúrico (com óculos de proteção adequado), dentre outros. Recomendada, ainda, para redução da exposição ocupacional a aerossóis contendo agentes biológicos potencialmente patogênicos. Deve ser usada mediante o conhecimento e aprovação das áreas de higiene, segurança e medicina do trabalho e/ou responsável pela empresa.
          Não utilizar: Para proteção contra amianto (asbesto), bem como, não é recomendada para uso hospitalar em procedimentos médicos ou odontológicos.
          Importante: Respiradores PFF2(S) ou PFF3 (S), quando utilizados em ambiente hospitalar, em procedimentos não cirúrgicos e em caso em que o contaminante é um agente patológico, não devem possuir válvula de exalação.

          PFF2(S) “Carvão”


          É indicada para proteção das vias respiratórias contra poeiras e névoas não oleosas, que não emitam gases e/ou vapores; fumos metálicos ou plásticos; sílica, fibras têxteis, cimento refinado (Portland®); minério de ferro, minério de carvão, minério de alumínio, sabão em pó, talco, cal, soda cáustica, poeiras vegetais (como trigo, arroz, milho, bagaço de cana etc.); poeiras de aviário contendo restos de ração, fezes, plumas e penas de aves; poeiras de lixamento e esmerilhamento, névoas de ácido sulfúrico (com óculos de proteção adequado), dentre outros. Indicada também para alívio de odores incômodos provenientes de certos vapores orgânicos em concentrações até o nível de ação (metade do limite de exposição ocupacional – LT ou TLV) destes contaminantes. Recomendada, ainda, para redução da exposição ocupacional a aerossóis contendo agentes biológicos potencialmente patogênicos. Deve ser usada mediante o conhecimento e aprovação das áreas de higiene, segurança e medicina do trabalho e/ou responsável pela empresa.
          Não utilizar: Para proteção contra amianto (asbesto), bem como, não é recomendada para uso hospitalar em procedimentos médicos ou odontológicos.
          Importante: Respiradores PFF2(S) ou PFF3 (S), quando utilizados em ambiente hospitalar, em procedimentos não cirúrgicos e em caso em que o contaminante é um agente patológico, não devem possuir válvula de exalação.

          PFF3(S)


          É indicada para proteção das vias respiratórias contra poeiras, tais como asbestos, sílica, processamento de minerais, arsênio, berílio, prata, platina, chumbo, cádmio, algodão e outras névoas não oleosas, fumos metálicos ou plásticos; fibras têxteis, cimento refinado (Portland), minério de ferro, minério de carvão, minério de alumínio, sabão em pó, talco, cal, soda cáustica, poeiras vegetais (como trigo, arroz, milho, bagaço de cana etc.); poeiras de aviário contendo restos de ração, fezes, plumas e penas de aves; poeiras de lixamento e esmerilhamento, névoas de ácido sulfúrico (com óculos de proteção adequado), dentre outros. Poeiras, névoas e fumos contendo materiais radioativos, tais como: urânio e plutônio, que emitem radiação alfa, beta e gama. Recomendada, ainda, para redução da exposição ocupacional a aerossóis contendo agentes biológicos potencialmente patogênicos. Deve ser usada mediante o conhecimento e aprovação das áreas de higiene, segurança e medicina do trabalho e/ou responsável pela empresa. Não é recomendada para uso hospitalar em procedimentos médicos ou odontológicos.
          Importante: Respiradores PFF2(S) ou PFF3 (S), quando utilizados em ambiente hospitalar, em procedimentos não cirúrgicos e em caso em que o contaminante é um agente patológico, não devem possuir válvula de exalação.

          Se estas máscaras que são especificas para este tipo de virus ou seja PFF2, tem durabilidade de meio dia…imagina as caseiras…. desculpem mas conversem que pessoas que atuam no ramo e não com pessoas que te induzem ao erro.

Esmeralda · 20/04/2020 às 15:06

Eu li este artigo, porém fiquei um pouco cética com relação a ele.
Eu acho que concordo com alguns dos comentários de alguns leitores de que todos deveriam usar, pois muitos (~80%) das pessoas infectadas são assintomáticas. Então, se ela falar cuspindo, espirrar etc, ela poderia infectar as pessoas em sua volta sem saber.
Além disso, o uso da máscara faz nos lembrar toda hora de não passar a mão na boca, nariz ou olhos.

    Ana Arnt (Coord. Blogs de Ciência da Unicamp) · 20/04/2020 às 19:00

    Olá, Esmeralda,

    A recomendação é usar se estiveres infectada e, sim, há a questão de os sintomas leves ou a fase pré-sintomática também ser infecciosa (e, em alguns casos, a assintomática também). O uso das máscaras caseiras é controversa e nossa intenção não era indicar uso ou contra-indicar, mas apontar que há discordância nesta recomendação. Há lugares, aqui no Brasil, que só permitem entrada de pessoas com máscara (mercados e farmácias em centros maiores). A recomendação do Ministério da Saúde é usar, da OMS é só em caso específico de contágio.
    Não há dados técnicos e científicos que assegurem que a máscara de pano (caseira) impeça infecção.
    Grata pela leitura e contribuição nos comentários.

Mashiroto · 30/04/2020 às 01:11

deu para ver nitidamente que o pessoal que leu o texto não entendeu muito bem como as mascaras funcionam e por meio de desinformação acusão o postador ou site referente de desinformado, antes mesmo de escrever meu texto sobre mascaras, alguem cujo nome guilherme fez o link explicando sobre os tipos de mascacas. acredito que a proposta do uso por muito é de comprar a ilusão de pronteção tendo em vista que gastei 5min pra encontrar referencias e estudo indicando justamente que muitos dos tecidos usados em testes controlados em laboratorios tiveram um eficassia extremamente baixa, principalmente os de algodão, há alguns tecidos de malha fina quando dobradas em varias dobras, oferecem aproximadamente 40% de retenção em testes controlados. é só pensar da seguinte forma. quando alguem espirra ou toce, as pequenas particulas vão ser dispersas no ar, o individuo que respirar na hora, vai criar pequenos canais de ar entre a malha do tecido, as particulas do virus que estão suspensas conseguem ser sugadas por esses arrastos. oque seria talvez interessante é que quando tal particula foce sugada, ela tivesse que desviar de varias paredes providas de uma malha bem aleatoria e fechada. obviu não tenho provas, só uma conclusão simples depois de estudar o assunto.

Luiz Sampaio · 05/05/2020 às 13:54

Eu acredito mais nas máscara de TNT (Tecido não tecido), pelo fato de sua produção ter um sistema mais robusto, que seja eficaz com estudos comprovados e usado no âmbito profissional . Não acredito que a mascara reutilizada seja tão eficaz, recomendaria mascara feita TNT que seja descartável e atualmente tem empresa que entrega em até 24 horas para grande São Paulo. Comprei as mascaras via internet e enviei no endereço da minha mãe ela adorou!

Healthy · 08/05/2020 às 11:18

Muito bom o artigo publicado, me ajudou muito na produção da minha máscara contra o corona. Obrigado.

Quem não vê cara não vê COVID-19? | Coronavírus (COVID-19) | Especial Blogs de Ciências da Unicamp · 07/04/2020 às 00:20

[…] cuidado!  Existem vários tipos de máscaras, cada uma para um fim específico. Veja o post Máscaras caseiras são eficientes contra o coronavírus? em que abordamos aspectos históricos sobre a confecção de máscaras […]

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