A Evolução do Fêmur Distal

O blog Fêmur Distal é uma publicação do Grupo de Cirurgia do Joelho da Unicamp. Criado em Novembro de 2016, tudo começou com uma conversa com a jornalista e pesquisadora Germana Barata, na época trabalhando no LABJOR da UNICAMP. Hoje ela está no Canadá.

A ideia inicial era participar da ABEC (Associação Brasileira de Editores Científicos). Estava muito empolgado com o Congresso da ABEC e fui procurar a Germana porque ela era da diretoria daquela instituição. Mas Deus escreve certo por linhas tortas. A Germana me apresentou a ideia dos Blogs de Ciência da UNICAMP, que na época já tinha quase um ano de existência. Ela me falou tão bem do projeto que decidi participar.

O problema inicial era “para quem escrever?”. Na minha cabeça, eu iria escrever para médicos e para jornalistas especializados em divulgação científica. Essas pessoas iriam fazer a ponte com os “pacientes”, termo que eu uso aqui pela última vez, porque tem uma conotação de passividade, de falta de conhecimento. Então escolhi um nome que pudesse ser entendido por quem é iniciado na área. Pouca gente sabe onde fica o fêmur distal. É a parte do fêmur (osso da coxa) que forma o joelho, junto com a tíbia proximal (osso da canela).

Para ler mais sobre essa história, veja:

https://www.blogs.unicamp.br/femurdistal/origem-da-serie/

 

Um ano e meio depois, percebi através dos mais de 270 comentários postados no blog que a maioria dos leitores são pessoas leigas (não médicos) em busca de conhecimento. Maravilha!!!! Encontrei minha razão de viver. Para que intermediários? Essa é a beleza do projeto Blogs de Ciência da UNICAMP. Podemos conversar direto com quem tem mais interesse no conhecimento: quem sofre com problemas articulares.

 

Isso vai direto ao encontro de um movimento chamado “Shared Understanding of Medicine”. Numa próxima publicação, pretendo abordar o que isso significa e o potencial revolucionário desta ideia.

 

Por hora, basta de dizer que após 18 meses de existência, fiquei impressionado com a participação das pessoas. Até este momento, são mais de 270 comentários nas publicações e uma média de 100 visualizações por dia. O Blog amadureceu. Agora sei exatamente para quem escrevo e o poder desta interação.

Boa leitura!

Alessandro Zorzi

Médico ortopedista e pesquisador na UNICAMP e no Hospital Albert Einstein, com mestrado e doutorado em ciências da cirurgia pela UNICAMP e especialização em pesquisa clínica pela Harvard Medical School.

8 thoughts on “A Evolução do Fêmur Distal

  • 13 de julho de 2018 em 15:18
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    Dr Alessandro, boa tarde!
    Sou uma sofredora com artrose a uns dez anos, mas este ultimo três meses sofri dores muito fortes,com seis derrames, com uma frequência de três a cinco dias, foi muito difícil, muita dor.
    No meu caso posso sonhar com células tronco?
    Grata pela atenção, e por sua busca para melhorar nossa condição de vida.Que Deus Te proteja!

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    • 18 de julho de 2018 em 22:30
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      Olá Maria Ignez, sonhar sempre é possível. Temos que ter esperança e fé. Nosso conhecimento sobre a natureza criada por Deus é possível, porque Deus nos deu a inteligência. Precisamos de seriedade e honestidade. Infelizmente muitos colegas se perdem por amor excessivo ao dinheiro e esquecem de ajudar o próximo. Por causa destes, a autorização e o financiamento de pesquisas fica lento. Vamos em frente, a empreitada é grande. Meu sonho é poder alcançar esse objetivo: terapia celular com qualidade e ao alcance de todos.

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  • 1 de agosto de 2018 em 17:59
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    Temos orgulho de ter o Fêmur distal em nossa rede.

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    • 4 de agosto de 2018 em 16:58
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      O orgulho é todo meu Erica! Faço propaganda da rede todo dia, principalmente em viagens e congressos. Parabéns e sucesso!

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  • 3 de outubro de 2018 em 13:15
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    Prezado dr. Alessandro, boa tarde,
    Gostaria de saber como andam as pesquisa com terapia celular para osteonecrose do quadril grau IV de Ficat. Uso prótese na perna esquerda que foi operada em 2004. A perna direita apresenta achatamento da cabeça femoral. A única solução que o médico dá e colocar prótese. Tenho 44 anos e tenho mínima flexão de quadril na perna esquerda, não dá para subir nenhum degrau. Caso o sr. saiba de alguma pesquisa com célula-tronco ou osso sintético favor entrar em contato comigo por e-mail.

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    • 9 de outubro de 2018 em 16:27
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      Olá Renato, no exterior existem sim pesquisas com terapia celular para osteonecrose da cabeça femoral. Mas a terapia tem que ser feita no começo da doença, antes da deformação da cabeça e da progressão para artrose. No estágio avançado, só prótese.

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  • 30 de março de 2021 em 08:17
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    Bom dia Dr Alessandro, gostaria de saber se em Sao Paulo o Sr atende fazendo tratamento de quadril com PRP ?

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    • 26 de abril de 2021 em 19:52
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      Oi Juliana, estou aguardando o CFM autorizar o uso. Muitos colegas já estão usando, mas eu gosto de andar “dentro da lei”.

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