Protetores da Cartilagem

A cartilagem articular é um tecido que reveste as extremidades dos ossos que formam uma articulação sinovial. É composta por uma matriz extra-celular rica em colágeno tipo 2 e proteoglicanos, um verdadeiro emaranhado de fibras capaz de reter água, responsável pelas propriedades mecânicas especializadas deste tecido. Esta matriz é produzida e mantida por células chamadas condrócitos.

Um protetor da cartilagem, ou como muitos preferem, CONDROPROTETOR, é qualquer substância, desde um suplemento nutricional até um medicamento, capaz de aumentar o anabolismo ou diminuir o catabolismo, favorecendo a formação ou diminuindo a degradação da matriz da cartilagem articular. Existem dezenas de substâncias postulantes a este título, uma espécie de “elixir da juventude” para as articulações. Muitas destas substâncias ainda estão em fase de testes em laboratório. Outras já são usadas para tratamento de outras doenças, como o RANELATO DE ESTRÔNCIO, usado no tratamento da osteoporose, ou a DOXICICLINA, um antibiótico.

No início dos anos 1990, a empresa italiana Rotapharma conseguiu a patente nos Estados Unidos de uma formulação do SULFATO DE GLICOSAMINA, adequada para uso oral. Até então, esta substância vinha sendo usada em aplicações intra-articulares, principalmente no campo da medicina veterinária. Acreditava-se que este açúcar, que entra na composição dos proteoglicanos, fosse capaz de regenerar a cartilagem perdida. A forma oral logo se tornou um sucesso de vendas. Este fato desencadeou uma corrida por novos produtos condroprotetores (1).

Atualmente temos uma ampla gama de suplementos nutricionais e fitoterápicos à venda nas prateleiras das farmácias que prometem ser a cura para as dores articulares. Trata-se de um mercado promissor, com uma movimentação anual de 15 bilhões de dólares. Estima-se que um em cada cinco norte-americanos já tenha feito uso do SULFATO DE GLICOSAMINA (2) .

Prateleira de farmácia. Fonte: arquivo pessoal do autor.

 

Mas como saber se de fato eles funcionam? Alguns pacientes realmente relatam a melhora da dor, mas seria isso uma ação real da medicação, ou uma simples ilusão dos sentidos provocada pelo efeito placebo, pela regressão à média ou pela própria história natural da doença? Mais que isso, será que eles são realmente capazes de proteger a cartilagem ou são apenas analgésicos?

Para responder a estas perguntas, é preciso entender como um novo medicamento chega até o consumidor. Existem 5 estágios:

  • Fase pré-clínica: quando existe uma explicação racional para suspeitar que uma substância seja eficaz, iniciam-se os estudos “in vitro” no laboratório e os estudos com animais.
  • Fase 1: estudos de segurança. A substância é testada em pessoas saudáveis para saber se existem efeitos colaterais e obter informações iniciais sobre dose;
  • Fase 2: estudos de prova do conceito. São estudos randomizados pequenos, em um único centro, com centenas de pacientes, comparando a nova substância com alguma outra, que pode ser um remédio que já se sabe que funciona (controle ativo), ou uma substância que se sabe não fazer efeito (placebo);
  • Fase 3: são os grandes estudos multicêntricos randomizados, semelhante ao fase 2, mas feitos com milhares de pacientes. As agências regulatórias, como o FDA nos Estados Unidos, e a EMA na União Europeia, costumam exigir dois ou três destes estudos para aprovar a comercialização do novo medicamento.
  • Fase 4: são estudos pós mercado, para saber se o uso em larga escala está sendo seguro.

Existe uma hierarquia das evidências de acordo com o risco de erros sistemáticos (viés). A melhor forma de dizer se um medicamento funciona é ter estudos fase 3 de boa qualidade. Se possível vários estudos, para que possa ser feita a Revisão Sistemática com Metanálise dos dados conjuntos de todos eles. Só que isso é caro. Muito caro. Cada estudo fase 3 custa alguns milhões de dólares. Revisões Sistemáticas de estudos fase 2 são menos confiáveis.

Uma forma de escapar deste processo longo e custoso, é registrar a substância como suplemento nutricional. Neste caso a legislação é muito mais branda. É exigido apenas que o fabricante comprove a composição anunciada no rótulo.  Como a maioria dos condroprotetores disponíveis no mercado foi registrada como suplemento nutricional, é difícil responder se funcionam ou não.

O que sabemos atualmente?

  • SULFATO DE GLICOSAMINA e SULFATO DE CONDROITINA

São açúcares que fazem parte da cartilagem articular normal. A glicosamina é uma molécula pequena, um monossacarídeo, tipo a glicose. Já a chondroitina é um polissacarídeo, uma molécula grande, formada dentre outras pela glicosamina. Podem ser usados separadamente ou em conjunto.

A glicosamina é obtida a partir da hidrólise da quitina presente na carapaça de crustáceos. Uma nova forma de obtenção a partir da fermentação de cereais foi desenvolvida recentemente. A chondroitina é obtida de fontes animais, como bovinos, suínos e tubarões. A famosa “cartilagem de tubarão” . São os suplementos nutricionais mais estudados da história.

Em 2006, foi divulgado o resultado do único estudo fase 3 de um suplemento nutricional já realizado no mundo, o ESTUDO GAIT (Glucosamin/chondroitin Arthritis Intervention Trial). Este estudo foi patrocinado pelo NIH (National Institutes of Health), uma espécie de Ministério da Saúde dos Estados Unidos. Custou a bagatela de 14 milhões de dólares para o governo norte-americano. O estudo incluiu 1583 participantes em 16 centros de pesquisa nos Estados Unidos. Os participantes foram randomizados em 5 grupos: placebo, condroitina, glicosamina, combinação de glicosamina com condroitina e um grupo que tomou o anti-inflamatório Celecoxib. O estudo mostrou que a combinação da glicosamina com a condroitina foi eficaz em diminuir a dor no joelho, mas não foi capaz de proteger a cartilagem. O que parecia colocar a glicosamina em cheque ao demonstrar sua incapacidade de proteger a cartilagem, na verdade acabou virando o principal argumento usado até hoje para sua venda: ela melhora a dor na articulação.

  • DIACEREÍNA

Uma história menos feliz foi o da DIACEREÍNA. Esta substância, obtida do alcatrão, aquele que tem no cigarro e no carvão, faz parte de uma família de medicamentos chamada antraquinonas, que inclui anti-maláricos, laxativos e quimioterápicos. Em 2014, uma revisão sistemática de estudos fase 2 realizada pela Fundação Cochrane, concluiu que o uso desta substância só reduz em 9% a dor articular, não protege a cartilagem e está associado com problemas gastro-intestinais e hepáticos. No mesmo ano, a EMA recomendou a suspenção da venda em toda a União Europeia. No Brasil ainda é vendido.

  • FITOTERÁPICOS

Após o fracasso da glicosamina e condroitina em promover a proteção da cartilagem e a queda em desgraça da diacereína, quem tem ganhado espaço no mercado são os fitoterápicos, que evitam o rótulo condroprotetor e anunciam um efeito anti-inflamatório. A lista de extratos de plantas medicinais não para de crescer, envolvendo nomes como:

  • AÇAFRÃO (Curcuma Longa),
  • HERA VENENOSA (Rhus toxicodendron),
  • GARRA-DO-DIABO (Harpagophytum procumbens),
  • BOSWELLIA (um tipo de insenso conhecido como Salai),
  • Extratos insaponificáveis de ABACATE E SOJA,
  • SUCUPIRA-BRANCA (Pterodon pubescens)

Uma revisão sistemática da Cochrane de 2014, comparando 49 estudos fase 2 com um total de 5980 participantes, encontrou uma melhora da dor com o uso de BOSWELLIA e Extratos de ABACATE E SOJA. Entretanto, estudos fase 3 seriam necessários para descobrir a verdade, mas o duro é saber quem vai pagar por eles.

  • COLÁGENOS

Mais uma família de produtos entrou recentemente neste nicho de mercado: os nutracêuticos. Seriam uma etapa intermediária entre suplemento nutricional e medicamento. Os mais conhecidos na área de proteção da cartilagem são o COLÁGENO HIDROLIZADO e o UC II. Sucesso de vendas no mercado cosmético, prometem revolucionar o cuidado das dores articulares. Por enquanto, prometem muito mas provam pouco. Apenas dois estudos pequenos, fase 2, foram realizados com o colágeno hidrolisado no alivio da dor. Um único estudo fase 2 com o UC II também foi favorável ao produto. Obviamente isso ainda não prova nada. Mais estudos terão que ser feitos.

Como as principais sociedades científicas se pronunciam a respeito do assunto tão polêmico?

O ACR (American College of Rheumatologists)publicou um guidelinesobre o tratamento da artrose em 2012. A respeito da glicosamina e condroitina afirma: “não deve ser usado”.

A AAOS (American Academy of Orthopedic Surgeons)publicou um guidelinesobre o mesmo assunto em 2013, onde afirma também sobre a glicosamina e condroitina: “não podemos recomendar o uso”.

A OARSI (Osteoarthritis Research Society International), em seu guidelinede 2014, divide a artrose em 4 tipos e afirma que o tratamento principal é o tripé EDUCAÇÃO, FORTALECIMENTO, PERDA DE PESO. A respeito do uso de glicosamina e condroitina como protetores da cartilagem, afirma que o uso é não apropriado. Em relação a alívio da dor, a glicosamina, a condroitina, a diacereína e os extratos insaponificáveis de soja e abacate são incertos e precisam de mais estudos.

Já o NICE (National Institute for Health and Care Excellence), um órgão governamental britânico, em seu guideline de 2017, afirma que o uso de condroprotetores e nutracêuticos não deve ser oferecido no sistema público britânico.

Em conclusão, o uso dos tais protetores da cartilagem é seguro, possui um efeito analgésico ainda incerto e definitivamente não possui efeito de proteção da estrutura da cartilagem. Os guidelinesatuais os colocam em uma posição de incerteza e desencorajam seu uso.

O fato é que a busca por substâncias capazes de proteger a cartilagem, o “elixir da longa vida” articular, continua.

Referências:

  1. (http://www.dcpracticeinsights.com/mpacms/dc/pi/article.phpid=56005&no_paginate=true&p_friendly=true&no_b=true)
  2. (https://www.health.harvard.edu/blog/)

Alessandro Zorzi

Médico ortopedista e pesquisador na UNICAMP e no Hospital Albert Einstein, com mestrado e doutorado em ciências da cirurgia pela UNICAMP e especialização em pesquisa clínica pela Harvard Medical School.

39 thoughts on “Protetores da Cartilagem

  • 20 de outubro de 2018 em 19:55
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    Dr.Alessandro qual seria hoje o condoprotetor mais eficaz

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    • 24 de outubro de 2018 em 10:30
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      Oi Plínio, nenhum, rsrs! É frustrante, mas realmente nenhum estudo dá suporte adequado para esta escolha. Infelizmente, os condroprotetores atuais são vendidos como suplemento nutricional. Não são necessários estudos rigorosos para saber se são eficazes antes da liberação para uso, como acontece com os medicamentos. O que já é possível dizer é que este nome precisa ser abandonado, pois estes suplementos nunca conseguiram demonstrar a capacidade de proteger a cartilagem. O que se questiona é se são capazes de oferecer alívio da dor. Existem substâncias sendo pesquisadas para proteger a cartilagem, mas ainda não estão nas prateleiras das farmácias. O fato é que nenhuma sociedade de especialistas recomenda o uso, principalmente por causa do custo.

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  • 13 de novembro de 2018 em 02:11
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    Olá Dr, para quem tem 37 anos, condromalácia grau 3, que fazer para ganhar tempo, além do exercícios de fortalecimento e fisioterapia. Tratamento com células tronco pelo visto ainda vai demorar uns 10 anos para virar comercial aqui no Brasil, mesmo se selecionado para um estudo, o que não é acessível a todos, corremos o risco de cair no placebo. O que há no mercado que realmente tem eficiência comprovada que nos ajude a ganhar tempo. Para mim ganhar uma prótese é certo, só quero adiar o máximo que posso. PRP ajuda mais que o Ácido hialurônico? Ou é melhor investir no PRP ou continuar fazendo a poupança semestral do synvisc? Sei que nenhum dos dois resolve definitivamente, mas o objetivo é ganhar tempo. Obrigada. Ótimo blog.

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    • 13 de novembro de 2018 em 22:46
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      Olá Amanda! Sei que é frustrante, mas tenho uma notícia ruim e uma boa para você. A ruim é que infelizmente não existe nenhum tratamento que consiga bloquear a história natural da artrose. Nem PRP, nem ácido hialurônico. Ambos são apenas sintomáticos, caros e controversos. A notícia boa é que raramente a condromalacia evolui para uma prótese. São coisas diferentes. A condromalacia faz parte das lesões condrais focais. A prótese é usada para tratamento da osteoartrite, um quadro muito mais generalizado, que envolve não só a cartilagem, mas também o osso, os ligamentos, a sinóvia, o menisco e os músculos. Existem opções cirúrgicas que preservam a articulação, para o tratamento das lesões focais da cartilagem.

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      • 3 de dezembro de 2018 em 10:33
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        Obrigada Dr. Alessandro. Eu já fiz uma cirurgia para realinhamento há 10 anos, mas minhas castilagens continuam se desgastando. Tenho de fazer outrq para novos ajustes de “assentamento”. Como disse uns dos médicos – condromalácia 3,5, rsrsrs. É Gostei muito do blog, sempre procuro informações sobre os tratamentos para prolongar ao máximo minha vida esportiva. Irei acompanhando as postagens por aqui e torcendo por novidades. Parabéns pelo excelente trabalho de divulgação e sinceridade sobre a eficácia dos tratamentos colocados no mercado.

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  • 24 de novembro de 2018 em 15:47
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    Que opções seriam essas, doutor? Tenho 35 anos e acabo de receber o diagnóstico de condromalácia nos dois joelhos (estágio 4 no esquerdo e estágio 3 no direito) e me angustia muito a perspectiva de conviver com as limitações impostas pela doença. Pretendo me dedicar a um rigoroso e perene tratamento conservador, mas gostaria de conhecer melhor as opções de tratamento cirúrgico disponíveis no Brasil. Aproveito para agradecer a generosidade em oferecer informação de qualidade a todos os que buscamos uma melhora em nossa qualidade de vida.

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    • 3 de dezembro de 2018 em 10:20
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      Olá Marcio, obrigado pelo comentário positivo. O tratamento da condromalácia é exercícios, perda de peso e educação. Medicamentos podem ser usados para aliviar a dor. Cirurgias são reservadas para casos extremos, raros. Caso o seu seja extremo e raro, pois não melhorou com nada, existem exames específicos para avaliar o alinhamento da patela. Caso seja constatado que ela está desalinhada, é possível fazer o realinhamento com cirurgia e junto com o realinhamento, restaurar a cartilagem da patela com o implante de condrócitos, se a lesão for grande, ou com a transferência de cilindros de cartilagem se lesão for pequena.

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  • 30 de dezembro de 2018 em 09:57
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    Bom dia Doutor.

    Ontem rompi o LCA totalmente jogando futebol. Não pretendo mais voltar a jogar, já estou com 42 anos , porém devo fazer a cirurgia pois não quero correr riscos futuros e ter que me submeter a uma cirurgia mais complexa.
    Minha pergunta : Entro em férias daqui à 2 semanas e gostaria de esperar até junho para fazer a cirurgia. Existe um prazo indicado após a lesão para que seja realizado o procedimento cirúrgico?

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    • 14 de janeiro de 2019 em 23:41
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      Olá Cristiano, o recomendado é não passar de 6 meses. Se tiver lesão do menisco junto, aí precisa operar nas 3 primeiras semanas para tentar salvar o menisco com sutura.

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  • 18 de janeiro de 2019 em 10:27
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    Bom dia, Dr. Alessaandro! Minha mãe foi diagnosticado com artrose no joelho, em consulta com um ortopedista, ele prescreveu tratamento com: Dexalgen (injeção) Vimovo é Dolamin Flex. Só que após o tratamento, com certeza, com o passar do tempo ela vai voltar a sentir dor. Não sei o que fazer, pois não quero ver minha mãe sentido dores diariamente. Qual tratamento ou medicamente eficaz no combate às dores da atrose no joelho que ela pode tomar diariamente para aliviar essas dores?

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  • 6 de março de 2019 em 02:16
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    Olá Dr. Alessandro Zorzi, tenho hoje 47 anos,
    tive fratura nas duas cabeças femorais (a 1ª em Dez/2012, aos 41 anos, ao fim de uma corrida, tratada via terapia conservadora com muletas e medicamentos antininflamatório/analgésico; já a 2ª em Jan/2015, aos 43 anos, sem esforço físico aparente, tratada de imediato via Foragem, furos para Descompressão da Cabeça Femoral e fiz 3 seções de PRP logo em seguida aí em Campinas, Indaiatuba, com o Dr. José Fábio Lana, da UniCAMP tbm, pois foi detectado à época na RNM uma OsteoNecrose Avascular em grau inicial (em decorrência atribuída ao uso tópico indiscriminado por conta própria de creme dermatológico à base de corticóide no rosto e na região das virilhas), mas que parecia evoluir e o Dr. Fábio chegou a afirmar que estava já no grau 2 meio que já indo pra grau 3 da FICAT).

    Recentemente tenho estudado muito sobre os tópicos mais a ver com os resultados das minhas ressonâncias (que indicam que tenho um impacto femoroacetabular do tipo Pincer justamente no quadril da 1ª fratura e que eu tratei pela forma conservadora tradicional por muletas e medicamentos no qual tenho como sequela uma dor leve tipo um desconfortoapós caminhadas de média pra longas) e vi médicos como o Dr. David Gusmão (gaúcho), o Dr. Bruno Rabello (carioca) e o Dr. Thiago Fuchs (de Curitiba), em linhas gerais todos dizendo que a VideoArtroscopia de Quadril pode ser muito útil para, através do instrumental da técnica, fazer reparações das irregularidades ósseas que geram o Impacto FemoroAcetabular, alterando/corrigindo a morfologia do osso e, com isso, atuar no fator que está causando ou pode vir a causar mais e mais a degradação da cartilagem dessa articulação do quadril. Dr. Rabello inclusive já mencionu num vídeo que as técnicas de regeneração tecidual por células tronco (terapias regenerativas) ou mesmo as chamadas viscosuplementações (como ácido hialurônico) podem ser trabalhadas em conjunto com a VideoArtroscopia (a depender caso a caso).

    PERGUNTO ao senhor Dr Alessandro (que li que o senhor trabalha atualmente com essas terapias celulares): como está atualmente a eficácia do resultado que se espera de uma terapia biológica regenerativa por células tronco que é, de fato, regenerar eventuais pequenas lesões na matriz extra-celular do tecido cartilaginoso (colágeno tipo II) ou mesmo na cartilagem que circunda a borda externa do acetábulo (que é o labrum) ?? Como está a eficácia dessas terapias promissoras por células tronco para esta finalidade de regenerar tecidos cartilaginosos ??

    E MAIS: uma vez sendo regenerada essas cartilagens (via terapia celular) e corrigidas as eventuais más formações ósseas (via videoartroscopia) que acarretam impacto femoroacetabular afim de cessar o fator que estava lesionando as cartilagens, SERIA POSSÍVEL o organismo de um paciente com 47 anos de idade seguir provendo biologicamente os processos químico-biológicos de síntese natural das estruturas de colágeno tipo 2 de que são feitas essas cartilagens ?? Pergunto pq tenho lido sempre que uma pessoa com mais de 45 anos já tem uma perda de uns 15% na produção natural de colágeno pelo próprio organismo (bem como uma redução na absorção de Silício Orgânico) e que a de Colágeno vai decaindo 1% ao ano e, desta forma, aos 55 seria uma perda de 25% e aos 65 35%, daí se recomendaria a ingestão de Colágeno Hidrolizado (tipos 1 e 3) e de Colágeno tipo 2, bem como ingerir Silício Orgânico !! PROCEDE ingerir esses colágenos e também o Silício Orgânico ou é tudo Placebo como a Condroitina/Glucosamina ??

    Há quem diga que a ingestão de colágeno é um engodo e dinheiro jogado fora porquê lá no trato gastro-intestinal as enzimas quebrariam esses colágenos em aminoácidos e praticamente seria até melhor ingerir os aminoácidos que de fato estão presentes no colágeno tipo 2 das nossas cartilagens (que são Glicina, Alanina, Prolina e Hidroxiprolina), porquê, junto com uma ingesta adeuqada de Silício, Magnésio e outros minerais importantes que atuam na síntese de colágeno tipo 2, estaria-se provendo também os aminoácidos específicos da síntese desse colágeno.
    OBS.: desculpe pelo tamanho do texto Dr Alessandro, MAS achei que eu deveria dar um panorama geral para o senhor depois pontuar os trechos perguntados !! Muito obrigado por sua atenção e no aguardo de seu retorno !!

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    • 6 de março de 2019 em 19:13
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      Olá Marcelo, agradeço seus comentários. Vejo que você estuda o assunto. Isso é fundamental! Temos que nos apropriar dos cuidados de nossa saúde e não mais adotar aquela antiga postura passiva que levou ao uso do termo “paciente”.
      Em relação a suas dúvidas, infelizmente são também as dúvidas de todos os médicos sérios. Não sabemos ainda se a suplementação com o colágeno terá algum papel no tratamento das lesões articulares. O colágeno é a proteína mais abundante do corpo. Quando ingerimos alimentos provenientes do reino animal, principalmente carnes, estamos ingerindo colágeno. Nutricionalmente falando, é uma proteína pobre, com poucos aminoácidos.
      Em relação a células-tronco, houve uma empolgação inicial. Mas infelizmente os dados obtidos foram um pouco desapontadores. É preciso entender algumas coisas básicas: porque a perda de cartilagem causa dor em algumas pessoas e em outras não? Quais são os mecanismos celulares e moleculares para que uma células-tronco consiga atuar nesta articulação doente. É muito empírico apenas injetar as células na articulação e achar que elas vão regenerar o que aparecer pela frente. Faltam estudos! Esse é o ponto onde estamos. Por isso o CFM e a ANVISA não permitem o uso destas terapias em consultórios, até que se esclareça se funciona e como funciona.

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  • 6 de março de 2019 em 02:43
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    COMPLEMENTANDO: do evento das fraturas para cá estou estável, sem dor no quadril direito, uma dor bem leve quase que constante no quadril esquerdo, em movimentos bem específicos da movimentação da cabeça do fêmur junto ao acetábulo (é o quadril que tem um impacto femoroacetabular do tipo Pincer), não foi preciso graças à Deus recorrer a próteses/artroplastia (meu ortopedista em minha cidade disse que meu caso certamente não era de prótese total de quadril, mas que eu tinha uma constituição óssea no fêmur e no acetábulo que implicavam no impacto, oque iriam poder com o tempo me fazer evoluir para um quadro de artrose de fato). As RNM’s indicam interface articular preservada (no QD) e diminuta lesão osteocondral na porção ântero-súpero-lateral do acetábulo (no QE). Esfericidade das cabeças normal, preservadas. Sem derrame articular coxofemural em ambos os quadris. E desde que troquei o par Condroitina/Glucosamina por Colágeno desnaturado do tipo 2 eu senti uma melhora significativa do desconforto do QE. Infelizmente meu cardiologista me convenceu a fazer uma esteira ergométrica poucas semanas após eu me sentir assim muito bem com o uso co colágeno UC-2 e, desde então, voltei a ter aquele mesmo quadro leve de dor após caminhadas médias (3 a 4 KM). Basicamente é isso !! Grato Dr. !!

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  • 7 de março de 2019 em 20:42
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    olá Dr. Alessandro Zorzi !! Muito grato pelo retorno !! Sempre é importante sim buscar o conhecimento. Acredito piamente naquela frase bíblica: “conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará” !! Sempre que der voltarei a essa página da UniCAMP para os seus artigos e de outros colegas seus. Desejo-lhe muita persistência, perseveramça e humildade para que você consiga dar uma contribuição importante para quem sabe a cura (reversão e manutenção da saúde das articulações) nesses estudos tão necessários !! Que Deus o ilumine e a todos os outros profissionais envolvidos nessas pesquisas !!

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  • 24 de abril de 2019 em 06:47
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    Ola Marcelo quero de saber essa sua experiencia com o uso do colageno me de um retorno

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  • 1 de maio de 2019 em 10:33
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    Sou usuário de discente 100mg à noite há 15 anos. Quando abandono o produto, aparece uma dor aguda nas articulações, ando como robô.
    Para voltar à normalidade preciso de Antiinflamatorio por 10 dias com o uso da Diacereina. Abandono o Antiinflamatorio e volto à vida normal.
    Pode não recuperar a cartilagem, mas a dor me abandona.
    Espero que a comercialização não seja suspensa.

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  • 29 de junho de 2019 em 14:01
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    Informações relevantes do blog do DR.Alessandro ZORZI!Necessito orientações s. possíveis benefícios pesquisados do “Zeel (Rhus toxicodendron D2+Associação)”, receitado p.DR.GUILHERME FURCHI, excelente ortopedista SÃO CARLOS-SP, tenho artrose e mtas.dores nos joelhos, insônia devido dores contínuas ao deitar!Caminho muito e, raramente dores mas,qdo.deito, mtas.dores nas pernas e, sensação de peso e inchaço.Fiz cirurgia de varizes c.+ renomado cirurgião angiologista de Curitiba, sem nenhuma melhora significativa!Já utilizei glucosamina 1500mg e Condroitina 1200mg sem nenhum resultado significativo e, mto.mal estar estomacal.Aguardo e sou muito grata p.informações.Profa.Deisy Mohr Bäuml (Curitiba PR e João Pessoa PB)

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    • 29 de junho de 2019 em 17:58
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      Prezada Profa. Deisy, o Rhus toxicodendron nada mais é do que a conhecida Hera venenosa. O uso de fitoterápicos na osteoartrite (artrose) é amplamnete utilizado, mas carece de evidência científica robusta. Os poucos estudos disponíveis têm elevado risco de vieses. As principais sociedades médicas, dentre elas a AAOS (American Academy of Orthopedic Surgeons) e a OARSI (OsteoArthritis Research Society International) recomendam que o tratamento não cirúrgico da osteoartrite deve ser centrado na perda de peso, fortalecimento muscular e educação do paciente. Analgésicos e outros sintomáticos, como os fitoterápicos, são coadjuvantes. Mas nada impede um teste terapêutico, já que o risco de toxicidade é baixo.

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  • 7 de julho de 2019 em 08:11
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    Dr Alessandro.
    Sou veterinaria e me interesso pelo assunto pois trabalho com um medicamento classificado como DMOAD, o pentosano polisulfato de sódio. Que estimula condrocitos a produzir a matriz cartilaginos e sinoviocitos a produzirem líquido sinovial ( com ac. Hialurônico de alto peso molecular).
    Temos tido excelentes resultados com esta droga em animais que sofrem de osteoartrite.
    Tem conhecimento desta droga para uso humano?

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    • 12 de julho de 2019 em 23:04
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      Oi Anita, o pentosano não é uma substância nova. A molécula é parecida com a heparina. É vendido nos Estados Unidos com o nome Elmiron, com aprovação do FDA. É indicado principalmente para o tratamento da cistite intersticial (síndrome da bexiga dolorosa). No Brasil, acredito que ainda não tem registro na ANVISA. Pacientes com esse quadro de cistite têm entrado na justiça para obrigar o SUS a pagar pela importação desta medicação. O uso para osteoartrite carece de estudos fase 2 e 3 de boa qualidade. O que existe são os estudos em animais e alguns estudos pequenos com alto risco de viés. Nenhuma das principais sociedades internacionais, tais como a OARSI, EULAR, NICE ou AAOS, que publicam Guidelines para o tratamento da osteoartrite, incluiu até agora esta substância.
      Interessante que o próprio sulfato de condroitina e sulfato de glicosamina, o grande blockbuster de vendas dos DMOADs (Osteobiflex e afins) também iniciaram com o uso veterinário antes do uso clínico em humanos.
      No Brasil, o hype do momento é o UC2. A indústria tem promovido muito este colágeno, em detrimento de outros DMOADs.
      Minha opinião pessoal é que a concorrência é desigual. O UC2 é um suplemento nutricional e não precisa comprovar eficácia. O Pentosan é um fármaco, as agências reguladoras vão exigir os estudos fase 3 para permitir a entrada no mercado humano. Porisso desconfio que não deve chegar tão cedo nas farmácias.

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  • 16 de julho de 2019 em 17:32
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    Prezado Dr. Zorzi,

    Recentemente li um artigo que fala que os EUA estão prestes a liberar o uso de um novo medicamento que promete regenerar a cartilagem do joelho. Desenvolvido pelo cientista de Harvard, Nathaniel David, esse medicamento recebeu o nome provisório de UBX0101.
    Poderia, por gentileza comentar essa notícia??

    Resposta
    • 19 de julho de 2019 em 08:21
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      Excelente comentário Jorge. Parabéns, você está antenado! Esse artigo realmente está sendo muito comentado. O UBX0101 é uma droga para tratar a SENESCÊNCIA CELULAR. O que é isso? A célula é a unidade básica da vida. Sem célula não tem vida. Todos nós descendemos de uma célula única, o óvulo fecundado da nossa mãe. Essa célula vai se dividindo e dando origem às trilhões de células do seu organismo. A cada divisão (mitose), ocorrem mínimos erros na transcrição do DNA. Ao longo de muitas divisões, esses erros vão se somando e levando a célula a ficar senescente. Chega um momento que ela é eliminada (sofre apoptose, morte programada), para não virar um tumor. Isso vai levando a uma perda progressiva da capacidade dos tecidos do organismo em se regenerar. Estes eventos microscópicos se manifestam na nossa escala macroscópica como o envelhecimento. A alguns anos atrás, o grupo deste pesquisador percebeu que as células senescentes secretam substâncias que prejudicam as células jovens. A ideia do UBX0101 é eliminar as células senescentes para que elas parem de atrapalhar as jovens. Isso funciona super bem num tubo de ensaio (estudos “in vitro”) e nos estudos em camundongos (estudos pré-clínicos). Agora é preciso saber se vai funcionar realmente nos seres humanos. Para isso, eles começaram um estudo numa amostra pequena de pessoas (estudo fase 1). O objetivo é testar a segurança, saber se não faz mal. Se der tudo certo, daqui a alguns anos eles vão poder testar em um número bem maior de pessoas e comparar com outros tratamentos existentes, para saber se de fato funciona. MAS, O UBX0101 NÃO REGENERA A CARTILAGEM. Ele serve para diminuir a progressão da doença. O que degenerou não volta. É um tratatmento que teria que ser feito no começo da artrose. Casos avançados não terão benefício.

      Resposta
  • 25 de julho de 2019 em 21:41
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    Olá, Dr Alessandro Zorzi!
    Faço 44 anos em setembro. Sempre fiz atividades físicas. Durante os últimos 2 anos e meio treinava Muay Thai de 3 a 4 vezes por semana. Até que surgiu uma inflamação nos sesamóides do dedão do pé esquerdo. Tratei com antiinflamatório e corticóide, passei muito mal com efeitos do corticóide, mas melhorei dessa inflamação nesses ossos. Acontece que pela Ressonância Magnética o ortopedista descobriu que eu tenho artrose primária no pé. Disse pra eu não mais fazer Muay Thai, não praticar corrida, nem qq outra atividade que necessite do impulso pelos pés. E me indicou tomar colágeno hidrolisado.
    Estou preocupada com tudo isso e querendo imensamente a sua douta opinião sobre essas recomendações. Afinal, eu tenho como suprir a falta da cartilagem nos meus pés de alguma forma? O colágeno irá resolver? E qual atividade física eu realmente posso fazer com segurança e eficácia?
    Agradeço imensamente sua atenção.
    Abraço!

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  • 11 de agosto de 2019 em 16:32
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    Resumindo Dr , não existe nada para suprir a reposição do colágeno ?
    Sobre o biofosfobato, para osteoporose, também é extremamente prejudicial, já q este promove sequestros ósseos , principalmente na mandíbula.
    Então, o que fazer para prevenir esses problemas além de exercícios físicos, e para quem já tem o problema, o que o Sr indica ?

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  • 13 de agosto de 2019 em 23:50
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    doutor Alessandro, fiz uma artrodese tibiotársica há 11 dias. Sei que existe chance considerável de desenvolver artrose das articulações adjacentes. Gostaria de sabe se esse problema futuro pode ser evitado ou minimizado. Talvez palmilhas, tratamento conservador, medicamentos?

    Resposta
    • 15 de agosto de 2019 em 15:46
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      Oi Philipp, de fato o desenvolvimento de artrose nas articulações adjacentes não é uma sentença. Pode ser que não desenvolva. É uma possibilidade. O uso de palmilhas ou calçados com solados especiais prescritos pelo ortopedista pode ajudar bastante. Também você deve evitar a obesidade e o sedentarismo. Infelizmente os inúmeros nutracêuticos, suplementos e medicamentos vendidos para “proteger a cartilagem” não tem eficácia comprovada. Podem agir no controle da dor, mas não na preservação da cartilagem.

      Resposta
  • 14 de agosto de 2019 em 01:17
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    Ola Dr. Alessandro
    Gostaria de saber se há no Brasil tratamento para a artrose com macroglobulina alfa-2 e a sua opinião a respeito.

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    • 15 de agosto de 2019 em 15:40
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      Oi Daniel, está antenado hein? Parabéns! Se o PRP já é um tema controverso e não autorizado pela ANVISA ainda (ainda, mas em breve deve ser liberado), a A2M ainda é muito pouco conhecida no Brasil. Segue o mesmo sistema do PRP, tipo faça você mesmo: coleta o sangue do paciente na clínica, centrifuga e obtem a molécula. Reinjeta no paciente. As críticas são idênticas as do PRP, dificuldade de padronização, incerteza sobre as condições sanitárias do preparo.

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  • 19 de agosto de 2019 em 19:36
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    Dr. Alessandro, tenho 39 anos e tem uma deformidade na cabeça do fêmur direito.
    Quando exagero nas caminhadas, sinto dores advindas da inflamação.
    Não entrando no campo da regeneração da cartilagem, que vejo não ser um ponto pacificado ainda, quais anti inflamatórios e analgésicos são mais indicados para essas crises?

    Resposta
    • 20 de agosto de 2019 em 16:28
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      Olá Luiz, infelizmente não existe um anti-inflamatório específico para cada diagnóstico ou articulação. Não consigo te falar “olha, para sequela de Perthes esse é bom”, entende? O que existe é o mais indicado para cada paciente, ´principalmente levando em conta a questão do risco de eventos adversos. Por exemplo, um paciente nefropata deve evitar a família dos AINEs. Alguém com risco cardíaco aumentado deve evitar os chamados COX-2. Alguém com glaucoma deve tomar cuidado com os corticóides. E assim por diante. Ou seja, só passando numa consulta médica e conversando bem com o médico, para determinar o melhor anti-inflamatório para cada caso. Abraço!

      Resposta
  • 21 de agosto de 2019 em 07:50
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    Dr.Alessandro tenho condropatia patelar já tomei diacereina,glicosamina e condroitina, UC 2 e também o colágeno hidrolisado agora o ortopedista me passou celecoxibe e também uma aplicação de diprospan seria realmente o mais recomendável?

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  • 26 de junho de 2020 em 00:23
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    Dr Alessandro,
    Fui diagnosticada com Síndrome da Bexiga Dolorosa e Fibromialgia. A hiperatividade da bexiga, quando estou em crise é bem dolorida e incômoda. Tomo Amitriptilina 25mg há 1 ano e meio, mas ainda tenho crises. Li, que o sulfato de glucosamina e condroitina, ajuda na SBD porquê pode regenerar a bexiga. Isso procede??? É minha esperança…

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    • 8 de julho de 2020 em 08:41
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      Oi Karina, sim. Você tem razão, existem mesmo estudos dizendo que pode ser eficaz. É uma esperança e como a glicosamina e a condroitina tem pouquissimos efeitos colaterais, vale muito a pena tentar um teste terapêutico. Usar por 90 dias e avaliar se a dor melhora. A melhora não vai ocorrer em dias, leva tempo para fazer efeito, no mínimo 90 dias.

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  • 6 de julho de 2020 em 15:21
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    Dr. Tenho artrose avançado nos 2 lados do quadril o lado esquerdo já foi indicado prótese mas eu estou tentando fugir de cirurgia.
    Tenho deslocamento e abaulamento de vértebra tenho 4 hérnias.
    Já fiz introdução de ácido hialuronico, tomo UCII + move +magnésio a quase 1 ano, como pé de galinha triturado toda noite, faço alongamentos leves pois minha mobilidade é muito precoce, sou romeiro acostumado com caminhadas de longa distancias e hoje não consigo caminhar 2km, pedalar tb não consigo mais que 4 ou 5km, já fiz percursos de 100/110km., toda essa restrição me fez aumentar muito de peso e.isso está cada vez pior !!
    Alguma indicação?? Sugestão ??

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    • 8 de julho de 2020 em 08:30
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      Oi Marcelo, minha sugestão é definir um foco. Pequenas metas que possam ser atingidas. Não ajuda você pensar “preciso de uma cura para voltar a caminhar 100 Km”. Você tem que buscar algo do tipo “preciso conseguir caminhar 5 km sem dor daqui a 6 meses”. Isso é uma meta mais factível e vai te dar um ânimo enorme para buscar novas metas depois que você atingí-la. Um passo de cada vez. Procure um médico que te anime e que seja honesto com você. Sem soluções milagrosas. E vá em frente, não desista do seu sonho de melhorar sua saúde. A Medicina tem vários recursos para aliviar sua dor.

      Resposta
  • 8 de julho de 2020 em 18:18
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    Prezado Dr. Zorzi,

    Alguma novidade sobre medição/tratamento para reposição da cartilagem nos joelhos ???

    Desde já agradeço,

    Resposta
  • 28 de outubro de 2020 em 20:20
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    Podemoa tomar UCII, Piascledine , Gicosamina e condroitina juntos?

    Resposta
    • 29 de outubro de 2020 em 11:36
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      Oi Edson, vou fazer uma analogia: podemos comer arroz, feijão, batata e macarrão tudo junto? Sim. Todos essas substâncias que você citou não são medicamentos, são SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS. Ou seja, comida. Pode tomar junto sim, só precisa ver se compensa financeiramente. Vai gastar uma fortuna.

      Resposta

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