O que andei vendo no Netflix em janeiro

Não vi tantos documentários quanto esperava neste mês de férias. Em parte foi por ter considerado poucas as estreias do gênero no Netflix, em parte por ter precisado estudar para um processo seletivo. Em compensação, escrevi bastante sobre o que vi, dos meninos do subcontinente indiano às meninas da programação, começando com o que fiquei devendo no mês passado: (mais…)

IgNobel 2016: as pesquisas mais improváveis do ano

Existem pesquisas científicas que parecem engraçadas, dignas de cientistas malucos de desenhos animados. Botar calças em ratos, se coçar diante do espelho, fazer perguntas aos mentirosos (e acreditar nas respostas), observar e descrever o mundo de cabeça pra baixo. Todas essas são, na verdade, pesquisas científicas bem sérias. E ninguém as leva tão a sério quanto a revista Annals of Improbable Research, que acaba de premiar esses trabalhos com o IgNobel.

Realizada ontem à noite na Universidade de Harvard tendo como tema o Tempo, a 26ª. cerimônia de premiação do IgNobel foi bagunçada como já é tradição. Foram proferidas as palestras 24/7 (uma descrição técnica em 24 segundos seguida de um resumo em 7 palavras) e apresentada a ópera The Last Second (sobre um complô para acrescentar um segundo extra em todos os relógios do mundo e ganhar dinheiro com isso). Em meio a duas chuvas de aviõezinhos de papel e um campeonato de jogo-da-velha com um neurocirurgião, um cientista de foguetes e cinco laureados da versão chata do IgNobel (o Prêmio Nobel), foram anunciados os ganhadores em 10 categorias: (mais…)

Pesquisa Improvável: a matemática por trás da separação dos Beatles

[youtube_sc url=”https://www.youtube.com/watch?v=ePaHG6g7uFw” autohide=”1″ nocookie=”1″] Traduzido de Martin Gardiner em Improbable Research: Ao longo dos anos, foram muitos os investigadores que examinaram os possíveis fatores que levaram à separação dos Beatles, mas o professor Tadashi Yagi (Faculdade de Economia, Universidade Doshiba, Kyoto, Japão) é um dos poucos [1] que abordou o Leia mais…

Patentes Patéticas (nº. 136)

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Quando se fala de fast food, o que queremos dizer é “comida de preparo rápido” e não, de maneira mais literal, “comida veloz”, uma refeição que realmente corre. Quando falamos de rodízio, também não é exatamente o almoço ou o jantar que roda — são os garçons. Quando falamos de self service, somos nós mesmos que nos servimos — mas toda vez que quisermos um novo prato, temos que sair da mesa e, em muitos casos, enfrentar uma fila.

Mas e se pudéssemos nos livrar dos garçons, das distantes mesas de bufê e suas filas e ter não só um rodízio mas um rodízio de comida rápida pra valer, com um verdadeiro carrossel de refeições? Muito antes do aparecimento da primeira rede de fast food, self service, churrascaria ou qualquer combinação desses estabelecimentos, William L. Lance já era dono da ideia de um servir comida de forma mecanizada: (mais…)

Um Anúncio Obscuro

Há quem reclame que os anúncios publicitários impressos de hoje são pobres em texto, supérfluos e muito dependentes da imagem. Os argumentos deram lugares a trocadilhos. Mesmo os anúncios classificados têm, por motivos diversos, um texto pobre. O amante de textos de publicidade deve, porém, lembrar-se que textos longos nem Leia mais…