Patentes Patéticas (nº. 146)

Todos somos mamíferos, mas mamar ainda parece-nos um ato vergonhoso. O próprio verbo mamar carrega muitos sentidos pejorativos ou obscenos, ainda que o ato em si seja instintivo e natural a todos os seres humanos. As mulheres que precisam amamentar em público podem se sentir tão expostas ou constrangidas que Leia mais…

Patentes Patéticas (nº. 145)

Ah, os anos 1980. A idade das trevas para os nerds, que sofriam bullying de todo mundo, dos oftalmologistas (que indicavam óculos fundo de garrafa) a Hollywood, e seus filmes com mais bullying ainda (e raramente uma vingança como exceção), passando por ortodontistas e seus aparelhos ostensivamente horríveis, carinhosamente chamados de “freios de cavalo” ou “freios de burro”. Mas nenhum vilão foi tão sádico com os nerds quanto o inventor do Reminder and Enforcer Apparatus [Aparato de Advertência e Execução], cuja utilidade é (mais…)

Patentes Patéticas (nº. 144)

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Que horas são? Para os fumantes, toda hora é hora de acender “um cigarro para adiar a viagem, / Para adiar todas as viagens, / Para adiar o universo inteiro” como diriam os versos de Fernando Pessoa. Stephen Drake talvez não perdesse a hora de fumar, mas encontrou um bom motivo pra juntar um relógio a um acendedor de cigarros: (mais…)

Patentes Patéticas (nº. 143)

Máquina Piramidal

Gamal Elfouly foi um visionário egípcio que inventou uma solução única para diversos problemas do século XXI, como geração de energia e tratamento de água — tudo da maneira mais limpa e ambientalmente correta possível. E da maneira mais egípcia também. Em quatro patentes, Elfouly clama ser nada mais nada menos que o inventor de uma Máquina Piramidal, (mais…)

Patentes Patéticas (nº. 142)

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Ah, uma massagem… O ideal seria ter um par de mãos apertando delicadamente o seu cangote durante aquela interminável viagem de carro, caminhão ou ônibus. Uns beijinhos na nuca também não seriam má ideia e… Bom, nem todo motorista ou passageiro pode contar com esse luxo, mas uma solução mecânica já foi patenteada há duas décadas. O Vibrating Neck Rest for the Passenger Seat of a Motor Vehicle [Apoio Vibratório de Pescoço para o Assento do Passageiro de um Veículo Automotor] pode ter um nome horrível, mas parece ser algo relaxante: (mais…)

A Cifra de Jefferson

Nestes tempos de agências de espionagem paranoicamente oniscientes e até onilegentes é difícil encontrar um sistema de encriptação robusto e barato. Um dos melhores e mais simples foi criado por um advogado, revolucionário, diplomata, enólogo, arqueólogo e mais tarde presidente dos Estados Unidos. Além de inventar um país, Thomas Jefferson Leia mais…

Patentes Patéticas (nº. 135)

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Não importa se é o telefone sem fio tocando em local indeterminado ou um alarma irritante que vem de algum lugar da vizinhança: localizar fontes sonoras pode fazer a diferença. O problema é que os seres humanos acabaram perdendo boa parte dessa habilidade, pois nossas orelhas não se movem (exceto em casos notáveis). Não há um app pra isso, mas há um aparelho que (mais…)

Patentes Patéticas (nº. 133)

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Para alguns pode ser o pé direito, para outros o esquerdo enquanto outros ainda podem ter problemas com ambos. Não importa o tênis, o cadarço do meu pé esquerdo vive desamarrando. E, como todo mundo sabe, amarrar o tênis é ridículo. Ou você tem que dobrar-se inteiramente para alcançar os pés (o que é complicado quando você costuma usar uma mochila meio pesada) ou tem de achar um apoio para os pés numa altura razoável antes de tropeçar nos próprios cadarços.

Qualquer que tenha sido o pé de calçado que vivia desamarrando, Aaron D. Harrell tinha o mesmo problema. Não seria mais simples ter tênis que se amarram sozinhos? Todo mundo já deve ter pensado nisso — especialmente quando temos tênis desamarrados e estamos com pressa —, mas depois de amarrar bem seu tênis, Harrell deu um passo que foi além do resmungo meio sonhador. Ele criou um Pneumatic Shoe Lacing Apparatus [Dispositivo de Amarração de Calçado Pneumático], formado por: (mais…)

Patentes Patéticas (nº. 132)

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Hoje em dia relógios são onipresentes. Goste-se ou não, temos marcadores horários em tudo quanto é coisa — daquele velho videocassete ao microondas, passando pela torre da igreja, o pulso da sua avó e talvez até aquela peruca estranha do seu tiozão esperto. Também há relógios no painel do carro, caso seu relógio esperto, ou o de peruca, ou o de bolso, ou o do celular (esperto ou não), ou o da igreja estejam todos parados, atrasados ou confusos com o horário de verão. Mas e quando o relógio do carro é que pára? Você não pode perder tempo (nem segurança) parando para perguntar as horas ao primeiro pedestre que encontrar.

É verdade que hoje, com onipresença dos relógios, você não precisaria se preocupar tanto assim com o do carro (até porque, independente do relógio de referência, você está sempre atrasado). Mas as coisas não eram assim há seis décadas, quando Gérard Friedli inventou um tipo bem user-friendly de Car Watch [Relógio Automotivo]: (mais…)