Por dentro da URSS: Páginas policiais

“Há muitos crimes na União Soviética,” – relata John Gunther em seu livro-reportagem – “mas a maioria está constituída por delitos de menor gravidade.” Eis alguns dos casos que apareceram nos jornais soviéticos, antecedidos de uma contextualização: O incêndio propositado (um dos crimes mais comuns na Rússia de antes), o Leia mais…

Memória Fotográfica: Bruno Braquehais

Pioneiro das nudes na França, ele entrou para a História por suas fotografias da Comuna de Paris Daguerreotipista francês notável por seus retratos, reconstituições e pelas imagens artesanalmente coloridas em colaboração com Laurie Gouins, com quem ele acabaria se casando em 1855. No ano anterior, Braquehais havia causado sensação ao Leia mais…

Memória Fotográfica: Horace W. Nicholls

Fotógrafo britânico e pioneiro do fotojornalismo freelance, Horace Walter Nicholls (1867-1941) teve uma carreira que foi das colunas sociais às coberturas de duas guerras. Nascido em Cambridge em 1867, era filho de Arthur Nicholls, fotógrafo profissional, que o treinou. Já adulto, estabeleceu-se em Joanesburgo e cobriu a Guerra dos Bôeres [1899-1902] para Leia mais…

O que andei vendo no Netflix em abril

Abril foi um mês em que o mestrado começou a me exigir bastante atenção mas mesmo assim consegui arranjar tempo para assistir documentários sobre calçados, os filhos da talidomida, a poluição oceânica, animais fofos, o encontro entre dois grandes cientistas e saga de cinco famosos cineastas na II Guerra Mundial. (mais…)

O que andei vendo no Netflix em janeiro

Não vi tantos documentários quanto esperava neste mês de férias. Em parte foi por ter considerado poucas as estreias do gênero no Netflix, em parte por ter precisado estudar para um processo seletivo. Em compensação, escrevi bastante sobre o que vi, dos meninos do subcontinente indiano às meninas da programação, começando com o que fiquei devendo no mês passado: (mais…)

Memória Fotográfica: Jacob Riis

hester st.

Hester Street, c. 1890 (Jacob Riis)

Nova York, fim do século XIX. Aqui é a porta de entrada dos EUA, com suas mansões, avenidas, cartolas, vestidos, telégrafos, eletricidade, ferrovias, máquinas fotográficas… Uma das inúmeras máquinas fotográficas nova-iorquinas era de um imigrante dinamarquês. Jacob Riis viveu na miséria nos dois lados do Atlântico. Em vez de se deslumbrar com as riquezas da “América”, ele focou suas lentes para os recantos esquecidos da Belle Èpoque: os cortiços e barracos, as vielas sujas e escuras, as delegacias de polícia e os albergues, os ladrões e os membros de gangues, os velhos abandonados e os imigrantes que descobrem que o Novo Mundo não é bem uma terra de oportunidades… (mais…)

Andrew Crosse e seus insetos elétricos II

Andrew Crosse

Andrew Crosse (1784-1855): gentleman, poeta e Frankenstein acidental.

Tudo começou em 1836, quando Andrew Crosse foi persuadido por um amigo a participar de um encontro da British Association for the Advancement of Science [Associação Britânica para o Progresso da Ciência], em Bristol. Informalmente, Crosse descreveu algumas de suas descobertas durante um jantar em Bristol, onde foi estimulado a fazer apresentações mais formais (e práticas) de suas eletrocristalizações para as seções de química e de geologia da Associação. (mais…)