Um bilhete dos ladrões

Em 1798, conta-nos Sampson em sua History of Advertising, uma casa foi arrombada e roubada em Stanhope Street, Londres. Buscando reaver os itens surrupiados, o proprietário publicou o seguinte e singular anúncio numa edição do Daily Advertiser: Mr. R—— de Stanhope Street apresenta seus mais respeitosos Cumprimentos aos Gentlemen que Leia mais…

Os tablets de Londinium

Não é difícil encontrar tablets em Londres — nas lojas, nos cafés, nas salas de aula ou quem sabe até alguns aparelhos esquecidos ou perdidos pelos parques ou estações de metrô. Bem mais complicado, porém, é encontrar tablets em Londinum, a antiga capital romana do que hoje é a Grã-Bretanha. Leia mais…

A pirâmide de Newton

pirâmide de Newton

Mausoléus são imensos monumentos póstumos geralmente dedicados a reis, príncipes e generais. Por que um cientista não mereceria igual homenagem? Isaac Newton [1643-1727], por exemplo, não seria digno de um desses monumentos funerários? Um certo Thomas Steele, de Cambridge, achava que sim. Numa carta publicada no The Times em 1825, Steele propôs um monumento nacional a Newton: a casa do físico aninhada numa grande pirâmide encimada por uma enorme esfera. A inspiração veio da Itália: (mais…)

Casamentos Clandestinos

Hogarth, William, Marriage a-la-Mode, plate I, 1745 Engraving, 14 4/25″ x 17 4/5″

Eram muito comuns na Inglaterra setecentista. Tanto que, durante algum tempo, o governo de Londres multava em 100 libras o falso oficiante e em 100 libras cada pseudo-cônjuge. Mesmo assim, havia tabernas e até casas de moral duvidosa que chegavam a contratar seus próprios ministros religiosos, muitas vezes formados em teologia em universidades respeitáveis. Ou não. Por uma pequena taxa pagas a algumas casas de moral duvidosa, informavam anúncios em classificados, era possível se casar nesses lugares. Pouco importava que você estivesse bêbado feito um gambá, ou só com tesão demais por alguém: o casamento era feito e, de alguma forma, registrado.

Mesmo que fossem ilegais, esses registros nem sempre eram destruídos quando descobertos pelas autoridades. Algumas das notas depositadas no Registrar of the Consistory Courts [algo como Cartórios das Cortes Eclesiásticas] de Londres são bastante divertidas: (mais…)

Postrô, o metrô postal de Londres

Mail-Rail-Staff-©Royal-Mail-Group-Ltd.-courtesy-BPMASubir arquivo, enviar arquivo e baixar arquivo. Essa é a ordem usual para enviar e receber documentos rapidamente nos dias de hoje. Mas na Londres de meados do século passado, o correto seria baixar, enviar e subir pacotes de informação. Pacotes mesmo, além de cartas, cartões postais e outros tipos de encomendas. Mais precisamente, esse era o procedimento em oito estações postais interligadas por um metrô em miniatura. (mais…)

Thomas Britton, o carvoeiro erudito

 

Thomas Britton, o carvoeiro musical (gravura de autor desconhecido, 1777)

Thomas Britton, o carvoeiro musical (gravura de autor desconhecido, 1777)

Pouco se sabe da vida deste curioso personagem que apareceu em Londres na virada do séc. XVII para o séc. XVIII. O que se sabe é que nasceu em Northamptonshire e, logo que pode, mudou-se para Londres, onde estabeleceu-se como vendedor de carvão — primeiro como empregado e mais tarde como autônomo. Também não se sabe se teve alguma educação formal, mas tudo indica que foi um autodidata, especialmente dedicado ao estudo da música, de livros antigos e talvez até de química. (mais…)