Postrô, o metrô postal de Londres

Mail-Rail-Staff-©Royal-Mail-Group-Ltd.-courtesy-BPMASubir arquivo, enviar arquivo e baixar arquivo. Essa é a ordem usual para enviar e receber documentos rapidamente nos dias de hoje. Mas na Londres de meados do século passado, o correto seria baixar, enviar e subir pacotes de informação. Pacotes mesmo, além de cartas, cartões postais e outros tipos de encomendas. Mais precisamente, esse era o procedimento em oito estações postais interligadas por um metrô em miniatura. (mais…)

Em uma palavra [206]

taquifasia (ta.qui.fa.si.a) s.f. perturbação da fala caracterizada pela agilidade na vocalização das palavras: “o pouco tempo de TV fez o candidato apelar para a taquifasia durante a campanha”. taquifásico, adj. [do grego tachion = rápido, veloz + phasein = fala, voz]

Relatório Asimov sobre a Criatividade (1959)

Depois de lançar com sucesso seu primeiro satélite espacial, o Sputnik, a União Soviética parecia estar pronta a dominar o mundo. Enquanto isso, os Estados Unidos estavam apenas começando a esboçar uma reação. Em 1958, foram criadas a NASA e a ARPA. No ano seguinte, a relação entre essas duas entidades ainda era confusa. Impaciente, o governo americano já havia percebido que precisava definir bem os papéis para ter suas próprias surpresas tecnológicas. Outro problema: não importava o quanto fosse investido na expansão tecnológica, ela parecia inadequada.

Arthur Obermayer trabalhava na Allied Research Associates, empresa da MIT dedicada ao estudo dos efeitos de armas nucleares em estruturas aeronáuticas. A firma estava envolvida num dos primeiros projetos da ARPA, o GLIPAR (Guide Line Identification Program for Antimissile Research) [pdf]  e precisava de muita criatividade para ajudar a projetar um sistema de defesa com mísseis balísticos. O governo americano queria que todos os envolvidos fossem estimulados a “pensar fora da caixa”. Mas como fazer isso? (mais…)

“Anúncios Curiosos na Igreja”

sleeping congregation

“Sleeping Congragation” (William Hogarth, 1728)

Independente da religião, sempre há um momento bastante solene no culto, missa ou ritual. Pode ser um sermão ou pregação, uma oração ou a leitura da respectiva escritura sagrada. Por vezes, porém, essa solenidade toda pode ser perdida por motivos diversos. O Rev. R. Wilkins Rees relata alguns causos de sermões que deram errado no ensaio “Curious Anouncements in the Church”, publicado em Ecclesiastical Curiosities (ANDREWS, 1899). Vamos começar com um pequeno mal-entendido: (mais…)

Andrew Crosse e seus insetos elétricos II

Andrew Crosse

Andrew Crosse (1784-1855): gentleman, poeta e Frankenstein acidental.

Tudo começou em 1836, quando Andrew Crosse foi persuadido por um amigo a participar de um encontro da British Association for the Advancement of Science [Associação Britânica para o Progresso da Ciência], em Bristol. Informalmente, Crosse descreveu algumas de suas descobertas durante um jantar em Bristol, onde foi estimulado a fazer apresentações mais formais (e práticas) de suas eletrocristalizações para as seções de química e de geologia da Associação. (mais…)

A Cifra de Jefferson

Nestes tempos de agências de espionagem paranoicamente oniscientes e até onilegentes é difícil encontrar um sistema de encriptação robusto e barato. Um dos melhores e mais simples foi criado por um advogado, revolucionário, diplomata, enólogo, arqueólogo e mais tarde presidente dos Estados Unidos. Além de inventar um país, Thomas Jefferson Leia mais…

Um Anúncio Obscuro

Há quem reclame que os anúncios publicitários impressos de hoje são pobres em texto, supérfluos e muito dependentes da imagem. Os argumentos deram lugares a trocadilhos. Mesmo os anúncios classificados têm, por motivos diversos, um texto pobre. O amante de textos de publicidade deve, porém, lembrar-se que textos longos nem Leia mais…

Spotted: século XVIII

Ei, George, acho que esse anúncio é pra você! Ouça... [gravura de PUNCH, OR THE LONDON CHARIVARI. Vol. 156. May 7, 1919., via gutenberg.org]

Ei, George, acho que esse anúncio é pra você! Ouça… [gravura de PUNCH, OR THE LONDON CHARIVARI. Vol. 156. May 7, 1919., via gutenberg.org]

Esse negócio de publicar anúncios sob anonimato em busca de amores à primeira vista é mais velho do que se pensa. Talvez tão antigo quanto a imprensa, o ato de descrever alguém e fazer-lhe uma proposta (com ou sem segundas intenções) acontecia nos murais de redes sociais de 1700 e pouco: as páginas dos classificados.

Os seguintes exemplos são apresentados por Henry Sampson em A History of Advertising from the Earliest Times, Illlustrated by Anecdotes, Curious Specimens and Biographical Notes [Uma História dos Anúncios desde os Tempos mais Antigos, Ilustrada por Anedotas, Espécimes Curiosos e Notas Biográficas] (1874). O primeiro encontra-se no General Advertiser de outubro de 1748: (mais…)

Patentes Patéticas (nº. 106)

Pessoas comuns carregam seus telefones celulares no bolso ou na bolsa. Se prefere ser clássico, você o leva naquele pequeno suporte de couro preso ao cinto. Se for mais ousado, talvez use um cinto (ou coleira) de utilidades. Mas e se você quiser ostentar e ainda ter estilo de super-herói? Não tema! Este é um trabalho para Marcus e Franco Caldana e seu Device for the quick and easy use of a small size cellular telephone [Dispositivo para uso rápido e simples de um telefone celular de tamanho pequeno], no qual (mais…)