Microrganismo de Sexta: uma bactéria com núcleo?

Uma das primeiras coisas que a gente aprende quando vai comparar os procariotos (bactérias e arqueias) e os eucariotos (fungos, protozoários, plantas e animais) diz respeito à organização do material genético.

Enquanto o DNA procariótico encontra-se disperso no citoplasma, numa região não delimitada que denominamos nucleoide, o DNA eucariótico está empacotado em um envelope membranoso que denominamos núcleo.

Aí aparece uma tal de Gemmata obscuriglobus que quer bagunçar a cabeça da gente, e contém uma região armazenadora de DNA que é separada do resto da célula por duas membranas nucleares (NB, na foto).

Então, como concluir que estamos falando de um nucleóide procariótico e não de um núcleo eucariótico? O que passa a valer, então, é a maquinaria celular que os tipos celulares utilizam param para realizar a divisão mitótica!

A Gemmata foi isolada pela primeira vez de uma represa em Queenslad, Austrália e não é a única bactéria com membrana envolvendo o nucleoide. Esse gênero pertence ao filo dos Planctomycetes que engloba outras bactérias semelhantes. A foto deste post, inclusive, é, na verdade, uma micrografia de uma bactéria semelhante à Gemmata.


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3 thoughts on “Microrganismo de Sexta: uma bactéria com núcleo?

  • 26 de maio de 2012 em 08:04
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    Essa é novidade para mim, nunca encontrei essas informações em um livro de microbiologia. Isso faz me concluir que a internet, com todas as suas ferramentas, é capaz de oferecer conhecimentos muito mais dinamico se comparado ao antigo método de ensino.

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  • 27 de maio de 2012 em 10:53
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    Boa informação Samir.
    Sou biólogo, e atuo como professor desde ensino fundamental até o ensino superior e pergunto: Como fica a classificação então nesse caso? Tais bactérias se mantém como procariotos mas consideradas excessão à “regra”?

    Grato.

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    • 28 de maio de 2012 em 00:08
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      Oi Moisés,
      como falei no post, a maquinaria de replicação é diferente entre pro- e eucariotos, além de que essa bactéria não tem organelas membranosas – na sua divisão, acho que consideraria apemas como uma excessão à regra. Assim, não acho que tenhamos que nos preocupar com a classificação nesse ponto, inclusive porque não se leva apenas uma caracteristica em consideração. Acho que o que mais vai afetar a classificação microbiana são as novas técnicas de metagenômica que estão promovendo grandes mudanças de grupamentos filogenéticos. O jeito é esperar para ver!

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