Últimos posts na rede Blogs Unicamp:
Sem adaptação climática, chuvas intensas continuam causando mortes e prejuízos
Quando uma cidade alaga, a reação costuma ser imediata: decretos de emergência, imagens aéreas, doações, promessas de reconstrução. Dias depois, o tema sai do noticiário. Até a próxima enchente. O problema é que esses eventos deixaram de ser pontuais. E todo início de ano este já é um evento esperado.| acesse ❯
The surface isn't the surface, the surface is the recipe
Quando estava na graduação, tive muita dificuldade em Cálculo II... embora frequentasse todas as aulas (na época meu celular era alfanumérico então nem tinha como dizer que ficava me distraíndo nas redes sociais ou navegando por ai), copiava exatamente todo o conteúdo de aula (dava umas 6 páginas de caderno por aula e eram 3x na semana), porém chegava na prova e eu não conseguia a nota (na USP a média era 5). Foi apenas na quarta vez fazendo, que consegui passar, na recuperação, isso porque deram uma colher de chá pra todo mundo. Haviam unificado várias turmas da engenharia com a nossa (da matemática), a prova era de múltipla escolha, valia 12, e deram uma folha com fórmulas para cada um dos alunos usar... pra você ver a dificuldade que era.
Enfim, isso foi em 2013, e agora em 2026 estou para lecionar essa disciplina e comecei a me recordar... | acesse ❯
Glitter: comestível ou não? Eis a questão…
Sabe o glitter da fantasia e das maquiagens de carnaval? Já viu ele alguma vez em decoração de doces? Já ouviu falar em glitter comestível? Pois é… Recentemente surgiram notícias sobre a possibilidade de alguns tipos de glitter serem comestíveis. Mas será mesmo? Qual a diferença deste para aquele que usamos em fantasias de carnaval? Vamos falar um pouco sobre o que ele é e como identificar se ele podemos ou não ingerir.
Camila Satie Kurihara e Mariana Olímpio de Aquino
Glitter comestível, a origem
A polêmica começou quando um influenciador, Dario Centurione, gravou um vídeo para o seu canal, Almanaque SOS, falando sobre a presença de plásticos nesse tipo de glitter. Muitas vezes nas lojas físicas, esses glitters estão ao lado de produtos alimentícios, o que pode induzir as pessoas a acharem que eles também são alimentos.
Os glitters envolvidos na polêmica são feitos a partir de componente de plásticos comuns, utilizados no... | acesse ❯
Darwin Day 2026 e os 50 anos da Nova Síntese Evolutiva
É chegado o nosso Darwin Day do ano! Neste 12 de fevereiro de 2026, celebramos o Dia de Darwin, o aniversário de 217 anos de Charles Robert Darwin. Ele foi o cientista que transformou profundamente a Biologia e diversos campos do saber ao articular evidências variadas em sua teoria da evolução biológica fundamentada na descendência comum, na seleção natural e sexual, no gradualismo e na diversificação das espécies. O Darwin Day é uma celebração mundial que reconhece o legado de Darwin à ciência e convida à reflexão sobre como a teoria evolutiva segue iluminando nossa percepção do mundo e auxiliando no enfrentamento dos desafios contemporâneos.
Aqui no MARCO EVOLUTIVO comemoramos anualmente o Dia de Darwin desde 2008, passando pelo Bicentenário de Darwin e 150 anos do ‘Origem da Espécies’ em 2009, e por 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017, pela Década de Darwin Days no Blog em 2018, 2019, 2020, pelo sesquicentenário do “A Descendência do Homem a Seleção Sexual’ em 2021, pelo sesquicentenário do ‘A Expressão das... | acesse ❯
Dimensão 2,5
Quando falamos em jogos 2D, entendemos que estamos num plano cartesiano, tipo Pacman, Super Mario World, Sonic (estou falando dos clássicos, porque hoje deve ter 1000 versões de cada um). Agora quando falamos em jogos 3D, temos uma ideia de espaço, por exemplo Heretic, Descent, Doom (duvido que vocês conheçam os dois primeiros títulos, mas super recomendo Descent para quem quer sentir enjoô, esse jogo é sensacional porque não tem referencial gravitacional... você está em um labirinto de nave espacial e se não prestar a atenção está andando pelo teto achando que nunca esteve naquele corredor... desculpa, me desviei um pouco do assunto).
Porém, e se falassemos de uma dimensão 2.5? Será que estamos falando de fractais (pois fractais são estruturas na matemática com propriedades entre 2 e 3 dimensões). Mas não! A chamada dimensão 2.5 é mais um truque esperto de game design, para dar uma percepção de 3 dimensões,... | acesse ❯
6th Unicamp Summer Course in Pharmacology
The 6th Unicamp Summer Course in Pharmacology took place from January 26 to 30, 2026, offered by the Graduate Program in Pharmacology. The Course aims to provide university extension–level training for undergraduate students and recent graduates, as well as to present the research lines, faculty members, and routine of the Program. An interesting aspect is that the Course is entirely made by the Program’s own master’s and doctoral students, from event organization to the lectures.
The 6th edition of the Course received 43 applications from across Brazil and selected 16 participants. The finalists came from six Brazilian states: 9 from São Paulo; 3 from Minas Gerais; and 1 each from Espírito Santo, Paraná, Piauí, and Rio Grande do Norte. Most of the selected participants were women (13) and candidates from public institutions (9). The admitted students are currently enrolled in or have graduated from Pharmacy (7), Biomedicine (6), Chemistry (2), and... | acesse ❯
6º Curso de Verão em Farmacologia da Unicamp
6º Curso de Verão em Farmacologia da Unicamp destaca formação científica e integração acadêmica
O Programa de Pós-Graduação em Farmacologia da Unicamp realizou, de 26 a 30 de janeiro de 2026, o VI Curso de Verão em Farmacologia, voltado a graduandos e recém-graduados interessados em pesquisa científica e carreira acadêmica.
Com 43 inscritos de todo o Brasil e 16 selecionados, o evento reuniu estudantes das áreas de Farmácia, Biomedicina, Química e Biotecnologia. A programação incluiu palestras, aulas práticas, visitas a laboratórios e momentos de integração com docentes e pesquisadores.
Organizado e ministrado por mestrandos e doutorandos do Programa, o Curso proporcionou contato direto com as linhas de pesquisa da Unicamp e apresentou oportunidades na Pós-Graduação em Farmacologia, superando as expectativas dos participantes.| acesse ❯
Desvendando o futuro: uma jornada pela Terapia Celular
Entenda como a terapia celular e as células-tronco estão mudando o tratamento de doenças antes consideradas sem solução.| acesse ❯
Função é tudo igual, só muda de endereço
Função... uma palavra que na matemática causa um certo terror.
Tudo vai bem na vida do estudante, ele sabe somar, subtrair, multiplicar, dividir, fazer potências, raízes, e o que pedir, também sabe... mas daí tudo muda, quando surge a palavra função. Parece inclusive que ela traz um medo adormecido, pois tudo começa a dar errado (ou fica muito mais difícil a partir dela).
Mas daí dizem que sou chata, dizem que enrolo pra não começar logo o assunto, podem me culpar, mas me recuso a falar de função sem falar de conjuntos. Pois pra mim uma coisa não pode ser compreendida sem a outra. Não dá para saírmos trabalhando com funções, sem entender o que elas são. E a verdade é que funções são formas de endereçar elementos de conjuntos (por isso a piada no título do post, #### é tudo igual, só muda de endereço).
Quando falamos de funções, estamos falando de... | acesse ❯
Plataformas em rede: uma conversa com Thomas Poell sobre plataformização, inteligências artificiais e tecnologias de conexão
Por Analice Paron* e Thais Lassali
*Analice é jornalista e mestre em Antropologia Social pela Unicamp e está no doutorado em Sociologia na UFSCar. Seus interesses de pesquisa giram em torno de Pornografia, Mercado, Discurso e Plataformas de redes sociais.
Na manhã do dia 20 de outubro de 2025, o GEICT recebeu, com apoio do Departamento de Política Científica e Tecnológica do Instituto de Geociências/Unicamp, os professores Thomas Poell e David Nieborg para a palestra “Inteligência artificial, plataformização e produção cultural”.
Thomas Poell é professor de Dados, Cultura e Instituições na Universidade de Amsterdã e é coautor de “Platforms and Cultural Production” (2022) e “The Platform Society” (2018), ambos traduzidos para diversos idiomas. Além disso, coeditou “The Sage Handbook of Social Media” (2018), “Social Media Materialities and Protest” (2018) e “Global Cultures of Contestation” (2017). Já David Nieborg é professor de Estudos de Mídia na Universidade de Toronto. tendo atuado como professor visitante... | acesse ❯
Networked Platforms: an Interview with Thomas Poell on Platformization, Artificial Intelligence, and Connection Technologies
By Analice Paron* and Thais Lassali
*Analice Paron is a journalist and researcher. She holds a Master's in Social Anthropology from Unicamp and is a doctoral candidate in Sociology at UFSCar. Her research interests encompass pornography, market dynamics, discourse analysis, and social media platforms.
On the morning of October 20, 2025, with support from the Department of Scientific and Technological Policy at the Institute of Geosciences/Unicamp, GEICT hosted professors Thomas Poell and David Nieborg for the lecture “Artificial Intelligence, Platformization, and Cultural Production.”
Thomas Poell is Professor of Data, Culture & Institutions at the University of Amsterdam and co-author of “Platforms and Cultural Production” (2022) and “The Platform Society” (2018), both translated into multiple languages. He also co-edited “The Sage Handbook of Social Media” (2018), “Social Media Materialities and Protest” (2018), and “Global Cultures of Contestation” (2017). David Nieborg is Professor of Media Studies at the University of Toronto, having served as a... | acesse ❯
A luta latino-americana é ambiental: arte e resistência
A arte sempre foi uma poderosa ferramenta de resistência, especialmente em tempos de crise política e social. Ela desempenha desde sempre um papel crucial na denúncia das injustiças históricas e contemporâneas, tornando-se um meio de mobilização e conscientização popular. Neste texto, defendo que a luta latino-americana é uma luta intrinsecamente ambiental.
Esse cenário se intensificou com o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, em 2025, reacendendo tensões geopolíticas e novos desafios regionais.
Em 17 de março de 2022, Residente, ex-integrante do grupo Calle 13, lançou o videoclipe This is Not America. A obra é um grito de resistência contra as violências sofridas pelos povos latino-americanos e contra o imperialismo estadunidense. O clipe evoca figuras históricas da luta social, como Lolita Lebrón, Víctor Jara e Túpac Amaru. Além disso, a obra dialoga com políticas contemporâneas, pois se refere ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Seu impacto visual e simbólico é... | acesse ❯
Uma capivara estressada movida a jujuba
Uns anos atrás escrevi um post chamado uma capivara movida a jujuba que apresentava o seguinte enunciado.
Uma capivara de tamanho usual, consegue transportar 10 kg de jujubas em um trajeto de até 10 km, mas come 1 kg de jujuba a cada 1 km percorrido. Temos uma fábrica de jujubas e precisamos entregar a um cliente localizado a 10 km de distância, 1.000 kg de jujubas, utilizando capivaras para seu transporte. Apenas as capivaras podem transportar as jujubas, não é permitido impedir a capivara de comer enquanto caminha. Podemos criar postos de coleta no trajeto, para carregar e descarregar as jujubas nas capivaras.
Esse problema em particular tem essa estrutura para que seja impossível uma capivara sair e chegar no destino com alguma jujuba (sem paradas em postos de coleta). Porém a partir de um posto de coleta, o problema começa a ter solução, requerendo 4 vezes mais jujuba do... | acesse ❯
Pesquisadora do GEICT Realiza Estágio no Exterior para Investigar Técnicas Algorítmicas em Plataformas de Crowdsourcing
Por Thais Lassali
Desde setembro de 2025, Manuela Gomes, pesquisadora do GEICT e doutoranda no Programa de Pós-graduação em Política Científica e Tecnológica (PPG-PCT) do IG/Unicamp, está realizando seu estágio de doutorado sanduíche na Universiteit van Amsterdam (UvA), na Holanda, com financiamento da CAPES por meio do Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE). O estágio de Manuela na UvA tem como foco a análise crítica de técnicas algorítmicas utilizadas na produção de algoritmos para plataformas de crowdsourcing.
A pesquisa que Manuela realiza no Brasil trata da participação dos algoritmos no gerenciamento realizado por plataformas de trabalho no nosso país. Já nesse período sanduíche, a doutoranda do GEICT buscará examinar as funcionalidades, possibilidades e modos de implementação das técnicas algorítmicas especificamente no contexto de plataformas digitais de colaboração coletiva. O objetivo deste doutorado-sanduíche é compreender criticamente como tais mecanismos algorítmicos operam e quais seus impactos sociotécnicos.
Fotografia de Manuela Gomes em frente à... | acesse ❯
Mais com menos é... Complexo?
Em Jujutsu Kaisen vemos com certa frequência, alguns personagens principais tomarem golpes fatais, mas então eles dizem "usei reverter maldição" e tudo parece numa boa. Daí você vai pesquisar o que isso faz, e vê uma explicação que fala em negativo vezes negativo é positivo, pois se a energia amaldiçoada é negativa, o reverter maldição a transforma em energia positiva e assim em vez de matar o personagem, ela o cura (ou algo assim). Na imagem abaixo, temos a personagem Yuki aplicando a técnica reverter maldição para utilizar a energia amaldiçoada na cura de suas feridas.
https://www.reddit.com/r/JujutsuPowerScaling/comments/1o2w1hd/we_do_know_hakari_got_better_stats_over_the_time
Porém é recorrente que as pessoas reclamem da matemática, dizendo que várias coisas não fazem sentido algum... uma delas é porque multiplicar por um número negativo, inverte o sinal, daí vem memorizando as regrinhas de quando é positivo e quando é negativo...
Mas vamos ver uma explicação mais divertida para isso, começando de um fato que... | acesse ❯
Em busca da exposição perdida do Palácio Gustavo Capanema
Dizem que na vida devemos transformar tragédia em comédia, mas que tal tragédia em divulgação científica?
Ano passado me inscrevi para expor no Festival de Arte e Cultura do IFRJ – 1ª Edição, que ocorreria no Palácio Gustavo Capanema no Rio de Janeiro. Minha ideia inicial era levar uma mesa de RPG de Química para o evento, escrevi o projeto bonitinho, mas as datas precisaram ser alteradas, e o que ocorreria no meio das férias, mudou para o meio do semestre. Daí a minha situação, cuidando de uma bebê, trabalhando/estudando e com minha esposa estudando, exigiu que eu mudasse a proposta para algo que não demandasse de mim, ficar lá por 4-6 horas narrando uma aventura.
Pensei logo em expor alguns desafios de matemática, como quadros frente-verso. Na frente teríamos o desafio, e virando o quadro, sua resolução. Escrevi a nova proposta, e foi aceita com ressalvas, a organização queria mais detalhes... | acesse ❯
Resenha em cápsula (IX): O extermínio das violetas
Resenha em cápsula (IX): O extermínio das violetas| acesse ❯
A Verdade Tropical da Evidência: incerteza climática, geopolítica da infraestrutura científica e políticas públicas no Sul Global
Por Alexandre Marques
A difusão global do ideal de políticas públicas informadas por evidências consolidou uma promessa sedutora, se organizarmos melhor a produção, a síntese e a circulação do conhecimento, decisões públicas se tornarão mais racionais, transparentes e eficazes. O argumento central deste artigo é que, quando o objeto é o clima no Sul Global, essa promessa tropeça justamente onde mais importa: na incerteza. A evidência climática que orienta adaptação, gestão de riscos e infraestrutura não é um fato estável, mas um conjunto de dados e projeções atravessados por variabilidade interna do sistema, escolhas de cenários, diferenças inter-modelo e limites de resolução espacial e temporal, incertezas que não são ruído periférico, mas parte constitutiva do que se pode saber e governar.
Manuais e frameworks difundidos por organizações internacionais e governos — da OMS (OMS, 2021) a modelos como o Evidence-Informed Policy Framework (Sempé, 2025) e relatórios da Comissão Global de Evidências (Comissão... | acesse ❯
Quando o quadril “perde o pulso”: Osteonecrose e a corrida para salvar a cabeça femoral
A osteonecrose da cabeça femoral (ONCF), também chamada de necrose avascular do quadril, é uma doença em que ocorre redução do suprimento sanguíneo do osso subcondral, levando à morte celular (osteócitos), falha de reparo e, frequentemente, evolução para fratura subcondral e colapso da cabeça femoral. Clinicamente, o quadro pode começar com dor na virilha, piora à carga e limitação funcional — muitas vezes com radiografia inicial normal, enquanto a ressonância magnética já evidencia lesões precoces. Por isso, o diagnóstico precoce é o maior determinante de sucesso quando falamos em tratamentos preservadores do quadril.
As principais causas se dividem em osteonecrose traumática (fratura do colo femoral, luxação do quadril, lesão direta do aporte vascular) e não traumática. No grupo não traumático, os fatores mais associados são uso de corticosteroides sistêmicos e etilismo crônico, além de hemoglobinopatias (ex.: anemia falciforme), doenças autoimunes, dislipidemias, tabagismo e estados trombofílicos. Em termos de mecanismo, diferentes gatilhos... | acesse ❯
Um mergulho no conhecimento: Explorando conteúdos sobre o oceano
Por Débora Luz e Laura Cristina
Explorar o oceano engloba entender seus pilares científicos, ambientais, sociais, econômicos e culturais em uma jornada que pode ser feita através de documentários, filmes, podcasts, sites e portais científicos. Mídias como os documentários O Rio que Somos (lançamento previsto para este ano) e Pelas Águas do Rio de Leite mergulham no cotidiano de comunidades ribeirinhas e indígenas da Amazônia, mostrando como o ritmo das águas dita a economia e a cultura. O documentário Mulheres na Conservação, com três temporadas disponíveis, aborda em diversos episódios o trabalho de mulheres para a conservação do oceano. Percorrendo a costa do brasil, a série documental Mar Brasil mostra, através da perspectiva de comunidades tradicionais, pesquisadores e instituições, os desafios da sustentabilidade no mar brasileiro.Já no cenário internacional, o povo Bajau, conhecido como "nômades do mar", é tema de diversos registros que mostram sua incrível adaptação física para mergulhos profundos... | acesse ❯
Como a Lógica pode nos salvar dos Cálculos – parte 5
Começamos esta série falando de (√2)^√2, e chegamos que o Teorema de Gelfond-Schneider nos permite afirmar este é um número Irracional, porém nem tudo são flores no mundo da lógica.
Este Teorema em si usa prova por contradição — uma ferramenta não construtiva.
Portanto, é discutível se todo raciocínio matemático pode ser tratado construtivamente — uma questão para os fundamentos da matemática.
Assim, o Teorema de Gelfond-Schneider não é considerado construtivo porque não fornece uma evidência explícita de transcendência e porque se baseia no raciocínio clássico, em particular no princípio da eliminação da dupla negação (de ¬¬A infere-se A).
Na demonstração do Teorema de Gelfond-Schneider, um passo desse tipo clássico ocorre em um ponto essencial, razão pela qual o argumento geral não é construtivo.
Filosoficamente, o resultado oferece muito do ponto de vista clássico, pois estabelece fatos importantes de transcendência com amplas consequências na teoria dos números.
Do ponto de vista construtivo,... | acesse ❯
Como a Lógica pode nos salvar dos Cálculos – parte 4
Você sabe o que são números algébricos?
Um número é chamado de algébrico se for raiz de algum polinômio com coeficientes inteiros.
Por exemplo, √2 é algébrico porque satisfaz a equação x² − 2 = 0.
Em contraste com os números algébricos, um número é chamado de transcendental, quando não é solução de nenhum polinômio desse tipo — ele “transcende” equações algébricas. Exemplos famosos incluem "π" e "e".
Mas o que isso tem a ver com o tema dessa série sobre lógica para evitar cálculos?
Nossa exploração de expressões como i^i nos leva naturalmente a uma das histórias mais fascinantes da matemática do século XX: o sétimo problema de Hilbert, e o Teorema de Gelfond-Schneider.
Na virada do século, David Hilbert apresentou sua famosa lista de vinte e três problemas não resolvidos para orientar a pesquisa matemática no novo século. O sétimo problema questionava se: um número da forma a^b deveria sempre ser transcendental quando... | acesse ❯
Resenha em cápsula (VIII): Mudar: método
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A biodiversidade na América Latina: por que somos tão diversos
Texto de Gabriel Gonçalves da Silva
Você já assistiu ao filme de animação “Rio”, lançado em 2012?
Se não, PARE e vá agora mesmo acompanhar as sagas do Blu! A história acompanha uma ararinha-azul, o Blu, criada nos Estados Unidos. Ele retorna ao Brasil e se envolve em uma série de aventuras. No primeiro filme, no Rio de Janeiro. No segundo, na Floresta Amazônica.
Caso tenha assistido, você reparou na quantidade de tipos diferentes de aves que aparecem no filme? Essa diversidade não aparece por acaso. O filme mostra apenas uma pequena parte da riqueza biológica da região, mas ajuda a levantar uma pergunta importante: por que o Brasil e a América Latina concentram tanta biodiversidade?
O filme consegue mostrar uma variedade de aves bastante expressiva e isso não é à toa. Durante o planejamento do filme, o diretor e produtor carioca Carlos Saldanha visitou o Zoológico do Rio de Janeiro para aprender mais... | acesse ❯
COP 30: ciência, política e experiência.
No dia 10 de novembro de 2025, iniciou-se a COP 30 no Brasil. COP é a sigla para Conferência das Partes (Conference of the Parties). Existem três COP principais: uma sobre biodiversidade, uma sobre desertificação e uma sobre mudança do clima. É esta última que trato neste texto e que teve grande repercussão jornalística no último ano.
O órgão que organiza as reuniões sobre mudança do clima é a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Como sugere a própria denominação “COP 30”, o evento já teve até o momento 30 edições, desde 1995, quando ocorreu pela primeira vez em Berlim.
A importância da conferência
As COP são importantes porque é nelas que os países negociam metas, responsabilidades e recursos frente à crise climática. Desde compromissos de redução de emissões, até financiamento para adaptação, perdas e danos e cooperação internacional. Mas elas são importantes também por algo menos mensurável e igualmente... | acesse ❯