Animais mecanizados com estilo

Um estilo de fic√ß√£o em um futuro-retr√ī-vitoriano, com engrenagens e m√°quinas anal√≥gicas √© conhecido como estilo¬†steampunk, que ao p√© da letra quer dizer “punk a vapor”.

Aqui vai o bestiário steampunk do ilustrador Vladimir Gvozdeff para você entender o que quero dizer:

5.0.2 5.0.2 5.0.2

Via boingboing -> via Pipe Dream Dragon

Direitos dos animais: permitindo o di√°logo saud√°vel

Transcrevo aqui o comentário do leitor José Gustavo Vieira Adler em nosso post sobre o debate de direito animal.

Achei interessante o seu ponto conciliador, mostrando a import√Ęncia da pesquisa – inclusive para o embasamento dos ativistas pelos direitos animais -, mas tamb√©m mostrando que n√£o devemos nos acomodar com as pr√°ticas atuais, afinal temos o poder de continuar mudando t√©cnicas e conceitos.

Mas antes… B√ĒNUS: Aqui est√° o link para o Conselho de Cuidado Animal do Canad√° (CCAC), que s√£o as diretrizes seguidas pelo conselho de √©tica animal do Instituto de Bioci√™ncias da USP. Ou seja, √© o que a USP segue no que se refere a bem-estar dos animais em experimentos, nos seus m√≠√≠√≠√≠√≠√≠√≠√≠nimos detalhes. Vale a pena dar uma olhada (em ingl√™s).

O comentário foi transcrito com mínima intervenção minha; o original está aqui.

(…)
Quanto aos experimentos, dizer que se tem que acabar com os

experimentos é realmente difícil uma vez que nossa crença, nossos
conhecimentos e nossa cultura é baseado no metodo de pensar ciência e
como tal é impossível no estagio que estamos abdicar por completo do
uso de animais em experimentos. Mas usar isto como travas, correntes e
poltronas c√īmodas do costume √© um equ√≠voco, uma aberra√ß√£o contra a
nossa própria natureza, que é o avanço cultural.
Muito j√° se mudou, sendo que
hoje a pesquisa não depende de experimentação animal como dependia
em anos atrás, devido em grande parte graças ao movimento
ativista (que engraçado ter surgido por conta da visão mecaniscista dos
animais que eram vistos quase como m√°quinas e portanto n√£o os
consideravam seres dotados de sentimentos e conhecimentos). O
diálogo só surgiu porque surgiu a emergência dos valores
intr√≠nsecos aos demais animais, gra√ßas a luta pelos “direitos
animais”, e se faz necess√°rio a continua luta e di√°logo para for√ßar
financiamento para que mais e mais sejam desenvolvidas novas técnicas,
métodos e pensamentos voltados para a contínua retirada dos animais
dos laboratórios.

Agora, essas brigas de ego (macaco-alfa) de muitos que defendem os
direitos dos animais com ciêntistas que tem plena consciência da
problemática, a demonização dos que praticam a, realmente, enfadonha
tarefa de utilizar os animais em experimentos é um erro de julgamento,
um disturbio da idealização. Fazendo um paralelo com um argumento
muito usado pelos que lutam a favor dos valores dos outros animais,
vemos a escravidão do periodo colonial como uma ação demoníaca
dos donos de escravo, mas na verdade em muitos casos os donos de
escravo julgavam-se tratar da melhor forma possível seus escravos,
criavam empatia e um certo estreitamento. Quando esses escravos atacavam
ou matavam alguns de seus donos e fugiam pros quilombos eram julgados
como animais sem alma, selvagens, assim como um elefante mata seu
treinador ou uma orca afoga sua treinadora. Os julgamos como animais
selvagens, indomáveis. Os julgamentos e crenças são frutos do
contexto de cada época e cultura Рcondenar a caricaturas malevólas os
escravocratas é um desvio da valoração idealista. Os escravocratas
em grande parte acreditava que os negros eram realmente animais, ou que
seus sentimentos não valiam por não terem a consciência que seus
donos tinham a respeito da moral e costumes. Foram precisos muitos anos
de luta e uma mudan√ßa de interesses comerciais e econ√īmicos para que
houvesse uma mudança no modo de julgar os negros, de enxergar os
negros, para depois entender que os negros s√£o t√£o brancos quanto
nós e nós somos tão negros quanto eles, que somos todos humanos, da
mesma espécie, da mesma raça.

Para mudar o contexto socio-cultural que estamos imersos é preciso de
tempo, de muito diálogo, confronto de idéias, aquisição de
conhecimentos novos, aberturas de perspectivas, e PRINCIPALMENTE uma
mudança e um avanço no enfoque, nas ferramentas que temos para obter
nossos conhecimentos, criando alternativas vi√°veis e interesses
morais, éticos e economicos diferentes quanto a utilização de
animais, da coisificação de outras espécies.

Tratar os cient√≠stas como dem√īnios, assim como muitos humanistas,
esquerdistas tratavam os escravocratas como dem√īnios √© um erro de
julgamento, quando o que tem que ser combatido é a ação. O que tem que se
fazer é forçar cada vez mais a necessidade de se utilizar de outras
a√ß√Ķes que dispensem o uso de outras esp√©cies. Mesmo porque, ironia
do destino, a valoração dos animais ganhou visibilidade cética
graças a muitos experimentos com animais em cativeiro,
experimenta√ß√Ķes que chegavam at√© a ser invasivo.

Ou seja, é verdade que os que lutaram pelos direitos animais
empurraram a necessidade por uma abordagem dos valores dos outros
animais, também é verdade que que as pesquisas crescentes na
cogni√ß√£o e na sua evolu√ß√£o deram conte√ļdo, embasamento, para
tornar a visão de valores animais encorporada no contexto da Cíencia
,
tornar o assunto tema de respaldo e de valor cientifico. Os dois lados
caminharam em convergência para alcançar o grau de entendimento e
questionamento que chegamos atualmente. Muitos dos ativistas usar√£o o
discurso de que a inteligência animal era óbvia e clara, e que não
precisava de experimentos para atestar o que se podia averiguar
bastando conviver com os animais em seus habitats. Mas sem o respaldo
da Ciência, dos seus métodos e critérios, a idéia de inteligência
nas demais espécies estaria fadada a um saber local, ilhado,
desconectado dos processos do saber do homem contempor√Ęneo. Estaria
reclusa na crença popular, em valores de povos regionais, não teria o
alcance e nem o corpo investigativo e criterioso em que uma metodologia
experimental de uma investigação científica dá à crença.

Ainda somos dependentes dos animais para nosso avanço como ser
cultural, mas não podemos tornar essa dependência como uma
naturalidade, como uma situação imutável.

Evolução da consciência e direito animal Рo debate

consciencia animal.jpg

Primata admirando seu reflexo

Aconteceu em S√£o Paulo, na Livraria Cultura, dia 3 de maio de 2010, a palestra “Evolu√ß√£o da consci√™ncia e direito animal”. Consci√™ncia por si s√≥ j√° √© o assunto mais espinhoso e dif√≠cil de debater, afinal sobram, e por isso mesmo faltam, defini√ß√Ķes s√≥ pra poder come√ßar a conversa. E misturar a isto “direito animal”, √© a mesma coisa que juntar nitroglicerina e um moleque do interior em √©poca de festa junina. “Ser√° que explode?!”
Organizada pelo escritório de advocacia do advogado Rubens Naves [adendo -difícil chamar advogado de doutor. Para mim doutor é quem tem doutorado, mas parece que D. Pedro Segundo estipulou o tal título para bacharéis em direito e eles adoram jogar isto na nossa cara], teve a presença ilustre de Cesar Ades, psicólogo que trabalha com etologia ou comportamento animal e o cientista mais gente boa dos trópicos; Sidarta Ribeiro, famoso neurocientista que foi o braço direito do mais famoso Nicolelis; eu (Zé ninguém) e mais uma porção de pessoas interessantes, alguns amigos e outros nem tanto; e um grupo organizado de um instituto de proteção dos animais.
(veja o prospecto com mais sobre os participantes aqui)
Tudo come√ßou com uma explica√ß√£o de porque raios um “adEvogado” tem que se meter em assuntos de animais. Naves j√° avisou que o escrit√≥rio tem atuado em algumas causas relativas a direitos animais, e citou outros casos emblem√°ticos como a farra do boi no Paran√° e problemas de sa√ļde p√ļblica, as sempre presentes zoonoses. Ou seja, o direito tem q estar atento ao assunto sim.
Chegou a hora do bom velhinho falar, Cesar Ades. Como sempre cativou todo mundo com seu jeito moleque e deslumbrado perante a natureza e o comportamento animal. Lembrou que os animais sempre nos acompanharam durante nossa evolução, e que a própria definição do que é ser humano vem mudando conforme vai se entendendo mais o animal. E ele deu aqui vários exemplos de o quanto animais podem se sobressair em relação a nós, com chimpanzés mais rápidos que estudantes universitários [nenhuma novidade aqui], e até corvos resolvendo problemas que uma criança de 5 anos não resolveria [confesso que mesmo este blogueiro não teria resolvido a parada].
Veio ent√£o Sidarta tentar buscar as diferen√ßas entre animais humanos e n√£o-humanos. Tamanho de c√©rebro? N√£o, golfinhos e baleias tem c√©rebros maiores e passarinhos com c√©rebros min√ļsculos fazem coisas incr√≠veis.
Comunicação? Não também. Animais conversam entre sim das mais diversas e sofisticadas formas.
Capacidade de entender s√≠mbolos? Hum…n√£o. Macacos e p√°ssaros podem entender s√≠mbolos se forem acostumados a tal.
Ent√£o por que “coisificamos”, ou utilizamos os animais como coisas? Bom, isso foi vantajoso pois foi o que nos trouxe at√© aqui: evoluimos puxados √† charrete e comendo um bom bife. E al√©m do mais fazemos a mesma coisifica√ß√£o com os pr√≥prios homens, como em Auschwitz. Sidarta conclui que n√£o estar√≠amos aqui sem nos utilizar de animais (e homens), e que o problema do direito animal toca tamb√©m o direito humano.
Começa o quebra-pau
Foi então que esquentou. As perguntas começaram inocentes, mas o grupo de proteção animal ficou com uma comichão na cadeira, se remexendo e falando alto. Deu pra perceber o nervosismo antes mesmo de eu entender que aquele grupo estava junto e sob a mesma causa.
Algumas coisas desse grupo me irritaram:
Acusaram o Sidarta de ter usado de ironia na apresentação para sacanear os defensores de animais que ele supostamente sabia que estariam lá. РNão procede. Não houve cinismo e acho que esse pessoal foi com pedras na mão. A atitude deixou isso mais claro.
N√£o argumentaram, s√≥ atacaram. Um dos adEvogados do grupo de defensores usou o brilhante e in√©dito argumento “e se fosse voc√™ sendo torturado para pesquisa em lugar do rato”, o que eu acho bem infantil para um doutor em direito.
Aí a coisa descambou. O Sidarta disse que fato é que mata animais profissionalmente, apesar de não gostar disso e compensar o fato dando um fim maior ao que faz, e enfatizando que a sociedade como um todo, democraticamente, lhe deu este direito.
Perguntou até quem mais matava animais profissionalmente e eu tive que levantar a mão, né (veja aqui o porquê).
[Se bem que se pensarmos bem, profissão é o que se faz por necessidade, se comemos por necessidade, todo mundo que come algum animal está matando profissionalmente, mas esse não foi o ponto levantado]
Na saída da palestra o grupo, que descobri ser do Instituto Nina Rosa, distribuiu CDs com um documentário sobre experimentação animal, que eu prometo assistir e contar pra você.
E é isso, meu amigo. Peço mais serenidade neste tipo de debate.
E para n√£o pensarem que sou tendencioso, afinal eu uso animais no laborat√≥rio, veja aqui um relato do debate de uma advogada (o √ļnico coment√°rios que achei sobre o debate at√© agora, inclusive olhando no site do Instituto Nina Rosa).

O que um cientista sente ao sacrificar seus animais

lab-mice-540x380.jpgHoje sacrifiquei meu primeiro animal de experimentação.

Um camundongo.

Claro que j√° entrei em contato com a morte antes. Desde animais de experimentos de colegas ou mesmo morte de parentes. Todas estas ocasi√Ķes acabam mostrando uma nova face da morte. At√© mesmo j√° havia matado camundongos invasores de uma antiga rep√ļblica onde morava.

Mas sacrificar MEUS animais, para completar o MEU experimento, e aliás, fazer isto com as MINHAS próprias mãos, coloca a morte em uma nova perspectiva.

Irei ignorar comentários me chamando de sádico matador de animais. Eu gosto de animais. Até mesmo crio gerbils de estimação. Sinto empatia por eles, e este é o problema. Esta empatia que nos coloca no lugar deles, que insiste em colocar a nossa consciência humana nos seus corpinhos de roedores.

camundongo.jpg

Mesmo sofrendo com esta empatia, não quero me livrar dela. Não quero perder esta sensibilidade pelo animal. Sei que seria muito mais fácil para o trabalho, mas a falta de sensibilidade acaba na banalização da coisa toda, e isto seria péssimo. Seria um passo a mais para se sair do trilho ético no lido com animais.

E infelizmente n√£o podemos deixar de usar os animais nos experimentos. Tudo in vitro ou in silico (computador) √© apenas uma dica, √© mentira, ilus√≥rio como um v√īo simulado. O experimento que se faz em animal √© o primeiro v√īo de um piloto. Os animais que tornam nossos experimentos elegantes, e √© neles que as respostas se mostram realmente complexas e desafiadoras. Eles s√£o a porta de entrada das hip√≥teses dos pesquisadores para a “natureza selvagem”.

Aos que j√° est√£o acostumados a lidar e sacrificar animais, n√£o riam da minha empatia talvez ing√™nua neste meio acad√™mico da biologia. Continuarei os experimentos at√© o fim. Mas entendam que n√£o √© algo trivial e que devemos sempre ter os animais em um n√≠vel de considera√ß√£o mais elevado que uma simples “cobaia”, palavra que acaba ficando at√© mesmo pejorativa.

São animais, oras. Mamíferos muito próximos de nós, evolutivamente falando.

Por isso dedico este texto aos meus camundongos sacrificados. Em homenagem √† sua import√Ęncia para minha forma√ß√£o e para o conhecimento humano. Farei o m√°ximo para aproveitar cada dado extra√≠do, cada experi√™ncia profissional, e tamb√©m pessoal, de meu contato com eles.

Obrigado.

camundongo nude.jpg Na verdade este √© o meu camundongo. Chama “nude” (pelado), porque n√£o tem p√™los e nem sistema imune. Feinho mas gente boa.

Os pecados dos animais

Gatinhos vendo Padre Léo na TV.jpg

Gatinhos vendo padre
léo na TV

Por esses dias conheci um padre muito interessante por ser polêmico. Não conheci pessoalmente porque está morto. Mas ouvi uma homilia sua sobre o aborto.

O famoso padre Léo e o aborto

Famoso nos círculos católicos, bem de acordo com a renovação carismática dentro da igreja católica, causa polêmica dentro da própria igreja pelo estilo polêmico de pregar. Muito semelhante aos pastores a que nos acostumamos a ver na televisão hoje em dia. O movimento carismático gera esta semelhança com as igrejas neopentecostais ou mais conhecidas como evangélicas.
Mas não sei porque estou dando esta palestra sobre atualidade cristã. O fato é que no discurso sobre o aborto, dispensável dizer que contra o aborto, um dos argumentos usados pelo padre é muito mal colocado do ponto de vista biológico.

Animais: santos ou pecadores?

Para emocionar a audi√™ncia, o Pe. L√©o cita alguns casos de sua humilde inf√Ęncia na ro√ßa: Quando um bezerro morre, sua m√£e p√°ra de dar leite. E a fam√≠lia dona da vaca, muito necessitada do leite para o pr√≥prio sustento, tem que enganar a pobre mam√£e vaca, tirando o couro do filhote e o colocando por cima de outro bezerro. Assim a vaca sente o cheiro de seu filho e n√£o p√°ra de dar leite. Isto seria um sinal de amor da m√£e pelo filho.
Ao fim de uma história ele sempre fala: E o homem quer legalizar o aborto.
Outro caso: uma cena que o chocou muito foi quando estava na roça e viu uma ovelha berrando e se contorcendo, esticando o pescoço e gemendo. Tudo por causa de um filhote morto aos seus pés. Esta cena quase o fez chorar junto com a pobre mãe.
E o homem quer legalizar o aborto.
Olhe, não faço apologia ao aborto neste texto, mas devo trazer um ponto importante nesta argumentação: ANIMAIS NÃO SÃO SANTOS.
padre leo e cachorro.jpgUso um exemplo bem conhecido. Cães e gatos: quando uma mãe tem uma ninhada, muito frequentemente a mãe simplesmente renega uma de suas crias, geralmente a mais fraquinha, fazendo com que, sem os cuidados necessários, morra à míngua.
Este é um só exemplo que invalida a estratégia de se usar os animais como ícones de pureza e sabedoria natural. Do mesmo jeito que vacas deixam de dar leite caso seus filhotes morram, elas os deixam morrer caso não fiquem de pé logo depois que nasçam.
E n√£o p√°ra por a√≠: le√Ķes praticam infantic√≠dio; golfinhos estupram f√™meas; macacos seq√ľestram filhotes at√© mesmo de outras esp√©cies, como c√£es, para fortalecerem seu bando; assassinato, pedofilia, incesto e por a√≠ vai.
Usar um ou outro exemplo animal para ilustrar um ponto de vista pode ser muito bem usado no sentido alegórico e fabulesco. Mas neste caso de um dogma da igreja, onde estamos falando (ou tentando falar )de coisas nos seus sentidos mais absolutos, e num assunto tão delicado, devemos tomar cuidado.
Cada macaco no seu formigueiro
Não podemos nos espelhar nos animais pela diversidade comportamental dos mesmos. Caso contrário, por exemplo, poderíamos decidir acabar com as liberdades individuais, tornarmo-nos subservientes a um só rei, e tudo isto só para seguirmos o modelo ideal de uma sociedade natural: um formigueiro. Isto seria certo ou errado?
Ou estaria o padre, por alguma influ√™ncia hindu√≠sta repentina, querendo dizer que o exemplo das vacas serve porque s√£o mais santas que os outros animais infanticidas? Ou estaria o dem√īnio agindo tamb√©m no mundo animal como age no mundo do Homo sapiens, os corrompendo e compelindo ao infantic√≠dio?
Cada esp√©cie √© igualmente √ļnica. Sejamos n√≥s mesmos a medida do homem. O pr√≥prio Homo sapiens tem que decidir o que √© melhor para si.
Usemos as met√°foras animais, n√£o como um naturalista, mas como Esopo: transformando-os em caricaturas nossas.

B√īnus:

Padre L√©o On Drugs no J√ī. At√© ch√° de fita de v√≠deo ele tomou. Para depois ajudar na recupera√ß√£o de dependentes.

Na parte 1 ele conta como descobriu que queria ser padre durante a chapação.
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