Luciano Moreira Lima
Aos treze anos descobriu a “observação de aves” e se deu conta que podia expressar seu fascínio por essas criaturas de outras formas que não fosse munido de estilingue e gaiola. Pediu um binóculo de natal, juntou dinheiro da mesada para comprar seu primeiro guia de campo e não demorou muito para ser apelidado pelos colegas de escola de “menino passarinho”. Desde então as aves jamais o abandonaram. Formou-se em ciências biológicas pela UENF e atualmente é aluno de mestrado da USP onde pesquisa taxonomia, biogeografia, ecologia e conservação de aves da Mata Atlântica. Criador do Caapora, Luciano acredita que a forma mais eficaz de conservar a natureza é sensibilizando as pessoas para a beleza da biodiversidade e não para sua utilidade e acha que a melhor forma de se fazer isso é através da divulgação científica.
Rafael Sobral Marcondes
Durante a graduação em Ciências Biológicas na USP jamais sequer cogitou se tornar um “biólogo de ar-condicionado” e seguir nas áreas mais populares entre seus colegas, como biologia molecular e biomédicas. O desejo de se tornar um “biólogo pé-na-lama” e a fascinação com animais o levaram a se especializar em aves, mas ainda se considera iniciante como ornitólogo. Em sua Iniciação Científica estudou a osteologia de uma espécie de passeriforme, e atualmente no mestrado no Museu de Zoologia da USP, estuda a sistemática de um gênero de saracuras, aves desajeitadas e semi-aquáticas. Ironicamente, trabalha a maior parte do tempo debaixo de um ar-condicionado, mas se sente em casa mesmo é no mato.
Guilherme Siniciato Terra Garbino
É caipira paulistano do interior e (talvez por isso) sempre se interessou pelo mundo natural, mas nem sempre quis ser biólogo. Está trabalhando com mamíferos no Museu de Zoologia desde 2008. Começou trabalhando com morcegos (e ainda está), mas agora faz mestrado com saguis dos gêneros Callithrix, Callibella, Cebuella e Mico. Tem interesse em biogeografia, evolução e diversidade de vertebrados.