Minicérebros crescidos em biorreator impresso em 3D

Cientistas do MIT e do Instituto Indiano de Tecnologia de Madras cultivaram pequenas quantidades de tecido cerebral auto-organizável, conhecido como organoides, em um minúsculo sistema impresso em 3D que permite a observação enquanto crescem e se desenvolvem.

O artigo intitulado “A low-cost 3D printed microfluidic bioreactor and imaging chamber for live-organoid imaging” apresenta um biorreator com canais microfluídicos fabricados por impressora 3D para o cultivo desses organóides cerebrais.

Os organóides são partes do tecido cerebral e são muito utilizados no estudo de doenças e no efeito de medicamentos in vitro. Continue lendo

Microfluídica: a pequena e bela tecnologia escondida ao nosso redor

Quando você pensa em micro ou nanotecnologia, provavelmente pensa em pequenos componentes eletrônicos como o seu telefone, um pequeno robô ou um microchip.
Mas os testes COVID-19 – que provaram ser fundamentais para controlar a pandemia – também são uma forma de tecnologia miniaturizada. Muitos testes de COVID-19 podem dar resultados em horas sem a necessidade de enviar uma amostra a um laboratório, e a maioria desses testes usa a tecnologia Microfluídica.
Diversos produtos já no mercado, desde testes de gravidez a tiras medidores de glicose, impressoras a jato de tinta e testes genéticos, depende da microfluídica.
Essa tecnologia, sem o conhecimento de muitas pessoas, está em toda parte e é crítica para muitas das coisas que fazem o mundo moderno girar. Continue lendo

O que são órgãos-em-chip e sua importância para a indústria farmacêutica

O uso de órgãos-em-chip ou microdispositivos multiórgãos irá agilizar os testes clínicos e também pode reduzir, ou mesmo eliminar, a necessidade de modelos animais in vivo, reduzindo preocupações éticas.
Outro benefício será a popularização de testes clínicos em diversos laboratórios e empresas de pequeno e médio portes, uma vez que a tecnologia de órgãos-em-chip, não exige a necessidade de grandes infraestruturas, pois o manuseio de microdispositivos é mais fácil do que o de animais vivos. Continue lendo

Novo chip microfluídico pode fornecer resultados rápidos de teste de COVID-19 em celulares

Pesquisadores da Universidade Rice, em Houston, EUA, desenvolveram um sistema microfluídico com grânulos magnéticos (magnetic beads, em inglês) de superfície modificada aliado a um biossensor eletroquímico para a detecção da proteína característica de COVID-19 e, com o auxílio de um potenciostato, a leitura foi realizada em um smartphone.O potenciostato é um equipamento que aplica um potencial e mede a corrente resultante em um sistema eletroquímico. A principal vantagem nesse sistema microfluídico, é não precisar de um laboratório para realizar as análises, podendo ser geradas em hospitais, clínicas ou farmácias podendo ser manipulado por pessoas com experiência em coletas e calibragem do dispositivo. O estudo foi publicado no periódico ACS Sensor. De forma geral, o microdispositivo é facilmente transportado e prático, gerando resultados ainda mais rápidos e precisos que exames de PCR. O que chama atenção na pesquisa é a especificidade do biossensor, podendo realizar detecções de até 230 pg/mL, e … Continue lendo

Conheça a Dra. Virginia Pensabene e sua pesquisa em “Órgão-em-chip” para melhorar os resultados da gravidez

Para comemorarmos o dia internacional da mulher, nós iremos conhecer a Dra. Virginia Pensabene que desenvolve pesquisas utilizando “Órgão-em-chip” com o objetivo de melhorar a eficácia dos procedimentos de fertilização in vitro. Continue lendo

A microfluídica e os ciborgues

O texto de hoje se trata de um pensamento antigo que carrego desde que ganhei meu primeira revista de quadrinhos da liga da justiça que mostrava diversos heróis e um deles sempre me intrigou simplesmente por existir (mesmo que dentro de uma ficção). Como foi o possível a criação de um super herói como o Cyborg? Continue lendo

Por que o teste de medicamentos pode ser a aplicação mais importante da bioimpressão?

A bioimpressão é, desnecessário dizer, ótima causa de excitação. Normalmente, a mente da maioria das pessoas vai imediatamente a uma idéia: a idéia de que, no futuro, possamos imprimir em 3D órgãos humanos que podem realmente ser transplantados para pacientes, salvando suas vidas sem exigir um órgão doado de outra pessoa. É compreensível que as pessoas estejam entusiasmadas com essa perspectiva; Órgãos impressos em 3D potencialmente trazem enormes vantagens. As pessoas poderiam receber transplantes de órgãos de imediato, sem ter que esperar por uma compatibilidade de doadores, eliminando as longas listas de espera, bem como a culpa que vem de se beneficiar da morte de outra pessoa. Além disso, a idéia é que os órgãos impressos em 3D são formados a partir das células-tronco do paciente, eliminando o risco de rejeição e a necessidade de drogas imunossupressoras. Na realidade, provavelmente ainda não veremos os órgãos humanos 3D transplantados em vários anos … Continue lendo