[Flash 10 is required to watch video.] Um pica-pau no quintal da minha casa.

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Um pica-pau no quintal da minha casa.

Louie Schwartzberg: a beleza escondida da polinização

A vida atribulada que levamos por vezes não nos deixa parar para observar belos fenônemos como os captados por Louie Schwartzberg.

Schwartzberg tem filmado flores e seus polinizadores 24 horas por dia, sete dias por semana, há mais de 35 anos.

Se você tiver muito ocupado(a), vá direto aos 3:17 min do vídeo abaixo e assista a abelhas “debulhando” pólens, morango crescendo e amadurecendo, morcegos mergulhando em flores de cáctus… 

São só quatro minutos.

MIT Mood Meter: medindo o humor da comunidade MIT

Imagine poder monitorar o humor de uma comunidade. Pessoas que frequentam universidades, os atendentes e clientes do Detran de São Paulo, os moradores da região de Boston no inverno e na primavera/verão, e por aí vai…

Não faltam locais interessantes para fazer uma pesquisa de campo usando o MIT Mood Meter, câmeras instaladas em quatro pontos distintos do MIT e que medem em tempo real o humor dos que por lá passam.

Caminhando ontem pelo “corredor infinito” do MIT, esbarrei por um desses.

A câmara capta a imagem dos transeuntes e um programa que reconhece informação afetiva facial (ou seja, um sorriso), adiciona uma “carinha” aos rostos de cada pessoa. A “carinha” muda de acordo com a intensidade dos sorrisos. Veja foto abaixo.

A menina no canto inferior direito é a minha eufórica filha Carol.

O legal foi ver as pessoas parando e sorrindo para ver a mudança nos padrões na tela. 

Segundo informações do site da exposição, é possível dizer se as pessoas estão calmas, felizes, empolgadas e eufóricas, numa ordem crescente de felicidade. Embora o sorriso não seja o único sinal de bom humor, ele pode ser usado como um dos termômetros de felicidade, dizem os responsáveis pela exposição. 

Javier Hernandez e M. Ehsan Hoque, alunos de doutorado do Affective Computing Group (aqui), liderado pelo professor Rosalind W. Picard do MIT Media Lab, desenvolveram o medidor de humor. 

Mais informações aqui.

Quanto é…

Faz aí de cabeça:

Quanto é 3,04 x 5,3?

Mais ou menos, aproximado?

Agora veja a foto abaixo, tirada na última sexta-feira enquanto Sanjoy Mahajan, professor do MIT, falava no evento Big Ideas for Busy People (aqui).

Apenas 21% dos estudantes norte-americanos com 13 anos de idade acertam que o valor estimado é 16. Embora aos 17 anos o quadro melhore (37%), ainda fica um considerável número de alunos que erra a conta aproximada. 

Sou fã do trabalho do Sanjoy Mahajan (aqui). Ele defende que o ensino tradicional de ciência e matemática leva a um aprendizado mecanizado, fazendo com que alunos não desenvolvam, por exemplo, a capacidade de estimar, aproximar. E ele tem propostas de como melhorar: http://streetfightingmath.com/

É por essas e outras que o Presidente Obama está preocupado com o tão comentado ensino das STEM (Science, Technology, Engineering e Mathematics).

Salários de alunos graduados no MIT

O dado não é novo, mas só hoje, procurando por informações sobre o MIT a pedido de uma amiga, esbarrei nos números abaixo.

Alunos graduados no MIT que optam por trabalhar na indústria recebem em média os seguintes salários iniciais (em dólar, salário anual):

  • Graduação: $64,523
  • Mestre em ciência: $71,404
  • Mestre em engenharia: $89,544
  • MBA: $116,776
  • PhD indo para pós-doc: $53,903
  • PhD assumindo outras posições: $98,795

E quem os emprega?

  • Graduação: MIT, General Electric, Boston Consulting Group e McKinsey
  • Mestrado: Boston Consulting Group, McKinsey, Bain & Company, Apple e Amazon
  • PhD: MIT, Harvard, Stanford University, Princeton University, Massachusetts General Hospital, Boston Consulting Group, Dow Chemical e Google

Fonte: MIT Facts 2011, http://web.mit.edu/facts/graduation.html

Participei na última sexta-feira do Big Ideas for Busy People, um dos inúmeros eventos que fazem par

Participei na última sexta-feira do Big Ideas for Busy People, um dos inúmeros eventos que fazem parte do Cambridge Science Festival.

Publiquei no blog da SBI brevíssimos destaques das palestras dos dez cientistas que tiveram apenas cinco minutos para falar sobre uma grande ideia na ciência (aqui).

Nicholas Negroponte alfineta seus críticos

Desde que cheguei por aqui, estava de olho em oportunidades para assistir a uma palestra do Nicholas Negroponte. Além de ser bem conhecido como co-fundador da iniciativa de distribuir um laptop para cada criança (OLPC; one laptop per child), Negroponte é um dos pioneiros na interação humanos-computadores, ajudou a lançar a revista Wired (e outras dezenas de empresas) e é co-fundador do Media Lab (MIT).

Ontem deu certo, realizei meu “sonho”. Negroponte falou na segunda metade de uma aula da disciplina Media Ventures*, no Media Lab.

Nicholas Negroponte falou ontem no Media Lab (MIT).

Alfinetando seus críticos, o professor do MIT brincou que irá usar helicópteros para jogar tablets, como o iPad por exemplo, em comunidades carentes. Evocar a imagem de um helicóptero lançando os gadgets, sem sequer tocar na comunidade alvo, foi proposital: uma maneira de responder às inúmeras críticas que ele vem recebendo desde o lançamento do OLPC. Segundo ele, todas as críticas pela iniciativa que entregou até o momento laptops para 2.5 milhões de crianças de 31 países são variações da seguinte frase: “Negroponte acredita que pode dar um laptop para a criança, sair e tudo será resolvido”.

A missão da OLPC, uma organização sem fins lucrativos, é oferecer para cada criança um laptop resistente, de baixo custo e conectado à internet, como já foi e tem sido vastamente relatado na mídia. O pequeno computador branco e verde já virou, de certa forma, símbolo do uso de tecnologias para crianças com fins educacionais. Veja trecho que retirei do site:

To this end, we have designed hardware, content and software for collaborative, joyful, and self-empowered learning. With access to this type of tool, children are engaged in their own education, and learn, share, and create together. They become connected to each other, to the world and to a brighter future.

Em setembro do ano passado ele pensou em “seguir a sugestão” dos críticos. Decidiu dar início a um projeto de entregar tablets – o helicóptero era provocação – para crianças em seis vilas carentes, onde 50% das crianças não chegam a frequentar a primeira série, e voltar só depois de um ano para avaliar se as crianças aprenderam a ler. Simples assim, disse Negroponte. O tablet de plástico que está sendo desenvolvido pelo pessoal do OLPC é a nova geração de dispositivos que possivelmente irá substituir o laptop original.

A ideia desse novo projeto é que ao abrir o tablet, crianças nigerianas, paquistanesas, afegãs, entre outras, possam escutar histórias. O objetivo é que as crianças aprendam a ler ouvindo histórias. Segundo Negroponte, é assim que 20% das crianças se alfabetizam. Com isso, crianças seriam agentes de mudança em suas comunidades, podendo, por exemplo, ler para seus avós analfabetos.

Fazem parte do projeto Sugata Mitra (Hole-in-the-Wall) e Maryanne Wolf (professora da Tufts University, autora do livro Proust and the Squid: The story and science of the reading brain).

Além de contar sobre o novo projeto, Negroponte resgatou a história de como começou a trabalhar com o OLPC e mostrou inúmeras fotos de crianças de diversos lugares do mundo atentamente mexendo em seus computadores. Ele falou também sobre o lado empreendedor da iniciativa, tema de interesse para os alunos da disciplina, ressaltando que sempre procura fazer algo diferente do que “os movimentos esperados do mercado” fariam.

Leiam abaixo algumas das perguntas feitas pelos alunos:

Como a criança vai aprender a ler se não tem comida no prato? E o risco do pai vender o tablet?

Negroponte: Pergunta fundamental. Não devemos educar crianças famintas? Ninguém diria para segurar a educação enquanto não tivermos água limpa…. Claro que precisa andar junto! 

Mesmo nos lugares mais pobres, os pais querem que seus filhos sejam educados. Os laptops estão seguros nas favelas brasileiras pois os criminosos querem que seus filhos sejam educados. O laptop verde é conhecido como sendo usado para educação: ver um adulto carregando soa estranho. Virou um símbolo.

Qual é infraestrutura necessária?

Negroponte: Conexão à internet basta e custa em média 30 centavos de dólares/criança/mês. O custo do laptop é de um dólar/mês/criança. 

Como você negocia o conteúdo do laptop com o governo? Alguém pode dizer que os livros escolhidos são errados.

Negroponte: Deixamos o país escolher os livros que quer. Fazemos tudo possível para ser livre acesso, open source, open software.

Por que não um smartphone por criança?

Negroponte: Livro tem um tamanho adequado para a leitura; é tudo por conta do tamanho da tela (…).

Você embarcou em uma nobre missão, tipo Madre Teresa, e é criticado há anos. Como isso te afetou pessoalmente?

Negroponte: Cresci com um gene extra de segurança. Aos poucos fui criando uma pele de elefante: I don’t care. Claro que fico com raiva de vez em quando, mas ser mais velho ajuda.

* O objetivo da disciplina Media Ventures, oferecida por Sandy Pentland e Joost Bonsen, do Media Lab (MIT), é ajudar o aluno a compreender como mídias emergentes e inovações digitais se traduzem em realidade comercial e transformam a sociedade.

Media Lab em destaque na Folha de São Paulo

Desconsiderem a sombra da fotógrafa não-profissional e observem os nomes dos grupos de pesquisa do Media Lab, no MIT.

Quando se clica em cada uma das janelas dessa tela, aparece o líder do grupo e todos os envolvidos nos diversos projetos, assim como uma breve e interessante descrição da pesquisa. O display não é novo, mas só hoje – a caminho do almoço com Leo Burd – me dei conta do quanto ele é eficiente em divulgar o que acontece por lá.

Como disse Gilberto Dimenstein em matéria publicada no último domingo na Folha de São Paulo, “a arquitetura [do Media Lab] transmite a mensagem de que criatividade depende de uma combinação de caos, flexibilidade, diversidade e estímulo ao contato humano” (link para texto completo aqui, exclusivo para assinantes). E na mesma edição do jornal, Luciana Coelho escreveu sobre o trabalho desenvolvido pelo Leo Burd no Media Lab (aqui). Já falei aqui no blog sobre o trabalho do Leo (aqui) e sigo encantada com a ideia de tecnologias com foco em comunidades carentes.

Em tempo: o Pó ficou meio abandonado ultimamente pois estive envolvida com a organização da Conferência Brasil-MIT (aqui e último parágrafo da matéria publicada no último sábado também na Folha aqui). Aos poucos coloco minha vida de volta ao eixo.

Nicolelis no The Daily Show

O Programa The Daily Show with Jon Stewart é uma das minhas fontes favoritas de informação por aqui.

O entrevistado de ontem foi o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, divulgando o seu livro Beyond Boundaries.

The Daily Show – Miguel Nicolelis
Tags: Daily Show Full Episodes,Political Humor & Satire Blog,The Daily Show on Facebook

Expressão visual de conceitos científicos

Assim começa a entrevista que fiz para a edição atual da revista Ciência&Cultura:

“Desde que Bang Wong começou sua formação acadêmica, estava certo de que queria combinar ciência, medicina, ilustração e expressão artística da ciência em sua carreira. Durante a pós-graduação em imunologia na prestigiosa Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, passava todos os dias pelo mesmo prédio para comprar o indispensável café matinal. Ali era oferecido um curso de ilustração médica e Wong sempre acompanhava o que acontecia no programa, tão concorrido quanto a escola de medicina. Mesmo tendo o pedido de assistir como ouvinte a algumas aulas de ilustração negado, Wong pediu licença da pós-graduação e passou três meses preparando seu portfólio, que deveria incluir uma prova de habilidades artísticas tradicionais. Deu certo. Ele foi aprovado e terminou os cursos de arte e imunologia. Hoje ele é diretor de criação do Instituto Broad, ligado ao MIT e à Universidade de Harvard, em Cambridge, e trabalha com expressão visual de conceitos científicos. Recentemente, foi eleito pela revista Nature Medicine como um dos líderes inovadores na interface entre arte e medicina e ganhou, em 2010, a coluna mensal ‘Points of view’ na revista Nature Methods, onde trata da comunicação visual da ciência. ‘O foco da coluna é estabelecer um enquadramento conceitual para comunicação visual da ciência, mas também fornecer dicas que as pessoas possam usar diretamente em seus trabalhos’, diz. Nessa entrevista, Wong fala sobre a importância da área de visualização de dados biológicos, muito menos avançada, segundo ele, do que a visualização de dados sociais. Dados de genomas, proteínas, células, organismos e populações podem ser apresentados de maneiras cada vez mais atrativas. ‘Se as pessoas valorizarem a visualização de dados como ferramenta poderosa de comunicação que gostariam de usar, passariam a pensar mais sobre o quanto e em como a visualização impacta a mensagem a ser transmitida’, afirma.

Aí vai o link para a entrevista completa: Valorizando a visualização de dados biológicos na era da informação.

Wong recomenda o livro The visual display of quantitative information de Edward Tufte aos interessados em visualização de dados. Ele deixou claro que “o trabalho seminal na apresentação visual de dados quantitativos é do cartógrafo francês Jacques Bertin”, autor do livro Semiology of graphics: diagrams, networks, maps (reimpresso em 2010).

E que tal sentar em uma mesinha de bar e rabiscar em um guardanapo umas ideias de como apresentar os complexos resultados do seu trabalho? Bang Wong comentou sobre o livro The back of the napkin (aqui). O autor do livro defende que uma boa imagem pode resolver qualquer problema. Será? Ou será que é a cerveja que traz a inspiração necessária?

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