Produzindo o seu melhor p√īster de congresso

 

Um painel bem desenhado irá prender sua audiência (Foto: Froukje Kruijssen; CC BY-NC-SA 2.0)

Um painel bem desenhado irá prender sua audiência (Foto: Froukje Kruijssen; CC BY-NC-SA 2.0)

No texto de hoje aprenderemos alguns conceitos de design aplicados de maneira bem prática à construção de painéis para congressos científicos. Como falamos no post anterior, o painel é provavelmente a sua primeira produção científica, então seria interessante começar com o pé direito.

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Painéis, como se comportar na sua primeira produção científica?

Painéis em congressos são a porta de entrada para o mundo da produção científica (Imagem: Dennis Schroeder)

Para a maioria de n√≥s pesquisadores, a primeira produ√ß√£o cient√≠fica da vida √© um painel num congresso. Essa porta de entrada pode ser um importante passo, portanto ela merece alguma aten√ß√£o e vamos dar aqui cinco sugest√Ķes importantes para come√ßar sua produ√ß√£o com o p√© direito. Continue lendo…

Autoria científica e ética

Segundo um Comit√™ de √Čtica na Publica√ß√£o ligado √† PLoS, um quinto das disputas que chegam √†quela inst√Ęncia de julgamento dizem respeito √† autoria cient√≠fica. N√£o muito tempo atr√°s, este era um problema raro, j√° que os artigos eram assinados por um ou dois pesquisadores, mas √† medida que a era das parcerias avan√ßa, estudos aparecem com centenas e at√© milhares de autores. Hoje, conhecer diretrizes para definir e ordenar os autores de um paper √© fundamental para a boa conduta (e a paz de esp√≠rito) na academia.

Quem assina os artigos científicos? (Imagem: Antonio Litterio)

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A ética e o ensino de valores

Professores e seus alunos, como lidar com valores diferentes? (Imagem: Kevin Tong/Flickr)

Recentemente vem sendo discutido entre os educadores um projeto a lei (PL 1411/2015) que prop√Ķe a proibi√ß√£o do que foi descrito como uma doutrina√ß√£o dos estudantes por parte dos professores, em especial no que diz respeito a posturas pol√≠ticas. O projeto ‚Äúescola sem partido‚ÄĚ ou a ‚Äúlei da morda√ßa‚ÄĚ, dependendo do lado que voc√™ assuma no debate, discute a comunica√ß√£o de valores entre o professor e seus alunos. O assunto √© controverso, mas suscita uma discuss√£o v√°lida sobre a √©tica do professor que cabe ao Cientista S/A. Qual deve ser o papel do professor na transmiss√£o de valores? Continue lendo…

A era das parcerias

Networking: o lado profissional do “fazer um social” (Imagem: Ghozt Tramp/ Flickr)

A edi√ß√£o mais recente¬†da Nature trouxe um encarte analisando o poder das parcerias na constru√ß√£o de pesquisas cient√≠ficas de qualidade. Sua rede de relacionamentos ser√° uma grande aliada nas suas conquistas. Adam e Loach (2015) apontam num coment√°rio desse encarte que pesquisas que ultrapassam institui√ß√Ķes e fronteiras s√£o mais impactantes, mais citadas e mais aceitas em peri√≥dicos de alto n√≠vel. O Brasil j√° aparece nesse panorama com diversas parcerias internacionais, liderando junto com o M√©xico e o Chile as colabora√ß√Ķes dentro da Am√©rica Latina. Parcerias internacionais s√£o vitais para a constru√ß√£o de pesquisas significativas no Brasil. Mas como entrar nessa onda? Continue lendo…

Síndrome do impostor

 

Voc√™ concorda com as afirma√ß√Ķes abaixo?

  • Os outros me acham mais competente do que eu realmente sou.
  • S√≥ alcancei meu status atual porque as circunst√Ęncias colaboraram. Estava no lugar certo e na hora certa ou algu√©m me ajudou.
  • Temo que as pessoas que eu considero importantes descubram minhas verdadeiras falhas.
  • Quando comparo meu desempenho aos dos outros, e fa√ßo sempre isso, percebo como todos s√£o¬†mais competentes do que eu.
  • Receber elogios para mim √© um fardo porque tenho medo de n√£o atender √†s expectativas de quem me elogiou.

Você é o que aparenta ser? (Imagem: Mykl/Wikicommons)

Esse questionário foi elaborado a partir das pesquisas da psicóloga Pauline Clance sobre a Síndrome do Impostor. Se você respondeu afirmativamente a muitas delas talvez valha a pena responder o questionário completo (que você encontra aqui) e ter consciência de quão suscetível você está a essa síndrome.

A s√≠ndrome do impostor √© a sensa√ß√£o forte e constante de que voc√™ n√£o merece o status que alcan√ßou durante sua carreira, de que cometeu alguma coisa errada e est√° prestes a ser desmascarado e perder o reconhecimento que tinha. Uma das melhores descri√ß√Ķes dessa s√≠ndrome foi dada pelo escritor Neil Gaiman num famoso discurso de paraninfo para alunos de artes. Ele confessa que sonhava que¬†algu√©m batia √† sua porta para dizer-lhe que ele tinha sido descoberto e que tinha acabado para ele. Ele teria que parar de inventar hist√≥rias e escrev√™-las e arranjar um emprego de verdade. Um que ele tivesse que acordar cedo e usar uma gravata. At√© a estrela Emma Watson, a Hermione Granger de Harry Potter, confessou √† revista Rookie se sentir uma impostora com rela√ß√£o a sua carreira.

Essa realidade não é diferente na academia. De fato, muitos casos de síndrome do impostor começam na universidade ou na pós-graduação, quando os níveis de exigência mudam drasticamente de patamar. Se mesmo sob maior pressão a pessoa se sai bem, e se existem ingredientes de depressão e baixa autoestima nela, a manifestação mais comum é a síndrome do impostor. Essa síndrome se manifesta mais frequentemente em mulheres do que em homens.

Cientistas frequentemente t√™m a sensa√ß√£o de que n√£o mereciam um artigo naquela revista consagrada. Que seus co-autores se dedicaram mais do que eles pr√≥prios. Que n√£o t√™m compet√™ncia para dar a palestra para a qual foram convidados num congresso e subir no palco s√≥ expor√° qu√£o despreparados s√£o. Sentem que n√£o merecem o t√≠tulo, a vaga de emprego ou o aceite do artigo. Mesmo que exista um hist√≥rico de realiza√ß√Ķes, quem √© acometido por essa s√≠ndrome credita cada sucesso √† sorte, a alguma ajuda externa ou √†s circunst√Ęncias. Essas pessoas tendem a justificar seus sucessos. Por outro lado, quem sofre de s√≠ndrome do impostor ir√° reconhecer como merecidos seus fracassos: um artigo rejeitado de forma grosseira, uma avalia√ß√£o ruim numa disciplina. Falhar √© parte do processo de aprendizado e √© uma √≥tima oportunidade para aprender em vez de remoer¬†o erro e sofrer com isso.

A s√≠ndrome do impostor ir√° acometer 70% das pessoas pelo menos uma vez na carreira, segundo Pauline Clance. O problema fica mais grave quando a pessoa n√£o consegue sair da s√≠ndrome nunca. Ter consci√™ncia de suas qualidades e limita√ß√Ķes √© um primeiro passo importante para superar o problema, mas uma ajuda psicol√≥gica pode ser necess√°ria. √Č preciso¬†ter consci√™ncia da s√≠ndrome e saber reconhecer quando ela est√° se manifestando. Hugh Kearns, psic√≥logo da Think Well consultoria acad√™mica, conta que a pessoa em s√≠ndrome do impostor pensa ‚ÄúSer√° que ningu√©m percebe que eu n√£o sou tudo isso?‚ÄĚ; enquanto deveriam estar pensando que, como aquelas pessoas s√£o inteligentes e cr√≠ticas, n√£o se deixariam enganar facilmente por um impostor.

Ser√° sempre poss√≠vel atribuir seus √™xitos a fatores externos: ter conhecido o colaborador ideal para escrever aquele projeto, ter dado a sorte do notici√°rio colocar em destaque sua linha de pesquisa bem na √©poca que seu artigo chegou na m√£o dos revisores, casualmente ter ca√≠do na prova de conhecimentos o tema que voc√™ mais estava preparado para escrever. No entanto, √© importante reconhecer que mesmo nesses casos sua compet√™ncia (de manter uma rede de relacionamentos eficiente, de concentrar-se numa √°rea de estudos interessante ao grande p√ļblico ou de saber prever o que estudar) foi posta √† prova e teve √™xito. Parab√©ns pelo seu sucesso. Acredite, voc√™ o merece. Se consegue perceber falhas em si mesmo, √≥timo, trabalhe essas falhas, mas n√£o se deixe convencer que suas falhas s√£o a parte mais importante de voc√™.

 

Professores financeiramente educados

Por esses dias ocorre no Brasil a Semana de Educação Financeira. Até o fim de semana acontecem em diversas cidades atividades voltadas à educação financeira (veja a agenda aqui), assunto tão importante para essa categoria que praticamente faz um voto de pobreza, o cientista. Se essa não é sua aspiração para a vida, não deixe de dar uma olhada no material que o Banco Central preparou sobre gestão financeira pessoal (nesse link). Aí é possível se inscrever num curso online sobre o tema. Se você já é um orientador, pode usar os vídeos produzidos pelo BACEN, também no link acima, para discutir o assunto com seus alunos. Outra opção são os games muito bem elaborados pela Comissão de Valores Mobiliários. Os games estão disponíveis para android através do Google Play (clique aqui). Divirtam-se, aprendam e, acima de tudo, cuidem dos bolsos.

A arte de saber cair

A arte n√£o est√° em jamais cair, mas em saber se levantar e continuar. (Foto: culturamix.com)

O primeiro dia letivo de 2015 come√ßou com um e-mail nada animador para mim (Eduardo Bessa). Recebi o parecer do editor-chefe de uma revista para a qual havia submetido um artigo e n√£o havia nada de bom naquela mensagem. O editor de √°rea que recebeu meu manuscrito afirmou que o trabalho n√£o tinha o interesse amplo o suficiente, o estudo parecia preliminar e que o texto seria recusado sem nem passar pelos revisores para poupar meu tempo e o deles. Ainda sinto um gosto ruim na boca pensando no que ele disse. Continue lendo…

Resolu√ß√Ķes de ano novo

Faltam alguns dias para o ano novo, ent√£o resolvemos sugerir aqui uma ferramenta para ajudar a formular suas resolu√ß√Ķes para 2015. O problema das resolu√ß√Ķes de ano novo √© que elas geralmente s√£o esquecidas antes do carnaval e acabam nunca sendo cumpridas. Com esse modelo talvez seja mais f√°cil realizar o que precisamos melhorar.

Quer um final de ano como o do Medina? Aprenda a limpar a cabeça das interferências como ele. Imagem: O Globo

 

 

 

 

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De volta ao laboratório

Mesmo que o √ļltimo laborat√≥rio que voc√™ tenha entrado se pare√ßa com isso, voc√™ ser√° sempre bem vindo de volta. (Imagem: gstatic.com)

Por diversos motivos, pessoas se afastam da ciência todos os anos. Uma crise familiar, a decisão de ter um filho, desejo de experimentar uma carreira diferente, entre diversos outros, são motivos convincentes para deixar a carreira acadêmica.  Muitas dessas pessoas pensam em voltar algum tempo depois, mas realizar essa ideia é uma tarefa frequentemente intimidante. Voltar a um laboratório povoado por jovens quando já se passou dessa faixa etária pode te fazer sentir desconfortável, mas as barreiras são geralmente mais imaginárias que reais. Um pesquisador principal dificilmente se importará em ter um membro mais velho na equipe. Aliás, a diversidade de histórias de vida e experiências tem se mostrado uma poderosa ferramenta na constituição de laboratórios produtivos e originais. Aproveite os prós da sua condição de sênior: ter uma visão de mundo mais realista (e menos ansiosa) e ter experiências de vida mais diversas. Você será bem vindo de volta.

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