Hipótese beta: Cartada-mor


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Cartada-mor

Escrevem:

1camada: Marília Carneiro

2camada: Flávia Lima e Rodrigo Faria

 

Cartadas por quadrante – trabalho da improvisadora, do improvisador

 

O exercício de articular em uma cartada escrita “ensaios” — “performance” é o desafio.

 

Quadrante flla+rod+papel

 

Primeira abertura ao público – Hipótese IV

 

rod+papel solo

 

  • manter a curiosidade sobre o que introduz humor na impro
  • introduzir algumas poucas pausas que duram mais (escultura com o corpo no fluxo da dança)
  • memória do corpo da improvisadora com quem ensaiou

 

Segunda abertura ao público – Hipótese V

flla+rod+papel

  • seguir com as explorações que estão fazendo
  • introduzir algumas poucas pausas que duram mais (escultura com o corpo no fluxo da dança)

 

Campinas, 27 de setembro de 2016.

Começaremos com o carvão nas mãos e dançaremos livremente até surgir o desenho na superfície da pele e do papel. Iremos trabalhar as rupturas para que não haja tédio; por exemplo, sair de um movimento rápido para uma pausa inesperada. Devemos tomar cuidado com o uso de movimentos programados, que servem como “muletas” nos momentos em que não sabemos o que fazer. As “disputas” de desenho, nas quais um tenta “atrapalhar” o desenho do outro, não são muito interessantes apesar de ter funcionado em alguns ensaios; preferimos o jogo do desenho na superfície da pele.

            Rodrigo tem preferência por trabalhar “rolamentos” e “carregamentos” que integrem a superfície do papel na dança, pois sente que a dança, no nível alto (de pé), causa uma desconexão entre a dupla. O “peso e contrapeso” pode ser uma saída para essa situação. Deve trabalhar com o humor, trazendo comunicação no olhar para o público e sintonia com a musicalidade da dança da Flávia.

Enfatizamos que as pausas são importantes para não ficarmos “afobados”. Flávia acredita ser interessante recolher elementos de outras danças para incorporar na nossa (colegas do CIper se apresentam no mesmo espaço). Pede para que Rodrigo dance como “bicho”, de modo que possa animalizar, sem teatralizar. O uso do carvão no corpo – Flávia pintará o Rodrigo – essa será a cartada-mor”.

 Por Flávia Lima e Rodrigo Faria

Hipótese beta – Criação de Constanza Paz Espinoza Varas

 


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CEO at Mucíná - Aquela que Dança | marilia.carneiro@alumni.usp.br | Website | + posts

Doutora na área de Educação, Conhecimento, Linguagem e Arte (Brasil/UNICAMP, Canadá/UQAM e Moçambique/UEM), dançarina e coreógrafa indisciplinar, bacharelou-se em Dança na Faculdade Angel Vianna (Rio de Janeiro) e bailarina criadora no Ateliê Coreográfico sob a direção de Regina Miranda (RJ/NYC). É especialista em Saúde Pública pela Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP, mestre em Ciências da Saúde pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz e atuou por 10 anos nas políticas públicas de saúde, inclusive a implantação do programa integral de atenção à saúde dos povos indígenas aldeados no Parque do Xingu, pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP. Na área da Dança trabalhou com muita gente competente no meio profissional internacional da dança contemporânea. É improvisadora mais do que tudo, bem que gosta de uma boa coreografia. Esteve em residência artística em Paris por 3 anos, com prêmio do Minc. Mulher de sorte, estudou de perto com Denise Namura & Michael Bugdahn, da Cie. À fleur de peau (Paris). Pela vida especializou-se no Contact Improvisation (Steve Paxton), onde conheceu as pessoas mais interessantes do mundo. Estudou pessoalmente com Nancy Stark Smith, Alito Alessi (DanceAbility), Daniel Lepkoff, Andrew Hardwood, Cristina Turdo e toda uma geração de colegas que começou ensinar Contact na mesma época que ela. Interessa-se por metodologia de pesquisa em arte, processos de criação de obras e ensino-aprendizagem e formação profissional em Improvisação de Dança. Estudou no Doctorat en études et pratiques des arts (Montreal, no Canadá) com o privilégio da supervisão de Sylvie Fortin. É formada no Método Reeducação do Movimento, de Ivaldo Bertazzo (BR). Seu vínculo com a Unicamp é de ex aluna da Faculdade de Ciências Médicas e da Faculdade de Educação. Suas pesquisas triangulam a dança contemporânea no Brasil, Canadá e Moçambique. Idealizou, fundou em 2016, e dirige a plataforma interdisciplinar de ensino e pesquisa em prática artística Mucíná - Aquela que Dança. E-mail: marilia.carneiro@alumni.usp.br