Hipótese epsilon: 11.10.2016- Noite- Madrugada, com piolhos de novo/ainda e início de uma irritação na garganta.


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Hipótese epsilon – Criação de Constanza Paz Espinoza Varas

 

5) Caso Emily se angustie na dança: pararei o q estiver fazendo, respirarei, entrarei em contato comigo mesmo e começarei uma dança pequena.

        Isso serve para minha dança-escrita também. Ou só uma desculpa por não ter escrito essas semanas. 

        Estou na transição do “entrarei em contato comigo mesmo” para “começar uma

pequena dança”. Aquela parte não está sendo muito deglutivel (não no sentido de

engolir sapos). Por isso a irritação na garganta.

        Este parte do “entrar em contato comigo mesmo” foi impulsionado por palavras

e gestos externos soltas no ar.

        Acho bom, não é agradável, traz movimento. Sou muito taurina.

        A bolinha de C é bom para solos. Acho que dormi com isso na noite do dia 5 de

outubro.

        Estou apreendendo a linguagem de C.

        C estava calma, mais concentrada e atenta ao de fora.

        A bolinha de C contagia outras danças.

        Não sei, ainda, como o público influenciou o meu estado.

        M procura um tipo de movimento.

        A primeira performance do ciper foi interessante.

        Relaciono-me em dimensões.

        Gosto dessa palavra: dimensão

        HA! A etimologia da palavra dimensão; DIMENSIO, “dimensão, medida”, do

verbo DIMETRI, “fazer uma medida”, do verbo DIMETRI, formado por DIS,

“movimento para fora”, mais METIRI, “medir”.

        Não era esse o sentido que pensei.

         Relaciono-me medindo o/meu movimento para fora?

        Talvez, por isso, me contenho. Medindo e me posicionando, medindo e me

posicionando.

        Não é a toa que quando são muitas relações em atenção não dou conta e me

angustio.

         Esta é uma pequena dança-escrita nem um pouco antropológica. Diria que é uma

pequena dança-escrita improvisada

         5) Do Latim IN PROMPTU, “em estado de atenção, pronto para agir”, de IN,

“em”, mais PROMPTUS, “prontidão”, de PROMERE, “fazer surgir”, formado por

PRO-, “à frente”, mais EMERE, “conseguir, obter”..

 


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Nascida em São Paulo, em uma família tradicional japonesa, que me incentivava quando criança às artes orientais, odori e karaokê. Depois de uma caminhada que tomou trajetos inesperados, me formei em Ciências Sociais, Bacharelado em Antropologia, pela Unicamp, em 2015. Nesse período, encontrei o meu corpo em uma aula de Contato Improvisação oferecida por Marília Carneiro, na Casa do Lago, em 2014. Corpo desperto, ele se tornou o seu próprio caminho. Em busca de novas aventuras, encontrei a Cia. do Circo, onde meu corpo foi transformado em um campo com potência e pode experimentar diferentes relações com o peso, espaço e limites no tecido, trapézio e contorção desde novembro de 2014. Em 2015, comecei a me apresentar com a Cia. do Circo em eventos. O meu corpo também está sendo transformado com as técnicas de Klauss Vianna apreendidas nas aulas de Jussara Miller há um ano. Incorporei-me no projeto dirigido por Marília Carneiro, o Ciper- ContactImprovisation&Performance, grupo de pesquisa em performance de Contato Improvisação, em que participei como improvisadora e escritora.