Em outubro Mucíná estará em São Carlos/SP: workshop Iniciação ao Contact Improvisation, 08 e 09 de outubro.

Com produção da @bainemaviaeditorial, seguiremos as práticas de movimento que são parte do argumento da pesquisa em prática artística realizada na Mucíná. O pensamento desenvolvido é atravessado pelo corpo em dança.

Workshop de Iniciação ao Contact Improvisation

Em outubro, MC & ilustres convidados, ofereceremos um workshop de iniciação ao Contact Improvisation (CI) na cidade e de São Carlos, interior paulista.

O workshop representa uma síntese pessoal construída a partir de 14 anos de prática de CI e consolidada nos últimos cinco anos (2011-2016), por um fazer pedagógico regular. Para ensinar a meus alunos, desenvolvi material pedagógico específico. Mais de uma centena de estudantes foram iniciados no CI em minhas aulas na Universidade Estadual de Campinas (unicamp) desde 2011. Esta experiência é que dá forma e textura ao workshop.

O que esperar?

O participante será iniciado na experiência somática do Contato Improvisação através de exercícios, jogos, observações e análise dos princípios envolvidos na forma dançada. Ao espalhar-se pelo mundo, o CI revelou-se uma prática física revitalizante, crítica e criativa, onde aquele que dança desfruta do prazer de se mover.

Evidentemente, trata-se o CI de uma prática complexa e apenas a continuidade vai fazer da pessoa um PRATICANTE, um CONTATEIRO, CONTATEIRA. Izabel Tica Lemos (SP), uma das pioneiras e introdutoras do CI no Brasil, ao final de uma aula no Rio de Janeiro (2016), estimou que são necessários entre 2 e 3 anos de prática regular para que se desenvolva a corporeidade do CI. Quer dizer, o workshop pretende iniciar o participante em uma longa jornada.

Fotos de Liliane Bordignon
Fotos de Liliane Bordignon

Inscrições e dúvidas

CEO at Mucíná - Aquela que Dança | marilia.carneiro@alumni.usp.br | Website | + posts

Doutora na área de Educação, Conhecimento, Linguagem e Arte (Brasil/UNICAMP, Canadá/UQAM e Moçambique/UEM), dançarina e coreógrafa indisciplinar, bacharelou-se em Dança na Faculdade Angel Vianna (Rio de Janeiro) e bailarina criadora no Ateliê Coreográfico sob a direção de Regina Miranda (RJ/NYC). É especialista em Saúde Pública pela Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP, mestre em Ciências da Saúde pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz e atuou por 10 anos nas políticas públicas de saúde, inclusive a implantação do programa integral de atenção à saúde dos povos indígenas aldeados no Parque do Xingu, pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP. Na área da Dança trabalhou com muita gente competente no meio profissional internacional da dança contemporânea. É improvisadora mais do que tudo, bem que gosta de uma boa coreografia. Esteve em residência artística em Paris por 3 anos, com prêmio do Minc. Mulher de sorte, estudou de perto com Denise Namura & Michael Bugdahn, da Cie. À fleur de peau (Paris). Pela vida especializou-se no Contact Improvisation (Steve Paxton), onde conheceu as pessoas mais interessantes do mundo. Estudou pessoalmente com Nancy Stark Smith, Alito Alessi (DanceAbility), Daniel Lepkoff, Andrew Hardwood, Cristina Turdo e toda uma geração de colegas que começou ensinar Contact na mesma época que ela. Interessa-se por metodologia de pesquisa em arte, processos de criação de obras e ensino-aprendizagem e formação profissional em Improvisação de Dança. Estudou no Doctorat en études et pratiques des arts (Montreal, no Canadá) com o privilégio da supervisão de Sylvie Fortin. É formada no Método Reeducação do Movimento, de Ivaldo Bertazzo (BR). Seu vínculo com a Unicamp é de ex aluna da Faculdade de Ciências Médicas e da Faculdade de Educação. Suas pesquisas triangulam a dança contemporânea no Brasil, Canadá e Moçambique. Idealizou, fundou em 2016, e dirige a plataforma interdisciplinar de ensino e pesquisa em prática artística Mucíná - Aquela que Dança. E-mail: marilia.carneiro@alumni.usp.br