Hipótese delta: Cartada para vídeo exploração


Car@ leitor@, para acessar o capítulo anterior, clique aqui.


É amanhã! Estou ansioso! É amanhã que vou fazer minha experimentação de registrar fotograficamente as danças corporais no Barracão!

Hoje, 3 de novembro, faço uma reflexão, bastante ansioso, de como será esse dia. A minha mente já visualiza alguns movimentos, algumas danças já acontecidas. E eu invisivelmente fotografando. O meu sonho de olhos abertos fluíam para dentro dos corpos, captando as sinapses nervosas, os sangues fluindo, coração ditando ritmos variados a cada momento. Quem me dera esse poder de captar esses detalhes minuciosos internos?

 

O que busca um cineasta de dança O que a dança quer me mostrar
Procurar sentir as danças, entrar na dança e entrar no corpo dos dançarinos. Sentindo a vibração dos improvisadores, o que cada um performará e improvisará
A câmera terá como objetivo captar as imagens e não imagens dos movimentos, aquilo que no momento olhar para câmera.

Talvez não conseguirei proporcionar na altura dos olhos dos improvisadores, nem ter proximidade da câmera, nem ter ponto de vista cruzado entre os quadrantes. O momento será aquele para ser descoberto. Com um público, o que terei a mais do ensaio A empatia com o público também Eles farão parte do improviso câmera-danças-cenários

 

Hipótese I: captar a empatia do momento, público-dançarinos, arquitetura, quadrantes. Sentir o peso e a leveza dos moimentos, sentir a fluidez e o momento. A câmera seguirá com olhar curioso. (Mistério)

Hipótese II: Captar a essência dos movimentos, tentando adentrar no corpo dos dançarinos. Aproximando e observando os detalhes do corpo em si, corpos e partes do corpo. Seja na altura dos olhos, na altura dos pés. Acompanhar os movimentos como eles são. Os improvisos imorovisarão os movimentos e olhares da câmera.

Hipótese III: Não formular hipótese, apenas sentir o movimento e captar.

Eis que irei, na surpresa, sentir a minha alma desconectar do meu corpo, passar pela lente e fluir em direção das matérias vivas que se moldam entorno da natureza corporal dinâmica.

 

Para aqueles que desejam ir ao tempo do relógio, os sentimentos do dia seguinte da cartada estão aqui

E mais fotos no facebook e no blog.

 

Hipótese delta – Criação de Constanza Paz Espinoza Varas

Encontre os capítulos anteriores que compõe esta novela em https://www.blogs.unicamp.br/mucina/category/series/hipoteses-para-o-leitor-uma-novela-performatica-gestual/. Para receber as notificações no seu email, cadastre-se no RECEBA A MUCíNá na barra lateral. Ou siga pela página no Facebook. E não se esqueça de deixar o seu comentário abaixo!;)

+ posts

A cada dança, meu corpo se revela, a cada caminhada meus olhos capturam a beleza das paisagens, a cada traços escritos, desenhados revelam a poesia da voz do coração. Nem mesmo eu sei quem eu sou. Mas sou um desejo de descobrir e sentir a cada movimento, improvisos e contatos com corpo e alma.
Minha aventura com Contato Improvisação (de Steve Paxton) começou no começo de 2016, quando sentia uma desconexão com uma outra parte de mim que segue a rotina padrão, imposta pela sociedade, fazendo o curso de Arquitetura e Urbanismo, na Unicamp. Cheguei a um ponto das dúvidas não caberem mais dentro de mim. Principalmente por não entender como "construir" um mundo em que as pessoas vivem mais afastadas do que unidas.
Diante do afunilamento de um foco, resolvi escalar o funil de baixo para cima para redescobrir o universo vasto que é banhado de diversidade cultural, emocional, natural e energético. Encontrei na dança minha criança interna que sempre queria dançar, mas no tempo de relógio de infância não entendia essa brincadeira, encontrei na poesia com a Biodanza (sistema Rolando Toro); o gosto por ler, não as palavras, mas as pessoas, os sentimentos; encontrei na Bioconstrução e Agroecologia a conexão com a natureza, como elas também dançam e a gente pode improvisar com elas mais próximo da gente. E encontrei no Contato Improvisação, o desejo de conhecer as partes do meu corpo, e percebi que eles falam a doçura que a alma e o coração expressam a cada movimento.
Neste projeto, CIPer (Contact Improvisation Performance) encabeçada pela Marília Carnieiro, aventurei me como um telescópio registrando as cenas em fotografia, como um microscópio escrevendo as pequenas célulinhas no papel e minhocas de traços artísticos, e também pude me moldar como um vento sólido nas danças de improvisação. Também não esqueço dos sons que descobri no piano e na voz durante as ventanias.
Sou muito grato por esse projeto em comunhão com os improvisadores e dançarinos que partilharam momentos especiais.

Dessas aventuras, tento me redescobrir como estudante de Arquitetura e Urbanismo, buscando descobrir como unir as pessoas nos espaços para que os viajantes contem suas histórias pelos corpos, olhos, abraços, seja pelo Urbanismo, Bioconstrução. Desejo trazer a natureza mais próxima das pessoas com a Bioconstrução e Agroecologia. Também o meu corpo deficiente quer trazer mais união e acessibilidade para as pessoas com outros talentos (que são esquecidas no preconceito) nos espaços e nos abraços. Aventuro me nas fotografias de registrar empaticamente a mensagem dos sentimentos das pessoas e natureza