Hipótese delta: Viajando pelo mundo


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Viagem do tempo! Viagem ao mundo! É tempo de aliviar as dúvidas que nos surgem! Agora não sou mais fotógrafo. Sou um viajante!

Caminho sobre as paisagens arquitetônicas e vejo pessoas caminhantes.

 

Meu olhar dançarino ainda vê os corpos se comunicando pelas idas e vindas das pessoas pela calçada, a maioria são olhares desviantes, dizendo que nem o contato ocular dará certo. Ninguém se olha, ninguém dança. Já não é tempo de improvisar um novo movimento, a velocidade é a sensação do momento. Será uma viagem ao tempo relógio? As pessoas são carros que buzinam um oi, e não param para socorrer aquela dança que daquele carro que parou sozinho no meio do transito.

Cada vez as pessoas caminham mais rápidas, mais depressa. Os olhos viraram lanternas automotivas, que apenas direcionam farol para a sua direção, os faróis altos convidam ou xingam. O coração virou um motor de fumaça, sempre atrás de um posto de fast food. Os braços são as portas, mas estão sempre travados por segurança, Ninguém pode se machucar! As pernas redondas giram sem parar em círculos, não tem mais freios, até o breque de mão já não funcionam mais.

Meu deus! Não consigo mais sentir os sentimentos das pessoas, todos já colocaram insulfilmes. Tudo é um mistério, quem será que dançará?

As praças vazias! Os shoppings viraram rodovias cobertas, com um monte de postos de gasolinas.

O que eu fiz?? Me livre disso!! Prefiro as dúvidas dos sentimentos! Quero sentir as emoções, mesmo que elas me machuquem, elas me fazem viver!!
Nããão quero mais isso! Não suporto ser uma máquina e ver o relógio de ponteiros como o destino ou o ser superior.

 

 

Ps: Eu como estudante de arquitetura e urbanismo preciso sempre me lembrar desse texto, para que o futuro não caminhe assim! É preciso que as danças contagiem as nossas dúvidas mais do que a dúvida de tudo ser “certinho” e cada um no seu cubinho arrumado, sem querer improvisar nas danças da vida.

Hipótese delta – Criação de Constanza Paz Espinoza Varas

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