Hipótese delta: Público, ó público


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Hipótese delta – Criação de Constanza Paz Espinoza Varas

Público, ó público

Arte gráfica – criação de Marília Carneiro

 

[impressões do público – hipóteses IV e V]

 

“Interessante o tipo de proposta, improviso apresentado. Foi algo diferente no qual ficou claro que não era um espetáculo de dança contemporânea e nem um Contato Improvisação, mas algo entre. Talvez os grupos/peças poderiam dançar ao mesmo tempo e não apenas um esperar o término do outro.

O público andar em volta foi diferente também, porque não era uma ocupação do espaço urbano ou físico, mas sim uma apresentação em uma estrutura diferente. Porque assistir algo onde podemos andar no meio como em ruas/praças é mais comum, mas assim desse modo não, até parecia instalações artísticas ou até zoológico onde respectivamente são espaços que a obra ocupa aquele pedaço e, seres vivos que não saem do espaço determinado. 
Quanto à expressão, foi interessante porque houve drama, humor, alguma ironia, um pouquinho de jogo de poder num trabalho que não era de contemporâneo, onde tem uma proposta de intérprete criador, mas uma proposta de arte movimento ou movimento arte onde o improviso dialogava levemente com alguma expressão de modo leve e descompromissado. Aqui também arrisco a dizer que foi uma interpretação também “entre”. Você especificamente foi bem na linha mais cômica, bem humorada e talvez irônica”.

 

– Comentário de um dos espectadores, respondendo por escrito à pergunta de Camila Torato: “quais suas impressões sobre a apresentação?, o que você achou?”

 


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CEO at Mucíná - Aquela que Dança | marilia.carneiro@alumni.usp.br | Website | + posts

Doutora na área de Educação, Conhecimento, Linguagem e Arte (Brasil/UNICAMP, Canadá/UQAM e Moçambique/UEM), dançarina e coreógrafa indisciplinar, bacharelou-se em Dança na Faculdade Angel Vianna (Rio de Janeiro) e bailarina criadora no Ateliê Coreográfico sob a direção de Regina Miranda (RJ/NYC). É especialista em Saúde Pública pela Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP, mestre em Ciências da Saúde pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz e atuou por 10 anos nas políticas públicas de saúde, inclusive a implantação do programa integral de atenção à saúde dos povos indígenas aldeados no Parque do Xingu, pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP. Na área da Dança trabalhou com muita gente competente no meio profissional internacional da dança contemporânea. É improvisadora mais do que tudo, bem que gosta de uma boa coreografia. Esteve em residência artística em Paris por 3 anos, com prêmio do Minc. Mulher de sorte, estudou de perto com Denise Namura & Michael Bugdahn, da Cie. À fleur de peau (Paris). Pela vida especializou-se no Contact Improvisation (Steve Paxton), onde conheceu as pessoas mais interessantes do mundo. Estudou pessoalmente com Nancy Stark Smith, Alito Alessi (DanceAbility), Daniel Lepkoff, Andrew Hardwood, Cristina Turdo e toda uma geração de colegas que começou ensinar Contact na mesma época que ela. Interessa-se por metodologia de pesquisa em arte, processos de criação de obras e ensino-aprendizagem e formação profissional em Improvisação de Dança. Estudou no Doctorat en études et pratiques des arts (Montreal, no Canadá) com o privilégio da supervisão de Sylvie Fortin. É formada no Método Reeducação do Movimento, de Ivaldo Bertazzo (BR). Seu vínculo com a Unicamp é de ex aluna da Faculdade de Ciências Médicas e da Faculdade de Educação. Suas pesquisas triangulam a dança contemporânea no Brasil, Canadá e Moçambique. Idealizou, fundou em 2016, e dirige a plataforma interdisciplinar de ensino e pesquisa em prática artística Mucíná - Aquela que Dança. E-mail: marilia.carneiro@alumni.usp.br