Replay – Resumo da ópera, making-off, prefácio, orelha & notas de rodapé: a novela estreia na quinta!

Para quem perdeu a introdução da nossa novelinha, aqui o replay!!


Permita explicar, leitor, leitora! É um grande prazer ter você aí do outro lado, bem-vindos! Nós, escritorxs do Ciper – Emily Kimura, Constanza Paz Espinosa Varas, eu, Marília Carneiro e Andrey Marcondes, preparamos uma novelinha hipotética para o seu deleite. Queremos que você comente o que vai encontrar.

Publicaremos aqui no blog da MUCíNá, em formato série, a nossa HIPÓTESES PARA O LEITOR: UMA NOVELA PERFORMÁTICA GESTUAL. São hipóteses para o leitor testar a sua imaginação. Mais precisamente, seis. Sim, seis hipóteses, a alpha, a beta, a gamma, a delta, a épsilon e a zeta. Cada hipótese é composta de um conjunto entre 5-7 ideias encadeadas dramaturgicamente, formando um mosaico.

As leituras farão a aproximação do leitor ao Ciper, apelido do [simple_tooltip content=’Realizado de agosto a dezembro de 2016 no Espaço Cultural Casa do Lago/PREAC/Unicamp’]projeto ContactImpro&Performance[/simple_tooltip] (Carneiro, 2016) que investiga a prática de movimento Contact Improvisation ([simple_tooltip content=’Dançarino e coreógrafo norte americano, criador do Contact Improvisation em 1972′]Steve Paxton[/simple_tooltip]) em performance, que definimos simplesmente como a apresentação para um público.

As ideias que dão corpo às hipóteses são artes gráficas, textos de natureza etnográfica-descritiva, textos poéticos, escritos de direção de cena e uma tradução. Tendo em mãos o conjunto de material que criamos ao longo do projeto, trabalhamos para o leitor, propondo esta certa dramaturgia, ou seja, não é de forma aleatória que um post virá depois do outro. Será que o leitor vai entender a história? A publicação da série é também para verificar isto. Que história o leitor vai criar?

Em termos da pesquisa acadêmica, a novela é uma PAC, Prática Analítica Criativa (Fortin & Gosselin, 2014), uma maneira de compartilhar com o leitor o nosso processo de pesquisa em prática artística, de abrir para exame a vastidão de interesses que surge no estudo/prática da Improvisação de Dança. Nossa arte é a Dança, mas nossos campos de conhecimento são muitos. No Ciper tem gente da Dança, Educação, Antropologia, Teatro, Arquitetura, Música, Artes Visuais, Educação Física, Ciências Sociais e Filosofia.

A novela conta uma história, não linear, não convergente. Não estamos, na novela, produzindo conclusões para a pesquisa do Contact em performance. Queremos apenas abrir para o leitor alguns dados do estudo exploratório do Ciper.

Será que a novela vai aproximar o leitor do Contact Improvisation? Da performance? Da pesquisa em Dança? É você leitor, quem vai nos dizer.

Receba o convite a utilizar sua capacidade inata de criar imagens, imaginar (Paxton, 2008). Receba as ideias e faça o teste: o que surge na sua imaginação? Transforme isto em algo, dê um nome, quem sabe.

Os capítulos serão publicados todas as segundas e quintas-feiras, dois por semana, finalizando em maio de 2017. Você vai precisar de poucos minutos com a gente aí do outro lado, não é nenhuma leitura de tese. Não deixe de vir, talvez você goste! Cada hipótese ganhou também uma arte feita a mão, criação da Constanza Paz Espinosa Varas. Você vai ver o mosaico tomar forma e cor. Ficou uma beleza e logo aí embaixo está a primeira, aprecie.

Em tempo, é bom dizer que o leitor pode pedir por mais. Mais ideias, se quiser mais pistas para entrar na nossa dança. É só pedir e enviaremos para o seu e-mail.

Acompanhe a novelinha recebendo os avisos de novas postagens. Preencha o seu endereço no campo indicado aí na barra lateral. Se preferir, acompanhe seguindo a página MUCíNá no facebook.

Boa leitura!

Criação de Constanza Paz Espinoza Varas

Referências

CARNEIRO, Marília. ContactImpro&Performance. Projeto de pesquisa em prática artística de natureza coreográfica. Espaço Cultural Casa do Lago –Unicamp, Campinas/SP, 2016. Acesso restrito.

FORTIN, Sylvie; GOSSELIN, Pierre. Considerações metodológicas para a pesquisa em arte no meio acadêmico. Tradução de Marília C. Gomes Carneiro e Déborah Maia de Lima. Título original: Repères méthodologiques pour la recherche en art dans le milieu universitaire. Art Research Journal. Natal, p. 1-17. 17 jan. 2014. Disponível em: <http://www.periodicos.ufrn.br/artresearchjournal/article/view/5256>. Acesso em: 04 maio 2016.

PAXTON, Steve. Material for the spine. A mouvement study. Contredanse, Paris, DVD interativo, 2008.


Encontre os capítulos anteriores que compõe esta novela em https://www.blogs.unicamp.br/mucina/category/series/hipoteses-para-o-leitor-uma-novela-performatica-gestual/. Para receber as notificações no seu email, cadastre-se no RECEBA A MUCíNá na barra lateral. Ou siga pela página no Facebook. E não se esqueça de deixar o seu comentário abaixo!;)

CEO at Mucíná - Aquela que Dança | marilia.carneiro@alumni.usp.br | Website | + posts

Doutora na área de Educação, Conhecimento, Linguagem e Arte (Brasil/UNICAMP, Canadá/UQAM e Moçambique/UEM), dançarina e coreógrafa indisciplinar, bacharelou-se em Dança na Faculdade Angel Vianna (Rio de Janeiro) e bailarina criadora no Ateliê Coreográfico sob a direção de Regina Miranda (RJ/NYC). É especialista em Saúde Pública pela Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP, mestre em Ciências da Saúde pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz e atuou por 10 anos nas políticas públicas de saúde, inclusive a implantação do programa integral de atenção à saúde dos povos indígenas aldeados no Parque do Xingu, pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP. Na área da Dança trabalhou com muita gente competente no meio profissional internacional da dança contemporânea. É improvisadora mais do que tudo, bem que gosta de uma boa coreografia. Esteve em residência artística em Paris por 3 anos, com prêmio do Minc. Mulher de sorte, estudou de perto com Denise Namura & Michael Bugdahn, da Cie. À fleur de peau (Paris). Pela vida especializou-se no Contact Improvisation (Steve Paxton), onde conheceu as pessoas mais interessantes do mundo. Estudou pessoalmente com Nancy Stark Smith, Alito Alessi (DanceAbility), Daniel Lepkoff, Andrew Hardwood, Cristina Turdo e toda uma geração de colegas que começou ensinar Contact na mesma época que ela. Interessa-se por metodologia de pesquisa em arte, processos de criação de obras e ensino-aprendizagem e formação profissional em Improvisação de Dança. Estudou no Doctorat en études et pratiques des arts (Montreal, no Canadá) com o privilégio da supervisão de Sylvie Fortin. É formada no Método Reeducação do Movimento, de Ivaldo Bertazzo (BR). Seu vínculo com a Unicamp é de ex aluna da Faculdade de Ciências Médicas e da Faculdade de Educação. Suas pesquisas triangulam a dança contemporânea no Brasil, Canadá e Moçambique. Idealizou, fundou em 2016, e dirige a plataforma interdisciplinar de ensino e pesquisa em prática artística Mucíná - Aquela que Dança. E-mail: marilia.carneiro@alumni.usp.br