TEKA

Ontem de noite, no palco grande do CCFM, apreciamos a estreia do work in progress de TEKA, de Horácio Macuácua e Idio Chichava com o grupo de danças tradicionais moçambicanas HODI e artistas convidados: os bailarinos profissionais Matanyane (colaborador do blog da Mucíná) e Osvaldo Passirivo, o músico Kasszula, o beat maker Nandele.

A residência para criação da obra é uma parceria do festival Kinani e um festival na Alemanha. A primeira fase de criação foi na Europa, a segunda aqui em Maputo e ano que vem uma terceira etapa de trabalho na Alemanha novamente.

A obra estuda a fusão entre as danças tradicionais e o contemporânea, tema encomendado aos coreógrafos pelos festivais. São vários bailarinos e músicos no palco, com instrumentos como a mbira e a timbila, mas também um beat maker, Nandele Ngumi, que entra com música eletrônica.

Em termos coreográficos os bailarinos trabalham a partir dos passos de base de algumas danças tradicionais moçambicanas, como o Xigubo, o Mapiko e o Tufu, desconstruindo os gestos que as caracterizam, transformando-os em matéria prima para improvisações solo, em duo, trio ou o conjunto como um todo. O público tem a chance de acompanhar o processo de “borragem” do gesto da dança tradicional e apreciar os bailarinos improvisando a partir deles.

A sala grande do CCFM estava cheia e a reação da plateia não deixou dúvidas da boa recepção da obra pelos presentes.

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CEO at Mucíná - Aquela que Dança | marilia.carneiro@alumni.usp.br | Website | + posts

Doutora na área de Educação, Conhecimento, Linguagem e Arte (Brasil/UNICAMP, Canadá/UQAM e Moçambique/UEM), dançarina e coreógrafa indisciplinar, bacharelou-se em Dança na Faculdade Angel Vianna (Rio de Janeiro) e bailarina criadora no Ateliê Coreográfico sob a direção de Regina Miranda (RJ/NYC). É especialista em Saúde Pública pela Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP, mestre em Ciências da Saúde pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz e atuou por 10 anos nas políticas públicas de saúde, inclusive a implantação do programa integral de atenção à saúde dos povos indígenas aldeados no Parque do Xingu, pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP. Na área da Dança trabalhou com muita gente competente no meio profissional internacional da dança contemporânea. É improvisadora mais do que tudo, bem que gosta de uma boa coreografia. Esteve em residência artística em Paris por 3 anos, com prêmio do Minc. Mulher de sorte, estudou de perto com Denise Namura & Michael Bugdahn, da Cie. À fleur de peau (Paris). Pela vida especializou-se no Contact Improvisation (Steve Paxton), onde conheceu as pessoas mais interessantes do mundo. Estudou pessoalmente com Nancy Stark Smith, Alito Alessi (DanceAbility), Daniel Lepkoff, Andrew Hardwood, Cristina Turdo e toda uma geração de colegas que começou ensinar Contact na mesma época que ela. Interessa-se por metodologia de pesquisa em arte, processos de criação de obras e ensino-aprendizagem e formação profissional em Improvisação de Dança. Estudou no Doctorat en études et pratiques des arts (Montreal, no Canadá) com o privilégio da supervisão de Sylvie Fortin. É formada no Método Reeducação do Movimento, de Ivaldo Bertazzo (BR). Seu vínculo com a Unicamp é de ex aluna da Faculdade de Ciências Médicas e da Faculdade de Educação. Suas pesquisas triangulam a dança contemporânea no Brasil, Canadá e Moçambique. Idealizou, fundou em 2016, e dirige a plataforma interdisciplinar de ensino e pesquisa em prática artística Mucíná - Aquela que Dança. E-mail: marilia.carneiro@alumni.usp.br