Os ganhadores da Promoção de Aniversário dos Colecionadores

Nós da equipe agradecemos muito pela participação dos leitores e ficamos felizes em saber que vocês acompanham o blog!!!

Esperamos que parte do que nós propomos esteja realmente sendo cumprido….

O principal é tornar a Paleontologia (e ciências afins) acessível, deixando-a mais simples, clara e cotidiana, sem perder  o profissionalismo. É Paleontologia realizada por paleontólogos, descrita por eles, mas feita para todos!

Finalmente, os ganhadores foram:

Primeiro Lugar: Rafael Albo de Itajuba, MG

Segundo Lugar: Fran G. Souza, São Carlos, SP

 
Parabéns para os dois =D!!!
Todavia, resolvemos enviar uma lembrança também a João Marx , Rodolfo Contini e Karlo Anderson pela participação. 😉
Os cinco serão contactados, mas desde já estão convocados a nos escrever (colecionadoresdeossos@gmail.com) e enviar o seu endereço completo para envio dos prêmios e surpresas!
Um forte abraço paleontológico!!!
Toda equipe dos Colecionadores de Ossos
 

Não deixe de continuar nos visitando!


 

Isso não são ovos de dinossauros!!!!!!!

Extra, extra!! Cientistas descobrem ovos de dinossauro na Rússia!!!!

ERRADO!!

Isso não são ovos de dinossauros!!!!!!!

Essa notícia (“Cientistas encontram ovos de dinossauros na Rússia“) se dissipou não só na internet, mas foi veiculada também noutros principais meios de comunicação do país. Os jornais da globo se deliciaram com o ‘furo jornalistico’, assim como os criacionistas, quando viram mais uma oportunidade para vangloriar sua teoria sobre “fósseis poliestrata” (WTF!).

Nós, paleontólogos, sentimos vergonha alheia pelo colega geólogo da foto quando isso se dissipou por aí. O que a foto mostra, na realidade, são concreções esferoidais. São lindas realmente. Belas amostras geológicas, mas não ovos de dinossauros!

Concreções são formadas em rochas sedimentares pela cimentação diferencial de grãos do arcabouço e matriz, que estejam agregados ao redor de um ‘núcleo precursor’, de origem orgânica ou não. Como assim?!

Bem, o núcleo precursor é que desencadeia o processo de formação  da concreção. Ele geralmente possui afinidade química que favorece a deposição de determinados tipos de cimento no seu entorno… Se o núcleo for de origem orgânica (uma folha, um peixe, um pterossauro, etc.), esse processo de acresção de minerais pode ser favorecido pela ação de bactérias, por exemplo. Sob essa perspectiva, muitas concreções podem conter fósseis… mas essas geralmente não têm formas tão regulares.

O formato das concreções depende principalmente do ambiente e das condições presentes durante a formação dessa estrutura sedimentar, assim como da natureza do núcleo que iniciou o processo.

As concreções concêntricas se formam pela deposição dos minerais de cimentação em camadas sucessivas. Os minerais são acrescidos a superfície das camadas anteriores e a concreção cresce.

Concreções variam em tamanho e forma: Podem ter tamanhos microscópicos ou chegar a escala de metros de diâmetro, pesando dezenas de quilos. Podem ser amorfas ou ter formatos discóides, tubulares, esféricos, piramidais, ou até agregados como bolhas de sabão.

Frequentemente elas têm da mesma coloração da rocha matriz, o que pode ajudar a diferenciá-las de estruturas fossilizadas – em alguns casos

São compostas por uma variedade de minerais e podem ocorrer em uma variedade de rochas sedimentares. Sendo mais comuns, no entanto, em folhelhos, siltitos e arenitos.

A história de confundir essas estruturas com ovos de dinossauros não é nova…. na verdade, esse engano já foi cometido várias vezes….

Quanto a ovos de dinossauros:

SE os elementos esferoidais encontrados na Rússia fossem ovos de dinossauros, logo de cara poderíamos dizer que se tratam de ovos de saurópodes. Não pelo seu tamanho, mas pelo formato.

Os ovos de saurópode têm essa característica esférica (Veja fotografia e imagens a seguir)… PORÉM:

Ovos de saurópode da Índia

Ovo de saurópode da Índia. O ovo está dentro da rocha e em corte lateral. Observe a casca formando um círculo entorno do embrião preservado.

Reconstituição de um saurópode e seu ninho.

Eles dificilmente têm 1 metro (!) de diâmetro, como algumas das concreções descritas.  Os maiores ovos de dinossauros saurópodes já encontrados não chegam nem perto desse tamanho, têm apenas algumas poucas dezenas de centímetros… e olha que entre os saurópodes estão os maiores dinossauros que já pisaram no Planeta Terra!!!

Uma outro aspecto que devemos atentar é para a forma como as estruturas esferoidais da Rússia foram encontradas: juntas, todas agregadas. Isso logo nos levaria a interpretá-las como produzidas “pelo mesmo animal ou pelo mesmo tipo de animal”, organizadas como em um ninho ou ninhal. TODAVIA, temos que ressaltar uma observação básica: que em uma mesma espécie, os ovos não variam muito de tamanho.. Os descritos na Rússia tinham o mesmo formato, eram encontrados agregados, porém variavam de 25 cm a 1 metro de diâmetro!

Além disso, SE fossem ovos, eles teriam sido provavelmente encontrados depositados juntos em um mesmo estrato, não espalhados pela matriz rochosa…: – Da forma como essas estruturas foram encontradas na Rússia, SE fossem ovos, a preservação só poderia ter acontecido por um retrabalhamento do material pré-depositado ou por uma deposição rápida de sedimentosum fluxo gravitacional, uma corrida de lama, etc -, que carregou os materiais rapidamente em um agregado massivo desordenado e se acomodou numa área rebaixada. Nessas duas opções, todavia, teríamos problemas: Ovos são estruturas delicadas demais para serem preservadas assim. Mesmo assim, a hipótese não pode ser descartada….

Por fim, SE fossem ovos de dinossauro, provavelmente eles teriam uma textura diferente da rocha matriz e isso não é observado no material da Rússia.

Diferentes texturas

Diferentes texturas

 
 
 
 
 
 

Geralmente a casca dos ovos fica preservada e esta possui caracteres bem diferenciados, facilmente observados a olho nu, como poros, perfuraçãoes, rugosidades e ornamentações. Todas essas características são inclusive utilizadas na classificação dos ovos.

Estruturas da casca: a morfologia externa

Quando sobra uma dúvida, todavia (uma má preservação geralmente leva a isso), um corte petrográfico pode rapidamente resolver a questão. A casca do ovo apresenta um padrão característico quando observada ao microscópio (Veja imagem abaixo).

Um corte de uma casca e um casca de ovo de dinossauro observadas no microscópio eletrônico.

Esquema da estrutura interna da casca

O estudo de ovos fósseis é conhecido como Paleo-oologia e sua importância gira em torno de entender processos paleobiológicos, paleoecológicos, paleogeográficos, estratigráficos, paleoambientais e paleoclimáticos. Os ovos guardam mais segredos do que você pode imaginar…

Isso são ovos:



 

 

 

Isso NÃO:

Isso são concreções esferoidais….

Quando o seu entorno é erodido, restam cenários quase extra-terrestres… Essa foto é do Vale da Lua na Argentina.

O Colecionadores fez anos, mas o presente é de vocês!

Concorra a um presente exclusivo dos Colecionadores de Ossos!!

Foi com muita alegria que comemoramos no mês de março os 2 anos de existência do Colecionadores de Ossos!!! Inaugurado no dia 13 de março de 2010, hoje já contamos com centenas de posts sobre variados temas dentro da Paleontologia e ciências afins…

Tivemos acessos do mundo todo: mais de 60 mil visitantes de 97 países!

Começamos na plataforma blogspot, mas a partir de janeiro deste ano, integramos com orgulho o time da Science Blogs Brasil sob a plataforma WP.

Nesse período, tivemos a oportunidade de disponibilizar notícias em primeira mão, contar com a participação de convidados especiais, estrear videocasts  e até mesmo de participar de programas de rádio!

É com muita satisfação que assistimos o amadurecimento e o progressivo sucesso do blog, que vem cumprindo muito bem o seu papel em divulgar ciência.

Para comemorar todas as conquistas, resolvemos presentear os principais responsáveis por tudo isso: O  nossos leitores!! 🙂

Decidimos enviar de presente, 2 itens de nossa loja virtual (visite-a Aqui ou Aqui) para os 2 leitores que se mostrarem  mais integrados com os temas que temos discutido no blog.

Para ganhar o presente a regra é a seguinte: O leitor deverá curtir esta postagem e deixar nela um comentário, indicando seu nome e e-mail corretos (nos campos competentes a isso) além da cidade de procedência, citando qual o post do Colecionadores de Ossos mais chamou sua atenção (ou foi útil, interessante, intrigante, fez mudar o seu jeito de pensar, etc.), explicar o porque o eligiu e fazer um breve comentário sobre ele.

Por exemplo:

“Rosana – Araraquara, SP

Eu gostei muito do post sobre o Paleodeserto Botucatu (As Pegadas fósseis do interior paulista – O Grande Deserto Botucatu – Parte I). Eu sou de Araraquara e não sabia que existiam pegadas de dinossauros em minha cidade! O post trouxe muitas informações interessantes sobre minha região e eu descobri algumas coisas que não sabia que eram possíveis: como a preservação de pegadas e xixi de dinossauro como fósseis! “

POR FIM, não deixe de curtir a página do Colecionadores de Ossos no Facebook!!! (http://www.facebook.com/colecionadoresdeossos) , se não sua participação não irá contar!!!

Os melhores comentários serão selecionados e na semana do dia 23 serão divulgados os ganhadores!!!

Os presentes são os seguintes:

Um canivete de 7 funções para o melhor comentário!

Uma caneta ‘Arcossauros’ para o segundo melhor comentário!

PROMOÇÃO ENCERRADA!!

Tiranossauro com penas – e não é 1º de Abril.

Um novo tiranossauróide basal com três dedos nas mãos foi descrito por Xu et al. em uma recente publicação da Nature.

Ilustração de reconstrução do Yutyrannus huali

Proveniente dos depósitos do Cretáceo Inferior (aprox. 125 milhões de anos atrás)  da Formação Yixian,  localizado na região de Liaoning Ocidental, China. O que mais chamou atenção desse novo dinossauro de 8m de comprimento Yutyrannus huali foi o fato de haver sido encontrado com “longas penas filamentosas”. E trazendo “evidência concreta da existência de dinossauros gigantescos com penas”. Isso nos ajuda a compreender melhor como foi o início da evolução das penas.


Até então, em dinossauros não avianos* a evidência fóssil de penas era limitada a animais de porte relativamente pequeno. O maior impacto que essa descoberta está no fato conclusivo de que as penas evoluíram ao longo do Período Cretáceo também em terópodes derivados de grande porte.

Quando fizerem o novo Jurassic Park, vão ter que fazer o Tiranossauro com cabelo de Punk Rock!

Como dizia o Dr. Grant: “Você nunca mais vai ver os dinossauros da mesma maneira novamente”.

*Dinossauros não avianos (English: non-avian dinosaurs): termo empregado para dinossauros não contidos na linhagem das Aves.

Leia mais sobre a nova descoberta aqui e aqui.

Bibliografia:

Xu X, Wang K, Zhang K, Ma Q, Xing L, Sullivan C, Hu D, Chenq S, Wang S (2012) A gigantic feathered dinosaur from the Lower Cretaceous of China. Nature 484, 92–95.

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Dinossauros invadem o interior paulista!!

Exposição sobre paleontologia é inaugurada em São Carlos e dino de 8 metros é a principal atração

Os dinossauros estão soltos e dessa vez, invadiram São Carlos!

Um esqueleto de 8 metros de um dinossauro carnívoro do período Cretáceo é a principal atração. Além dele, mais de 100 peças da coleção da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) estão a mostra.

A exposição, intitulada “Paleoexpo: Dinossauros e outros seres pré-históricos” está sendo realizada na Biblioteca Comunitária da UFSCar, onde permanecerá em exibição até o dia 30 de maio.

Além de réplicas de esqueletos, a exposição conta com dezenas de lajes originais com pegadas de dinossauros e mamíferos pré-históricos. Todas elas com mais de 150 milhões de anos! Essas peças foram encontradas nos arredores dos municípios de Araraquara e São Carlos e integram parte dos projetos de pesquisa do Laboratório de Paleoecologia e Paleoicnologia da universidade.

Fora esse material, que faz parte da maior coleção icnológica ex situ do Brasil, podem ser apreciadas outras dezenas de fósseis autênticos, como ossos e ovos de dinossauros, diversos tipos de peixes pré-históricos, troncos fósseis, coprólitos e até mesmo um fragmento de âmbar com insetos aprisionados. Também está a mostra um dos pedaços do famoso meteorito Uruaçu e réplicas dos crânios dos temidos Tigre-dente-de-sabre, do Velociraptor e dos recém-descobertos e brasileiríssimos Caipirasuchus e crocodilo-tatu,

É uma verdadeira viagem no tempo!

A entrada é gratuita e as visitas podem ser realizadas das 8h às 22h. Elas são todas monitoradas por estudantes da universidade e pelo próprio organizador, o Prof. Marcelo Adorna Fernandes. Para maiores informações ou para agendar visitas em grupo, telefone para (16) 3351-8275.

O campus da UFSCar fica no km 235 da Rodovia Washington Luís, no município de São Carlos, SP.

Não só colecionadores de OSSOS! Parte II

Seguindo a postagem anterior e concretizando o prometido, venho falar dos primeiros organismos multicelulares, de corpo mole, que surgiram nos oceanos, e sua importância na construção da história e evolução.

Esses organismos fazem parte do que podemos chamar de biota de Ediacara. Ediacara foi uma região do sul da  Austrália e seu nome foi atribuído ao período em que esses fósseis ocorreram,  envolvendo cerca de 630 a 540 milhões de anos, no Éon Proterozóico.  Apesar de o período ser chamado de Ediacarano e eu estar falando de Ediacara, em outras regiões do mundo, tais quais Russia e China,  esses mesmos organismos foram encontrados na mesma  faixa de tempo.

O registro Ediacarano mostra evidência dos primeiros fósseis de organismos multicelulares com órgãos complexos já achados. Para a maioria dos pesquisadores da área, eles são considerados um grupo a parte, não tendo qualquer ligação com os organismos que viriam depois.

Reconstrução da biota de Ediacara

As formas registradas em rochas são vastas, incluindo anatomia discoidal, em forma de pena, outras semelhantes a medusas atuais, estruturas tubulares, e outras totalmente desconhecidas.

Registro de Dicknsonia, fóssil do Ediacariano

 
Cyclomedusa, Ediacara

Apesar de serem os primeiros metazoários (organismos com células diferenciadas), e terem dominado por um longo período de tempo, seu reinado teve fim no Proterozóico final e inicio do Camrbiano (primeiro período do Éon fanerozóico, datando cerca de 530 milhões de anos), com o surgimento de animais ainda mais complexos  – Como diria Darwin, numa competição, sobrevive aquele que é mais apto.

A vida então floresce

A explosão do Cambriano, é assim chamada, pelo surgimento abrupto de todos os filos animais que hoje existem. Nesse período, os animais já eram capazes de produzir conchas e eram mais parecidos com os animais de hoje.

Reconstrução do Cambriano

Os animais dessa época mostram formas, muitas vezes, bizarras. Entre os identificados, temos o anomalocaris, opabinia, allucigenia e wiwaxia. Esse grupo estranho não demonstra qualquer ligação com os outros filos que surgiram, levando-nos a crer que também foram extintos, como os organismos de Ediacara

O mais famoso registro fóssil desse perído foi encontrado numa região do Canadá conhecida como Burgess Shale, pelo paleontólogo Charles Walcott, em 1909. Além dos fósseis citados acima, outros invertebrados, trilobitas, esponjas, e a pikaia, o primeiro cordado que deu origem ao vertebrados, também foram encontrados na região.

Hallucigenia fóssil, Cambriano

 
Reconstrução artística do fóssil Hallucigenia

 
Opabinia, Cambriano

A explosão subta de organismos no Cambriano, sem evidências de ancestrais, foi a controvérsia que poderia ter sido a maior dor de cabeça de Darwin na teoria da Evolução. Apesar disso, há pesquisadores que defendem a idéia de um período anterior não preservado, no qual estaria a chave para este mistério.

O que sabemos sobre o começo da vida multicelular ainda pode ser meio obscuro. O que temos são evidencias químicas e traços biológicos preservados em rochas, ao contrários dos animais com esqueleto, que deixam vastos registros ósseos, e são melhor compreendidos. Sua origem e sua história ainda é motivo de discussões e controvérsias. Levantamos hipóteses, mas hipóteses não são sentenças. Cabe a nós, eternos estudantes, continuar descobrindo e constantemente acrescentar novos conhecimento à ciência.

Aguardem pelos próximos posts, e viajem pela paleontologia que não estuda somente ossos! 😀

Não só colecionadores de OSSOS! Parte I

O trabalho do paleontólogo é sem dúvidas excêntrico. Estamos sempre na ansiedade de encontrar algo novo, inédito. Quando esta façanha ocorre, nós cientistas somos capazes de mudar teorias, criar outras, e caminhar um passo a frente no conhecimento dos mistérios do Planeta.

Mas quando falo em paleontologia, “eu sou paleontólogo” sempre escuto de volta “ah você estuda dinossauros!!” Os dinossauros talvez tenham sido os animais mais incríveis que já habitaram o Planeta. Eles estão nos museus, nos desenhos, nos filmes, nos documentários e encantam tanto as crianças como os adultos. Sua imponência e o fato de não mais existirem no nosso presente, talvez sejam os atributos mais chamativos e mais fascinantes, levando algumas vezes as pessoas a descrerem de sua existência.

Mas não é pra falar de dinossauros que criei este post.

Eu sou paleontóloga, ou como meu orientador diz, estou no caminho de ser. Porém, eu não estudo plantas, não estudo dinossauros, não estudo mamíferos pré-históricos ou qualquer animal com ossos ou pele. Minha pesquisa está voltada ao estudo de construções sedimentares induzidas por cianobactérias. Isto não parece tão legal aos olhos da maioria, mas garanto que é uma vertente extremamente importante da paleontologia, como já apontado em posts anteriores. Através de outros exemplos, vou mostrar a você, caro leitor,  que não só de ossos se vive um paleontólogo!

Dividirei a temática “Não só colecionadores de OSSOS” em vários posts tratando das diferentes vertentes da paleontologia que não são conhecidos pelo público em geral, salvando-se os próprios paleontógos ou simpatizantes pela área. No próximo post, entrarei no assunto dos primeiros organismos de corpo mole que “surgiram” em uma Terra pretérita. É sensacional, aguardem! 

 

O Mapinguari não é mais uma lenda: Preguiça-gigante é encontrada viva na Amazônia!!

ATENÇÃO: Isso foi apenas uma brincadeira de 1 de Abril ;] !!


As histórias sobre o Mapinguari não são mais parte de contos de ficção e nem mais pertencem ao imaginário popular. Esse monstro gigante, de pelos castanhos, de apetite voraz e que se escondeu por muito tempo na densa e selvagem Floresta Amazônica, finalmente foi revelado.

É com muito entusiasmo e surpresa que os paleontólogos recebem essa notícia! Agora fora do escopo da Criptozoologia, a criatura provou ser, na verdade, um indivíduo ainda vivo de preguiça-gigante: uma nova espécie, provavelmente aparentada ao gênero extinto Eremotherium (Imagem à esquerda).

O animal encontrado tem cerca de 6 metros de comprimento e é um gigante frente aos seus conhecidos parentes atuais, as preguiças-arborícolas (Foto ao lado).

O até então desacreditado criptozoólogo norte-americano, Robert O’Neil, foi quem fez a descoberta. Há 10 anos ele tem pesquisado vestígios desse animal pela Floresta Amazônica e foi em março deste ano, que tirou a sorte grande.

Ele já reunia uma considerável coleção de fezes, pelos e pegadas, mas não tinha nenhuma evidência fotográfica ou filmagem.

Capturado em 2 fotografias feitas por uma “câmera-armadilha” noturna, o animal provou ser realmente o que o iminente paleontólogo Florentino Ameghino previu ainda no final do século XIX: um fóssil-vivo!

Programa da National Geographic de 2010 também chegou a realizar buscas ao Mapinguari. Os resultados, na época, foram intrigantes.

Os contornos do animal são claros nas imagens e parte de sua anatomia – já conhecida por meio de fósseis – pôde ser claramente descrita. Bob O’Neil chegou inclusive a propor um nome para nova espécie: Mapinguari amazonicus. A notícia está sendo destaque nos jornais de notícia do mundo todo, mas o artigo oficial encontra-se ainda in press na revista Science… O que pode causar problemas para Bob e seus colaboradores nos termos do periódico norte-americano. Os autores afirmam que não sabem como a notícia e as fotos vazaram para o público.

A descoberta desse animal leva os pesquisadores a crer que uma população relicta desses animais possa ainda estar completamente preservada nas entranhas da Floresta Amazônica.

Assim como aconteceu com o Celacanto (um tipo de peixe de nadadeiras lobadas), encontrado vivo depois de dado como extinto há centenas de milhões de anos, esse novo animal oferece uma oportunidade única aos paleontólogos do mundo todo: conhecer mais sobre a biologia de um grupo dado como extinto ainda no final da última glaciação Plesitocênica (há 11.000 anos). Que outros segredos a Amazônia não há de guardar?

Não deixe de ver as fotos:

Clique aqui para ver as fotos em site de jornal americano