Não só colecionadores de OSSOS! Parte I

O trabalho do paleontólogo é sem dúvidas excêntrico. Estamos sempre na ansiedade de encontrar algo novo, inédito. Quando esta façanha ocorre, nós cientistas somos capazes de mudar teorias, criar outras, e caminhar um passo a frente no conhecimento dos mistérios do Planeta.

Mas quando falo em paleontologia, “eu sou paleontólogo” sempre escuto de volta “ah você estuda dinossauros!!” Os dinossauros talvez tenham sido os animais mais incríveis que já habitaram o Planeta. Eles estão nos museus, nos desenhos, nos filmes, nos documentários e encantam tanto as crianças como os adultos. Sua imponência e o fato de não mais existirem no nosso presente, talvez sejam os atributos mais chamativos e mais fascinantes, levando algumas vezes as pessoas a descrerem de sua existência.

Mas não é pra falar de dinossauros que criei este post.

Eu sou paleontóloga, ou como meu orientador diz, estou no caminho de ser. Porém, eu não estudo plantas, não estudo dinossauros, não estudo mamíferos pré-históricos ou qualquer animal com ossos ou pele. Minha pesquisa está voltada ao estudo de construções sedimentares induzidas por cianobactérias. Isto não parece tão legal aos olhos da maioria, mas garanto que é uma vertente extremamente importante da paleontologia, como já apontado em posts anteriores. Através de outros exemplos, vou mostrar a você, caro leitor,  que não só de ossos se vive um paleontólogo!

Dividirei a temática “Não só colecionadores de OSSOS” em vários posts tratando das diferentes vertentes da paleontologia que não são conhecidos pelo público em geral, salvando-se os próprios paleontógos ou simpatizantes pela área. No próximo post, entrarei no assunto dos primeiros organismos de corpo mole que “surgiram” em uma Terra pretérita. É sensacional, aguardem! 

 

3 comentários em “Não só colecionadores de OSSOS! Parte I”

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