Bienal de Dança do Sesc de Campinas

Começou ontem, 14/09, a Bienal Internacional de Dança do Sesc, em Campinas. A programação está bem diversificada, com espetáculos, residências, lançamento de livro, conversas com criadores e ponto de encontro no fim da noite, para dançar com os bailarinos na pista de dança e trocar ideias sobres as obras coreográficas em cartaz. 

Para quem ama apreciar dança contemporânea, como eu, é uma oportunidade imperdível na cidade de Campinas, que apesar de abrigar muitos artistas, peca pela falta de programação cultural em dança.

A noite de abertura contou com o coreógrafo Salia Sanou, de Burquina Fasso. Sanou é um dos autores de referência na discussão sobre a dança contemporânea africana. No final de década de 1980 publicou um livro que leva no título o nome do campo de debate: Afrique – Danse contemporaine.

Em 2012, logo que iniciei minha pesquisa de doutorado, realizei consulta bibliográfica no Centre National de La Danse, na França, com apoio da Fapesp, e um dos títulos sobre o qual escrevi em português é o da obra de Sanou. Foi um grande prazer assistir ao espetáculo na Bienal do Sesc e poder trocar algumas palavras com o coreógrafo depois da apresentação. Ao ser perguntado, Sanou me disse que atualmente o debate em torno do tema “dança contemporânea africana” perdeu força e que a problematização das estratégias coreográficas empregadas na obras é mais importante!

Para quem se interessar em ler o texto onde apresento alguns achados sobre a discussão, pode pedir por e-mail: marilia.carneiro@alumni.usp.br

Abraços!

Marília Carneiro