Voc√™ me conhece…

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O lutador
Lutar com palavras
é a luta mais vã.
Entanto lutamos
mal rompe a manh√£.
S√£o muitas, eu pouco.
Algumas, t√£o fortes
como o javali.
N√£o me julgo louco.
Se o fosse, teria
poder de encant√°-las
Mas l√ļcido e frio,
apareço e tento
apanhar algumas
para meu sustento
num dia de vida.
Deixam-se enlaçar,
tontas à carícia
e s√ļbito fogem
e não há ameaça
e nem há sevícia
que as traga de novo
ao centro da praça.
(Carlos Drummond de Andrade in ‘Poesia Completa‘)

Disclaimer necess√°rio:

N√£o sou fil√≥logo, n√£o tenho forma√ß√£o em Letras, n√£o trabalho na √°rea. Sou apenas um leigo curioso a respeito da origem e significado das palavras, bem como sua evolu√ß√£o e rela√ß√Ķes – poder√° notar que esse vi√©s √© totalmente atribu√≠vel √† minha forma√ß√£o. Sim, sou formado em Ci√™ncias Biol√≥gicas. Mas antes que bradem: “mais um!”, quero acalmar a todos dizendo que n√£o pretendo aqui, neste Scienceblogs Brasil e sua comunidade, onde tenho a partir de agora a honra de blogar, criar e manter um blogue sobre Biologia. O SBBr est√° muito bem servido de uma equipa incrivelmente capacitada de profissionais da √°rea. At√© por isso, quando me inscrevi no concurso para novos blogues, procurei apresentar um projeto distinto: um que dissesse respeito √† etimologia de express√Ķes, n√£o necessariamente cient√≠ficas, usadas em nosso dia-a-dia ou em jarg√Ķes.

Pretendo fazer uma pesquisa decente para embasar meus textos, mas n√£o pretendo infalibilidade. Ao contr√°rio, conclamo aos leitores que sejam cr√≠ticos em rela√ß√£o √†s informa√ß√Ķes que eu apresentar neste espa√ßo (ou em qualquer outro), ali√°s, como deve ser em rela√ß√£o a qualquer outra fonte de informa√ß√£o.

Com este alerta e agradecendo imensamente √† equipa do SBBr pela oportunidade, al√©m de dar os parab√©ns aos demais novos sciblings (Amigo de Montaigne, Fernanda Poletto/Bala M√°gica, Roberto Berlinck/Quiprona – a esta altura j√° bem estabelecidos) e aos colegas tuboensa√≠stas: Aninha Arantes e ‘drn1978’, e vamos ent√£o √† primeira postagem.

Eu te conheço?

őďőĹŠŅ∂őłőĻ ŌÉőĶőĪŌÖŌĄŌĆőĹ (‘gnŇćthi seauton‘), conhece a ti mesmo, estaria inscrito sobre o port√£o de entrada do Templo de Apolo em Delfos[1]. Sua tradu√ß√£o para o latim “nosce te ipsum” inspirou incont√°veis obras. Do poema do poeta ingl√™s John Davies ,”Nosce teipsum” (“teipsum” junto), de 1599 [2], √† m√ļsica de uma improv√°vel banda italiana neo-cl√°ssica com toques de folk, Ataraxia, “Nosce te ipsum” (“te ipsum” separado), faixa do √°lbum “Ad perpetuam rei memoriam” [3].

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