Apresenta√ß√£o em P√ļblico 2

No primeiro post desta s√©rie destacamos que o ato de falar em p√ļblico pode abranger v√°rias situa√ß√Ķes, desde um bate papo com um amigo at√© uma apresenta√ß√£o formal para uma seleta plateia. Al√©m disso, falamos sobre como deve ser um processo de comunica√ß√£o eficiente.

A partir de agora vamos focar nossos posts nas apresenta√ß√Ķes formais que podem ter diferentes formatos: aulas, semin√°rios, palestras, apresenta√ß√£o de pain√©is em congressos, entre outros. Independente do formato desta apresenta√ß√£o √© fundamental que voc√™ consiga ‚Äúvender o seu peixe‚ÄĚ, ou seja, √© importante que voc√™ consiga convencer seu p√ļblico sobre a mensagem transmitida sem nenhum ru√≠do, ou pelo menos com o m√≠nimo poss√≠vel. Continue lendo…

√Č cedo para pensar em se aposentar?

Boa parte dos pesquisadores que conhecemos s√£o t√£o apaixonados pelo que fazem que pouco pensam na aposentadoria. Isto, no entanto √© um erro. Planejar sua aposentadoria n√£o significa que voc√™ odeia o que faz e est√° contando os dias para parar. Aposentar-se √© o momento no qual voc√™ poder√° escolher a que ir√° se dedicar mais. Voc√™ pode, por exemplo, pular as reuni√Ķes e as corre√ß√Ķes de provas e dedicar-se s√≥ ao laborat√≥rio, ou esquecer os relat√≥rios de presta√ß√£o de contas e passar os dias interagindo com jovens universit√°rios com uma energia contagiante.

Invista na sua aposentadoria agora ou dedique anos de pesquisa para tentar voltar no tempo. Imagem: Universal Studios

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Anonimato do revisor e revisão às cegas

O padr√£o atual das revistas √© ter revisores an√īnimos. Esse modelo √© interessante na medida que permite expor suas cr√≠ticas sem medo de repres√°lias. No entanto o modelo permite ao revisor a chamada ‚Äús√≠ndrome dos pequenos poderes‚ÄĚ, j√° que a decis√£o sobre o sucesso ou fracasso de uma pesquisa passa a depender, em certa medida, dele. Vale a pena lembrar-se que os pap√©is de revisor e autor s√£o dois que se alternam rapidamente em nossa persona acad√™mica. Gosto especialmente do site da Editorial Manager que mostra na mesma tela os trabalhos onde voc√™ aguarda o parecer de um revisor an√īnimo e os trabalhos de pessoas que aguardam o seu parecer. √Č um bom lembrete da transitoriedade desses pap√©is.

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Apresenta√ß√£o em P√ļblico

Apresenta√ß√£o em p√ļblico deixou de ser uma incumb√™ncia destinada apenas a grandes executivos, personalidades p√ļblicas ou professores e passou a ser uma atribui√ß√Ķes de qualquer profissional, independente da carreira em que atua, no entanto muitas pessoas tremem ou t√™m calafrios s√≥ de pensar na possibilidade de ter que se expor diante de uma plateia, por menor que ela seja.

Por que o microfone causa tanto medo?

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A revis√£o por pares ideal

O ingrediente principal de uma revis√£o eficiente √© a atitude, que deve ser cr√≠tica e objetiva. Fa√ßa for√ßa para se livrar de preconceitos tanto regionais, de g√™nero etc., quanto preconceitos te√≥ricos. Um pesquisador cuja carreira tem focado em duvidar do valor da reintrodu√ß√£o de fauna pode revisar um artigo advogando em favor disso, seu ponto de vista c√©tico seria inclusive valioso, desde que ele se ativesse a avaliar as evid√™ncias e interpreta√ß√Ķes apresentadas ali sem tratar como dogma que a reintrodu√ß√£o causa mais preju√≠zos que benef√≠cios.

 

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Nova série sobre revisão por pares

Poucas coisas em ci√™ncia s√£o mais frustrantes do que investir meses de trabalho de um aluno brilhante num projeto no qual voc√™ acredita, passar dias polindo o texto da melhor maneira poss√≠vel, quem sabe at√© gastar recursos pr√≥prios na tradu√ß√£o ou edi√ß√£o do texto do artigo para, ap√≥s submetido o manuscrito, receber uma revis√£o de baixa qualidade. O primeiro revisor tem uma opini√£o claramente enviesada baseada em uma interpreta√ß√£o discordante de evid√™ncias pret√©ritas, mas que nada t√™m a ver com o que seus dados mostram. O segundo revisor considera os dados desinteressantes e sem valor para aquele peri√≥dico. O terceiro tem expectativas irreais sobre os resultados que ele gostaria que voc√™ apresentasse. N√£o apenas voc√™ est√° desapontado, mas seu aluno, que precisa atender a prazos e expectativas alheias a voc√™, est√° amea√ßado. Continue lendo…

Crises e prioridades

Um dos principais empecilhos √† produtividade √© a dificuldade de definir prioridades. A√≠ est√° uma coisa que frequentemente percebemos nos cursos e palestras nos quais abordamos gerenciamento do tempo. Um pesquisador encara uma lista de itens que precisa realizar naquela semana, percebe que a somat√≥ria do tempo estimado para sua realiza√ß√£o excede em muito 40 horas de trabalho, mas n√£o consegue avaliar quais itens da lista seriam dispens√°veis. Continue lendo…

Arte da Guerra para Cientistas VII

Liderança pelo exemplo.

Liderança pelo exemplo.

Um lider verdadeiro cultiva a admira√ß√£o de seus orientandos e faz valer para si pr√≥prio as regras que imp√Ķe a todos.

Arte da Guerra para Cientistas VI

Um discurso convincente leva à vitória.

Um discurso convincente leva à vitória.

O que os antigos chamavam de um cientista inteligente era aquele que não apenas convencia, mas que se sobressaía argumentando com facilidade.

Arte da Guerra para Cientistas V

Ser√° vencedor quem:

  • souber quando disputare quando colaborar;
  • aproveitar o trabalho desde o estagi√°rio n√£o remunerado at√© o p√≥s-doc;
  • tiver sua equipe motivada em todos os n√≠veis da hierarquia;
  • estiver preparado para surpreender os concorrentes despreparados.