Revis√£o por pares e projetos de pesquisa

Mesmo projetos considerados aprovados podem ficar de fora devido a limita√ß√Ķes or√ßament√°rias (Imagem: grcorporate.com.br)

Enquanto na revisão de artigos você ajuda a decidir se um artigo será ou não publicado, a revisão de um projeto vem primeiro. Ela decidirá se um projeto de pesquisa será ou não financiado e se um aluno merece ou não uma bolsa. O papel do revisor talvez seja até mais dramático nesse ponto do que no peer-review de manuscritos.

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A nova revis√£o por pares e a internet

O que mais vem por a√≠? √Č esperar para conferir! (Imagem: grcorporate.com.br)

Novas ferramentas de avalia√ß√£o de artigo t√™m surgido seguindo a tend√™ncia da Web 2.0. Peri√≥dicos como a PLoS e mesmo a Nature t√™m oferecido um campo de coment√°rios ap√≥s todos os seus artigos online. Acompanhar essa discuss√£o entre o p√ļblico e os autores √© frequentemente muito rico para aqueles artigos de maior impacto dentro da sua especialidade. Outros t√™m dado acesso aos coment√°rios dos revisores no formato de arquivos suplementares, embora poucos leitores se interessem por acessar esse material.

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O que abordar numa revis√£o por pares?

O que o editor gostaria de saber sobre o artigo que você revisou? (Imagem: grcorporate.com.br)

Os periódicos costumam ter um formulário próprio para a avaliação de seus artigos. Em todo caso apresentamos abaixo uma lista de perguntas que podem ser abordadas na sua revisão caso você seja um iniciante ou se estiver perdido no formulário proposto pela revista.

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Revis√£o por pares e novos experimentos

Estimular a produção de novas perguntas e hipóteses é um dos fatores que define um bom artigo (Imagem: grcorporate.com.br)

Uma pr√°tica atualmente comum, que inclusive integra o protocolo de revis√£o de diversas revistas, √© sugerir novos experimentos ao autor (Ploegh, 2011). Sugest√Ķes dessa natureza frequentemente ocorrem em artigos rejeitados, mas com a possibilidade de serem ressubmetidos. Isso √© frustrante.

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E por que voc√™ se sobrecarrega de revis√Ķes?

Esses tempos um de n√≥s estava assoberbado por um n√ļmero impratic√°vel de revis√Ķes e pareceres num prazo estreito. Ficamos pensando em como t√≠nhamos chegado √†quele ponto e lembramos de um texto antigo. Retiramos do extreme reviewing o texto que se segue.

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Por que recusar uma revis√£o por pares

Às vezes somos obrigados a recusar prestar esse serviço à ciência e temos que rejeitar um pedido de revisão de um editor. Bons referees são raros e um dos principais fatores complicadores para corpos editoriais de periódicos, portanto, seja generoso. Em todo caso, o que justificaria uma recusa de revisão?

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Anonimato do revisor e revisão às cegas

O padr√£o atual das revistas √© ter revisores an√īnimos. Esse modelo √© interessante na medida que permite expor suas cr√≠ticas sem medo de repres√°lias. No entanto o modelo permite ao revisor a chamada ‚Äús√≠ndrome dos pequenos poderes‚ÄĚ, j√° que a decis√£o sobre o sucesso ou fracasso de uma pesquisa passa a depender, em certa medida, dele. Vale a pena lembrar-se que os pap√©is de revisor e autor s√£o dois que se alternam rapidamente em nossa persona acad√™mica. Gosto especialmente do site da Editorial Manager que mostra na mesma tela os trabalhos onde voc√™ aguarda o parecer de um revisor an√īnimo e os trabalhos de pessoas que aguardam o seu parecer. √Č um bom lembrete da transitoriedade desses pap√©is.

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A revis√£o por pares ideal

O ingrediente principal de uma revis√£o eficiente √© a atitude, que deve ser cr√≠tica e objetiva. Fa√ßa for√ßa para se livrar de preconceitos tanto regionais, de g√™nero etc., quanto preconceitos te√≥ricos. Um pesquisador cuja carreira tem focado em duvidar do valor da reintrodu√ß√£o de fauna pode revisar um artigo advogando em favor disso, seu ponto de vista c√©tico seria inclusive valioso, desde que ele se ativesse a avaliar as evid√™ncias e interpreta√ß√Ķes apresentadas ali sem tratar como dogma que a reintrodu√ß√£o causa mais preju√≠zos que benef√≠cios.

 

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