De volta ao laboratório

Mesmo que o √ļltimo laborat√≥rio que voc√™ tenha entrado se pare√ßa com isso, voc√™ ser√° sempre bem vindo de volta. (Imagem: gstatic.com)

Por diversos motivos, pessoas se afastam da ciência todos os anos. Uma crise familiar, a decisão de ter um filho, desejo de experimentar uma carreira diferente, entre diversos outros, são motivos convincentes para deixar a carreira acadêmica.  Muitas dessas pessoas pensam em voltar algum tempo depois, mas realizar essa ideia é uma tarefa frequentemente intimidante. Voltar a um laboratório povoado por jovens quando já se passou dessa faixa etária pode te fazer sentir desconfortável, mas as barreiras são geralmente mais imaginárias que reais. Um pesquisador principal dificilmente se importará em ter um membro mais velho na equipe. Aliás, a diversidade de histórias de vida e experiências tem se mostrado uma poderosa ferramenta na constituição de laboratórios produtivos e originais. Aproveite os prós da sua condição de sênior: ter uma visão de mundo mais realista (e menos ansiosa) e ter experiências de vida mais diversas. Você será bem vindo de volta.

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Apresenta√ß√£o em P√ļblico 4

A Estrutura da Apresenta√ß√£o em P√ļblico pode determinar seu sucesso ou seu fracasso diante de uma plateia.

Assim como no planejamento do conte√ļdo, tratado no √ļltimo post, o planejamento da estrutura da apresenta√ß√£o ainda n√£o deve ser feito no computador. Experimente utilizar um guardanapo de papel. Neste guardanapo voc√™ dever√° definir as principais partes da sua apresenta√ß√£o, quais os principais t√≥picos ou slides abordados em cada parte. Aten√ß√£o: n√£o √© para desenhar os slides no guardanapo, √© apenas para listar aquilo que posteriormente ser√° mostrado na sua apresenta√ß√£o, por enquanto ainda estamos falando da estrutura! Continue lendo…

Revis√£o por pares e projetos de pesquisa

Mesmo projetos considerados aprovados podem ficar de fora devido a limita√ß√Ķes or√ßament√°rias (Imagem: grcorporate.com.br)

Enquanto na revisão de artigos você ajuda a decidir se um artigo será ou não publicado, a revisão de um projeto vem primeiro. Ela decidirá se um projeto de pesquisa será ou não financiado e se um aluno merece ou não uma bolsa. O papel do revisor talvez seja até mais dramático nesse ponto do que no peer-review de manuscritos.

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A nova revis√£o por pares e a internet

O que mais vem por a√≠? √Č esperar para conferir! (Imagem: grcorporate.com.br)

Novas ferramentas de avalia√ß√£o de artigo t√™m surgido seguindo a tend√™ncia da Web 2.0. Peri√≥dicos como a PLoS e mesmo a Nature t√™m oferecido um campo de coment√°rios ap√≥s todos os seus artigos online. Acompanhar essa discuss√£o entre o p√ļblico e os autores √© frequentemente muito rico para aqueles artigos de maior impacto dentro da sua especialidade. Outros t√™m dado acesso aos coment√°rios dos revisores no formato de arquivos suplementares, embora poucos leitores se interessem por acessar esse material.

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Apresenta√ß√£o em P√ļblico 3

Dando continuidade ao nosso √ļltimo post, digamos que voc√™ tenha sido convidado para fazer participar de uma mesa redonda no congresso mais importante da sua √°rea, para fazer uma apresenta√ß√£o oral num simp√≥sio importante, vai fazer a defesa da sua disserta√ß√£o de mestrado ou simplesmente quer dar uma boa aula ou fazer uma boa apresenta√ß√£o de um trabalho naquela disciplina que est√° pendurado em nota. Voc√™ se sente preparado? Sabe o que fazer? Continue lendo…

O que abordar numa revis√£o por pares?

O que o editor gostaria de saber sobre o artigo que você revisou? (Imagem: grcorporate.com.br)

Os periódicos costumam ter um formulário próprio para a avaliação de seus artigos. Em todo caso apresentamos abaixo uma lista de perguntas que podem ser abordadas na sua revisão caso você seja um iniciante ou se estiver perdido no formulário proposto pela revista.

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Revis√£o por pares e novos experimentos

Estimular a produção de novas perguntas e hipóteses é um dos fatores que define um bom artigo (Imagem: grcorporate.com.br)

Uma pr√°tica atualmente comum, que inclusive integra o protocolo de revis√£o de diversas revistas, √© sugerir novos experimentos ao autor (Ploegh, 2011). Sugest√Ķes dessa natureza frequentemente ocorrem em artigos rejeitados, mas com a possibilidade de serem ressubmetidos. Isso √© frustrante.

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Suzana e o Ponto Facultativo

Na sexta-feira passada a Prof. Suzana Herculano-Houzel, uma excelente cientista e divulgadora da ciência, publicou em sua página no Facebook um desabafo sobre o comportamento da equipe que trabalha em seu laboratório. Segundo ela, dos 14 membros da equipe, todos os dez brasileiros enforcaram o feriado e todos os quatro estrangeiros estavam trabalhando. Como o texto está cheio de pontos polêmicos relacionados à gestão da carreira acadêmica, resolvemos discutir aqui o assunto.

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E por que voc√™ se sobrecarrega de revis√Ķes?

Esses tempos um de n√≥s estava assoberbado por um n√ļmero impratic√°vel de revis√Ķes e pareceres num prazo estreito. Ficamos pensando em como t√≠nhamos chegado √†quele ponto e lembramos de um texto antigo. Retiramos do extreme reviewing o texto que se segue.

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Por que recusar uma revis√£o por pares

Às vezes somos obrigados a recusar prestar esse serviço à ciência e temos que rejeitar um pedido de revisão de um editor. Bons referees são raros e um dos principais fatores complicadores para corpos editoriais de periódicos, portanto, seja generoso. Em todo caso, o que justificaria uma recusa de revisão?

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