Físico freelancer? Astrônomo autônomo?

Quer mandar o instituto, a universidade, a agência financiadora e o editor de periódico para o inferno e fazer a sua pesquisa científica com liberadade total? Pergunte ao físico surfista Garrett Lisi como ele consegue.

Radicado em Maui, Havaí, Lisi não pertence a nenhuma universidade e publica seus artigos no ArXiv, sem submetê-los a nenhum periódico. Banca sua pesquisa em física teórica com de bolsas de fundações privadas, como Theiss Research, FQXi e Sub Meta.

Em entrevista publicada na Seed Magazine, Lisi diz que, após seu doutorado, se afastou do mundo acadêmico tradicional, por se interessar em unificar a relatividade geral com a teoria quântica de campos, mas preferir uma abordagem diferente da teoria das supercordas, predominante nos institutos de física. Lisi reclama também dos preços exorbitantes dos periódicos científicos e defende um novo sistema de publicação por pares, colaborativo, sem atravessadores, via internet. O físico, que foi destaque na imprensa ano passado por conta da propaganda exagerada sobre a sua “teoria de tudo”, sonha em criar no futuro uma rede de “Science Hostels”–mistos de pousada e instituto de pesquisa, para cientistas viverem e trabalharem nos lugares mais bonitos da Terra.

Autônomos como Lisi, existem aproximadamente 200 astrônomos “freelancers” nos EUA, segundo reportagem do site Nature Jobs. Esses astrônomos trabalham em casa, sem vínculo nenhum com universidades. Para conseguirem bolsas de estudo da Nasa e da NSF, se filiam a organizações como o Space Science Institute e o Planetary Science Institute, dedicadas a gereciar os pedidos de bolsas de pesquisadores independentes. Um arranjo desses só é possível nos EUA.

A vida de freelancer tem suas vantagens (mais liberdade na pesquisa e mais tempo com a família) mas não é um mar de rosas. Sem uma universidade por trás, fica difícil o acesso aos observatórios e a estudantes de pós-graduação para orientar.

Discussão - 1 comentário

  1. Desiree disse:

    A proposta do Lisi soa meio sociedade alternativa, né? Mas parece boa porque, teoricamente, os cientistas teriam mais liberdade e mais espaço para trabalhar. Além disso, ia ser bom demais se esses science hostels fossem abertos a pessoas comuns. Eu iria demais!

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