Brinquedos científicos divertem crianças e adultos

Tim Rowett coleciona artefatos que fazem você dizer “uau!” e depois se perguntar “como é possível?”. Em sua coluna na edição de janeiro da Physics World, Robert Crease descreve os brinquedos da coleção de Rowett:

Cada um deles tem uma ordem oculta que, embora familiar, se revela de maneira inesperada e aparentemente mágica. Seu brinquedos nos permitem apreciar a ordem bem como a mágica. LINK


Rowett vende esses brinquedos em sua loja online Grand Illusions. A maioria garante no mínimo uma diversão momentânea. Um deles, porém, chega a ser assustador, porque demonstra como nosso cérebro constrói a realidade a partir de nossos sentidos. Trata-se da “face vazia”, nada mais do que o lado interior de uma máscara em revelo. Veja Rowett demonstrando a ilusão neste vídeo:

Rowett explica a Crease que as crianças não precisam de alta tecnologia, elas querem coisas que possam tocar. Os adultos também.

Tenho em casa um brinquedo científico, “um pião magnético”, um simples tetraedro formado por quatro bolinhas de metal, ligadas entre si por seis pequenos cilindros imantados, que ganhei de brinde em uma visita à tenda do Nanoaventura, no Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Se estou aborrecido, sou capaz de passar meia hora brincando com ele, girando o pião e experimentando montar as bolinhas e os imãs de maneiras diferentes.
 
Está ai uma vantagem dos brinquedos científicos sobre os demais: eles fascinam tanto as crianças quanto os adultos. Pais e filhos podem brincar juntos sem aborrecer um ao outro.

Sem explorar, experimentar, desmontar e montar, o cérebro das crianças não se desenvolve e o dos adultos atrofia. Contra isso, esqueça a televisão e o computador. Passar o dia inteiro assistindo os DVDs do Baby Einstein não funciona, nem os videogames para exercitar a mente na terceira idade.

Ironicamente, parece que
o vício de lamber tela pode ser combatido por ele próprio, garante o guru geek Mark Frauenfelder em um ensaio recente. Ele afirma que, graças à internet e a um punhado de entusiastas, estamos vivendo uma renascença do fascínio por experimentos científicos caseiros.

Um exagero, claro, mas que dá o que pensar.

Quando a diversão das demonstrações científicas escapará do círculo das peregrinações escolares ao Show da Física da USP  ou ao Show de Física da Unesp? Voltarão essas demonstrações a serem ocasiões de prestígio social como eram  as concorridíssimas aulas de ciência de Natal de Michael Faraday na Londres vitoriana? Ou, sendo ainda mais radical, será que participar com um projeto em uma “feira de ciências” vai deixar de ser um rito de passagem para se tornar um hábito para o resto da vida?

Discussão - 4 comentários

  1. eliz disse:

    Meu filho de 8 anos gostaria muito de ganhar um brinquedo do tipo Alquimia (Grow), mas parece que não existe mais à venda. Você teria alguma alternativa para me sugerir? Obrigada.

  2. Eu, particularmente, não estimulo a compra de “brinquedo científico” pronto! Se você conseguir para seu filho, desta faixa etária (meu filho começou com 2 anos, um cantinho só dele, com uma mesa tipo bancada, ferramentas, sucatas devidamente selecionadas, madeira, parafusos, etc.³, com certeza seu filho a agradecerá pelo restante da vida.
    Minha argumentação básica reside no site Feira de Ciências, com mais de 3000 páginas e +50000 acessos/dia.
    Fazer, manusear, reproduzir fenômenos básicos, imergir no mundo da ciência é mais salutar que “comprar pronto”!
    Sorry.
    Léo

  3. nilsa moretti disse:

    Boa noite. Vocè poderia me ajudar? Quero dar de presente para meu neto de 10 anos um microscopio.Você sabe onde posso comprar um? Obrigada pela ajuda Nilsa

  4. Michelly disse:

    Oiee .. Você saberia onde posso comprar um mirascope 3D no Brasil?
    Preciso de um urgente !
    Obrigada !

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