TSE comete erros astronômicos nas eleições municipais

A Gabriela “Bia” Pereira, do blog Mercado&Malagueta, é astrônoma amadora, membro do Clube de Astronomia de São Paulo. Em seu perfil no Facebook, a Bia chamou atenção para a quantidade de erros absurda dessa propaganda do TSE. Vocês conseguem perceber quais são os erros?

Se o rapaz quisesse mesmo obervar o céu, teria ficado contente do lampião ter apagado! Assim, sua pupila dilataria para enxergar no escuro, ficando mais sensível à luz dos corpos celestes. E o que era aquilo que passou pelo céu? Um cometa não poder ser–passou rápido demais. Também não pode ser um meteorito–passou devagar demais. Esses são apenas alguns dos erros.

Mas em um coisa o reclame do TSE tem razão: Não dá para perder a oportunidade de fazer história nessas eleições municipais.

Reflita bem antes de votar, por exemplo, sobre as seguintes informações do Projeto Excelências, da ONG Transparência Brasil, que o Tom Alvarenga me repassou:

“Mais de 91% da atividade dos vereadores de São Paulo é irrelevante
para a cidade”

De um total de 3.021 projetos apresentados entre 2005 e 2008 pelos vereadores
que se encontram em exercício na Câmara Municipal paulistana, 892 foram
aprovados; destes, apenas 206 se referiam a assuntos com impacto concreto
sobre a vida e a administração da cidade. Os demais ou não foram aprovados
ou, se aprovados, diziam respeito a homenagens, fixação de datas
comemorativas e outros assuntos irrelevantes.

A média de produtividade relevante dos vereadores foi de apenas 8,6%. Isso
significa que a taxa média de improdutividade da Casa é de 91,4% de projetos
produzidos pelos vereadores que não tiveram impacto algum sobre a vida da
cidade.

Fechando a atenção sobre as 892 proposições aprovadas, as 206 relevantes
corresponderam a 23% desse conjunto. Os demais 77% (686 projetos) tratavam
de assuntos inúteis para a coletividade.


Discussão - 2 comentários

  1. João Carlos disse:

    Eu nem culpo tanto os Vereadores… A verdade é que o sistema de administração pública do Brasil é um reles “upgrade” do velho sistema Monarco-absolutista herdado do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve. Tudo vem “de cima para baixo”, a começar e principalmente pela arrecadação de impostos.
    Outra “modesta proposta” minha: toda os impostos deveriam ser cobrados em âmbito municipal. Os municípios pagariam 30% de sua arrecadação para os governos Estaduais e estes, por sua vez, 30% de sua arrecadação para o governo Federal.
    Quem tem “os cordões da bolsa” tem o poder. E eu prefiro que esse poder seja exercido por um safado corrupto daqui mesmo, que eu posso vigiar mais de perto, do que um outro escondido nos labirintos de Brasília.

  2. Obrigada, Igor, pela divulgação da astronomia por este artigo.
    Realmente a falta de conhecimento sobre astronomia das pessoas em geral é o maior motivo de fazermos (o CASP e eu) questão de trabalhar muito a favor da primeira ciência que todo mundo toma gosto na terna infância. Afinal, quem nunca olhou a Lua com certa admiração?

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