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Concurso de Paleoarte: A Paleontologia do Nordeste

Concurso de Paleoarte

Os Colecionadores de Ossos têm a honra de anunciar o equivalente ao II CAP (Concurso de Arte Paleontológica) do Brasil!
Nossa equipe, junto com os organizadores da Paleo NE (Reunião anual de Paleontologia do Nordeste) e o apoio de outros paleontólogos e paleoartistas nacionais, abrimos hoje as inscrições para o “Concurso de Paleoarte: A Paleontologia do Nordeste”. 
O concurso procura exaltar as grandes contribuições da região Nordeste do Brasil para a paleontologia nacional e também incentivar novos talentos e promover paleoartistas em início de
carreira.

As regras e a ficha de inscrição para o concurso já estão disponíveis no site do evento!
São duas categorias de inscrição: Iniciante e Profissional. O tema do concurso é a Paleontologia do Nordeste.

-SOMENTE PODERÃO PARTICIPAR DO CONCURSO CANDIDATOS RESIDENTES NO BRASIL-

Leia atentamente as regras, preparem suas obras e inscrevam-se!

Regulamento e ficha de inscrição disponíveis no site: http://paleonordeste.com.br/concurso-paleoarte/ 

Projeto PaleoJr: Paleontologia para a Educação Básica

Olá seguidores do Colecionadores de Ossos! Seguindo no eixo de postagens relacionadas a divulgação científica, trago a vocês mais uma contribuição! Só que dessa vez o projeto de divulgação não está relacionado à um projeto de campo ou ao resultado de trabalhos científicos. Desta vez veremos o relato de um projeto de divulgação feito pelo Laboratório de Mastozoologia da UNIRIO, cujo foco era a educação infantil! A divulgação paleontológica é uma forte ferramenta para encantar e motivar o nascimento de novos pesquisadores, mas, além disso,  criar uma consciência nas crianças de hoje sobre a importância da ciência para o dia-a-dia e sua vida! Com vocês o relato da Dra. Dimila Mothe!


Ensinar conceitos relacionados à Biologia e Geologia para o público infantil é essencial para despertar a atenção, curiosidade e compreensão inicial sobre os processos naturais que nos cercam. Para tal, é importante realizar divulgação clara e objetiva, com o uso de linguagem acessível e didática, para que a dinâmica e o aspecto recreativo da atividade não se perca. O Projeto PaleoJr (PPJr) foi criado quando Eduardo, um menino de 5 anos muito apaixonado por Jurassic Park e paleontologia, juntamente com sua mãe, contactaram o Núcleo RJ/ES com um pedido inegável: uma conversa entre um paleontólogo do Rio de Janeiro e Eduardo, que tinha muitas perguntas sobre a paleontologia e os dinossauros! Assim, a equipe do Laboratório de Mastozoologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, coordenado pelo Dr. Leonardo Avilla e Dra. Dimila Mothé, se reuniu, contando com a colaboração de alunos de graduação e pós-graduação, e idealizou o “Projeto Paleo Jr”, com os objetivos de apresentar o estudo de fósseis e biodiversidade pretérita a crianças na faixa etária de 4 e 7 anos, em uma abordagem lúdica e didática, propiciando experiências comuns à vida de um paleontólogo.
Apesar do curto tempo entre o primeiro contato e o grande dia de pôr em prática o Projeto, organizou-se uma série de atividades sobre Paleontologia e como ser paleontólogo. Contou-se com a colaboração dos alunos do Laboratório de Mastozoologia na organização e produção das atividades (que envolveu planejamento e execução de pesquisa, trabalho artesanal, montagem da programação, confecção de uniformes e de “kits paleontólogo”) e do paleoartista equatoriano Pablo Lara, criador do logotipo desse projeto (uma ilustração de um filhote do proboscídeoNotiomastodon platensis com uma lupa e chapéu de paleontólogo, que em breve terá o seu nome escolhido em um concurso cultural – Figura 1). Contou-se também, para a realização deste projeto, com o suporte da FAPERJ, através da bolsa “Cientista do Nosso Estado” concedida ao Prof. Dr. Leonardo Avilla.

Figura 1 - Logo do Projeto Paleo Jr, um filhote simpático e curioso do mastodonte sul-americano Notiomastodon platensis.
Figura 1 – Logo do Projeto Paleo Jr, um filhote simpático e curioso do mastodonte sul-americano Notiomastodon platensis.

Foram conduzidas diversas atividades, sendo a primeira delas uma “linha do tempo” feita de tecido (Figura 2), com cerca de 40m de comprimento, na qual faixas de tecidos de diferentes cores e tamanhos foram unidas de acordo com a coluna estratigráfica  (aproximadamente Cenozóico em amarelo, Mesozóico em azul, Paleozóico em verde e Pré-Cambriano – Proterozóico, Arqueano e Hadeano – em vermelho). Nesta grande linha do tempo, as crianças participantes do Projeto Paleo Jr, Eduardo e Caio, aprenderam e exercitaram os conceitos de tempo, antiguidade, origem da vida e extinção, uma vez que a atividade consistia em “posicionar” no tempo uma série de elementos (fotografias), como uma cidade moderna, homem das cavernas, mamutes, pirâmides do Egito, múmias, pterossauros, dinossauros, trilobitas, vulcões gigantes e microorganismos.

Grande linha do tempo trabalhada com as crianças participantes do Projeto Paleo Jr.
Figura 2 – Grande linha do tempo trabalhada com as crianças participantes do Projeto Paleo Jr.

Ainda, um grande quebra-cabeças ilustrado exemplificou o processo de formação dos fósseis (Figura 3), trazendo imagens de processos naturais do ciclo da matéria orgânica e ainda dos processos bioestratinômicos e fossildiagenéticos. Neste momento, cada criança participante ganhou um “kit paleontólogo” que contou com uma bolsa de campo, pá, peneira, pincel e bandeja, preparando-os para a atividade que mais trouxe empolgação e experiência paleontológica: a “escavação”, realizada em uma piscina inflável repleta de areia lavada e seca, com partes desmontadas de dinossauros de madeira de baixa densidade (mdf) cobertos por porcelana fria (pasta de biscuit em duas cores diferentes, para distinguir os dois “indivíduos” soterrados – Figura 4). Conforme encontradas pelas crianças as peças foram “preparadas”, sendo limpas (removendo-se a areia/sedimento com a ajuda de um pincel), identificadas (coluna vertebral, crânio, membros anteriores, posteriores, bacia e cauda – Figura 5) e montadas, formando o dinossauro completo, que cada participante pôde levar consigo para casa como recordação deste dia único. Não é preciso dizer que encontrar o seu primeiro dinossauro (mesmo que réplica) foi o ápice do dia para as crianças participantes do Projeto PaleoJr que ficaram extasiados com a experiência! Além disso, foi um momento extremamente gratificante e comovente para a equipe do Laboratório de Mastozoologia: colaborar com o aprendizado de crianças tão interessadas na paleontologia (Figura 6)!

Figura 3 - Caio (5 anos, esquerda) e Eduardo (5 anos, direita) montando o quebra-cabeças do processo de formação dos fósseis.
Figura 3 – Caio (5 anos, esquerda) e Eduardo (5 anos, direita) montando o quebra-cabeças do processo de formação dos fósseis.
Figura 4 - Eduardo com um dos dinossauros de mdf e porcelana fria, ainda desmontado e com “sedimento”, recém-coletado
Figura 4 – Eduardo com um dos dinossauros de mdf e porcelana fria, ainda desmontado e com “sedimento”, recém-coletado.
Figura 5 - Caio concentrado na limpeza e identificação dos “espécimes” encontrados.
Figura 5 – Caio concentrado na limpeza e identificação dos “espécimes” encontrados.
Figura 6 - Idealizadores e participantes do Projeto Paleo Jr do Laboratório de Mastozoologia da UNIRIO (sentido horário: Dr. Leonardo Avilla, Karol de Oliveira, Dra. Dimila Mothé, Eduardo, Caio, Alline Rotti e Sabrina Belatto)!
Figura 6 – Idealizadores e participantes do Projeto Paleo Jr do Laboratório de Mastozoologia da UNIRIO (sentido horário: Dr. Leonardo Avilla, Karol de Oliveira, Dra. Dimila Mothé, Eduardo, Caio, Alline Rotti e Sabrina Belatto)!

Os conceitos científicos ensinados neste dia, bem como as habilidades trabalhadas durante as atividades do Projeto Paleo Jr, como organização, pensamento crítico, atenção, capacidade de dedução, coordenação motora, entre outras, estão presentes na vida diária dos cidadãos e são extremamente importantes para o desenvolvimento pessoal, educacional e social de qualquer indivíduo. Sendo a Paleontologia uma área da ciência que está em constante expansão e renovação de seu conteúdo (com novas interpretações e achados inéditos sobre a vida pretérita surgindo frequentemente), é essencial que haja diálogo simples (Figura 7), direto e proveitoso com o público, para que a sociedade conheça o que tem sido feito no âmbito científico em seu país e reconheça sua aplicabilidade e importância na geração de conhecimento. Desta forma, aumenta-se o interesse geral e identificação pela ciência, e incentiva-se a criação ou ampliação de uma cultura científica como um todo. O conhecimento científico, em seus diversos aspectos, permeia a vida de todos, e poucas pessoas se dão conta que os mesmos processos naturais que ocorrem atualmente no planeta já ocorriam há milhões de anos, influenciando e impactando a vida de organismos tão complexos quanto nós, seres humanos, quanto de dinossauros, trilobitas e tantos outros que já “reinaram” na Terra. Visto o sucesso desta experiência do Projeto Paleo Jr, a proposta agora em diante é dar prosseguimento ao Projeto, aprimorando as atividades e as expandindo para outras faixas etárias, como forma de incentivar o conhecimento e a paixão dos futuros paleontólogos brasileiros!

Figura 7 - Conversa entre o presente e o futuro: Eduardo esclarece dúvidas e faz perguntas (sobre dinossauros, claro!) para o Prof. Leonardo Avilla.
Figura 7 – Conversa entre o presente e o futuro: Eduardo esclarece dúvidas e faz perguntas (sobre dinossauros, claro!) para o Prof. Leonardo Avilla.

Foto DimilaDra. Dimila Mothé
Formação: Bióloga, Mestre e Doutora em Zoologia (subárea Paleozoologia) pelo Museu Nacional/UFRJ.
Áreas de Estudo: Sistemática, Evolução e Paleoecologia de mamíferos fósseis, principalmente mastodontes, mamutes e elefantes (proboscídeos). 
Atualmente bolsista de Pós-Doutorado Jr (CNPq) e coordenadora do Laboratório de Mastozoologia da UNIRIO.

Feliz Aniversário com arte!! – Anunciamos o I Concurso de Arte Paleontológica dos Colecionadores de Ossos

Há exatamente 3 anos atrás esse blog surgiu de uma ideia mirabolante… um pouco incerta e um tanto tímida. Ninguém disse que divulgar ciência seria fácil… ainda mais a Paleontologia! Falar de coisas estranhas, tempos longínquos, monstros inimagináveis – muito além dos dinossauros – , tudo isso parecia coisa de louco. Mas, imagine só, nos ouviram!

Nossos 3 anos de existência podem parecer insignificantes perante a grandiosidade do tempo que sempre abordamos aqui, mas eles foram absolutamente marcantes. Aprendemos muito e amadurecemos o jeito de observar a nossa própria ciência. Retirá-la o trato frio do cientista para o calor do público, nos ensinou bastante.

“Divulgar a ciência – tentar tomar os seus métodos e descobertas acessíveis aos que não são cientistas – é o passo que se segue natural e imediatamente. Não explicar a ciência me parece perverso. Quando alguém está apaixonado, quer contar a todo o mundo (p. 42, Sagan, 2006 – O Mundo Assombrado pelos Demônios).”

Parabéns para toda equipe dos Colecionadores de Ossos, para todos aqueles que nos deram suporte e ajudaram o projeto se realizar e principalmente aos nossos seguidores. Parabéns nesta data querida!!!!
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Aproveitando esse dia especial, oficialmente lançamos o nosso I CONCURSO DE ARTE PALEONTOLÓGICA!!

I CAPCO_2

Afinal, o que seria da divulgação paleontológica se não fossem os profissionais da Paleoarte ??(leia sobre Paleoarte AQUI)

Procurando exaltar a importância desses grandes artistas e profissionais, decidimos criar este evento de forma a ampliar sua voz e mostrar seu trabalho. Ao longo os próximos meses vocês acompanharão a evolução do concurso e poderão conhecer mais sobre a incrível arte de dar vida ao passado.

Renomados paleoartistas brasileiros estarão na banca de jurados e o público também vai participar! Os paleoartistas poderão concorrer em diferentes categorias e todos receberão certificado de participação. Os prêmios serão em breve divulgados, juntamente com as regras gerais do concurso. Haverão muitas surpresas!! Fiquem atentos ao blog  para as instruções de como participar.

O tema é: Paleontologia Brasileira !!

Até breve!

>A Arte Contemporânea na Paleontologia

>

Um estilo requintado de arte que mistura conhecimento paleontológico, muita criatividade e talento!

Para quem gosta de arte, este é um prato cheio. Nada clássico, mas sim inovador!
Para ser criativo não há necessidade de usar tintas caras, argilas refinadas, mármore italiano ou madeiras tropicais de boa cepa. Com um material tão singelo, como o arame, podem ser criadas obras de arte finas e bastante elegantes.
A arte na paleontologia tem diversas facetas. Desde os desenhos tradicionais, que buscam a reconstrução exata de animais extintos, baseados em técnicas geralmente clássicas, até a arte para pura apreciação e entreterimento. Feitas com a atenção científica de um estudante de paleontologia, a moderna arte das esculturas de arame de Tito Aureliano vem diversificar o espectro de perfis de arte paleontológica. No Brasil, elas quebram o paradigma do classicismo e inovam de maneira bastante original o que se conhece de arte na paleontologia.
A fim de divulgar a arte de nosso colega, apresentamos hoje para vocês: A Paleoarte Contemporânea de Tito Aureliano!

Colecionadores: Tito, como você descreve a sua arte?

Tito: O que produzo são peças metálicas de diversos tamanhos, que representem animais extintos em suas atividades – corrida, caça, nado e voo -, priorizo o seu movimento e gosto de brincar com o equilíbrio. Tenho com o arame a liberdade artística, porém não desvirtuo-me das características reais dos animais que os Paleontólogos reconstroem.

Colecionadores: Quando você teve essa idéia?
Tito: Comecei a confeccionar esculturas metálicas quando tinha 8 anos de idade. Tinha costume de fazer meus próprios brinquedos utilizando sucata e material reutilizável no lixo da vizinhança. Um daqueles dias eu encontrei um bolo de arame enferrujado e criei meu primeiro dinossauro metálico. Desde então nunca parei de desenvolver peças cada vez mais complexas. Atualmente, há esculturas minhas com paleontólogos, colecionadores e apreciadores de vários países – entre eles Brasil, México, Estados Unidos e Alemanha.

Colecionadores: Você tem um objetivo e/ou público alvo?
Tito: O objetivo é inspirar, divulgar e entreter aqueles que apreciam arte e gostam de paleontologia. Não interessa a idade ou formação. Tanto profissionais da área se interessam, como crianças e o público geral. O paleontólogo quer ter seu mascote de estudo e a criança vê na criatividade, a diversão. As peças são flexíveis, mas muito resistentes, então não precisam ser uma arte de estante, são também manipuláveis.

Colecionadores: Qual o preço médio de uma escultura?
Tito: Varia muito. Depende do tamanho e da complexidade. Esculturas menores geralmente custam entre R$15 e 25, médias entre R$30 e 40 e as maiores desde R$ 50-60 até R$120. Utilizo o dinheiro que consigo com as vendas para financiar meus estudos e realizar expedições com colegas do corpo acadêmico em busca de novos fósseis. A arte vem da alma, assim como a paixão por paleontologia. Procuro unir as duas. Podem ser caminhos difíceis, mas a recompensa pessoal, essa, não tem preço.

Que paleontólogo não gostaria de ter o seu objeto de estudo estilizado para enfeitar o laboratório? É um bom presente para os colegas! E que tal presentear o sobrinho com um de seus dinossauros favoritos? Tito faz esculturas por encomenda e envia para todo o Brasil. Basta entrar em contato pelo e-mail titossauro@gmail.com.
Clique AQUI ou visite a galeria de Tito AQUI para ver mais algumas de suas esculturas. Ou você pode ainda visitar o site pessoal dele (http://titossauro.com).

Tito confecciona toda uma miríade de animais extintos, não somente dinossauros. Os últimos sem dúvidas fazem muito sucesso, mas ele já modelou também répteis marinhos, pterossauros, mamíferos e invertebrados.