Conserve primeiro, pesquise depois

Essa é a opinião do ecólogo Daniel Janzen, da Universidade da Pensilvânia (EUA), um dos principais responsáveis pela economia sustentável da Costa Rica, baseada na preservação da biodiversidade do país.

Mandei um email para o Janzen, enquanto preparava minha reportagem sobre as frutas brasileiras que os mamíferos gigantes pré-históricos deviam comer.A reportagem focaliza uma pesquisa inspirada em um artigo de Janzen de 1982, que é uma beleza de ler, só pelo estilo (se todos os artigos científicos fossem escritos assim, eu voltava a ser cientista…).

Fiz ao Janzen a seguinte pergunta: O que podemos aprender do estudo da origem ancestral dos mecanismos de dispersão de semente que possa ajudar a conservar ecossistemas ameaçados?

A resposta dele é um verdadeiro discurso, que infelizmente não tive espaço para incluir na reportagem. Aqui está, na íntegra, traduzido por mim: CONTINUE LENDO

Restos de lipoaspiração tratam distrofia muscular de camundongo

Esta é uma versão pré-editada da minha reportagem publicada pela Folha, ontem.

Quando a bióloga Natássia Vieira decidiu fazer uma lipo, não imaginava que assinaria seis anos mais tarde um artigo científico na revista “Stem Cells” com dez pesquisadores, incluíndo Vanessa Brandalise, a sua cirurgiã plástica.

Preocupada com sua lipoaspiração, em 2002, Vieira lia sobre o assunto quando descobriu que um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles havia encontrado células-tronco no meio das células do tecido de gordura que existe, em maior ou menor quantidade, debaixo da pele dos seres humanos.

Células-tronco são capazes de se transformar em praticamente qualquer tipo de tecido do corpo humano e são justamente a especialidade da orientadora do doutorado de Vieira, Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo.

Zatz, Vieira e Brandalise iniciaram então um trabalho com células-tronco de gordura humana com o objetivo a longo prazo de criar uma terapia para tratar as distrofias musculares progressivas. CONTINUE LENDO

A vida por um nariz

O olfato talvez seja o sentido mais maltratado pela modernidade, depois da audição (sobre a negligência com a audição veja esta aula do maestro Daniel Barenboim). Cheiros desagradáveis de produtos de limpeza, de aparelhos de ar condicionado sujos e de fumaça de automóveis predominam na paisagem olfativa que percebem os poucos habitantes de São Paulo com o nariz descongestionado.

Que a situação é terrível para a memória dos paulistanos, dá para concluir da reportagem “Nariz, uma Máquina do Tempo Emocional”, de Natalie Angier, do New York Times, sobre o Simpósio Internacional sobre Olfatação e Paladar , que aconteceu em julho, em San Francisco, Califórnia. Segundo Angier, pesquisadores estudam terapias que usam cheiros para tratar perda de memória, demência e depressão. CONTINUE LENDO

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