Livro: O mundo sem nós, Alan Weisman

Este é um livro ímpar. Poucos são os autores que, ao escreverem sobre o impacto ecológico humano sobre a Terra, conseguem escapar do discurso Eco-chato típico. Weisman parte de “E se nossa espécie desaparecesse de repente amanhã” e explica de maneira impressionante o processo da natureza para se livrar de nossos rastros. Nossas casas, cidades, fazendas, a poluição que causamos. O que vai ser o primeiro a desaparecer? E o último? Algo ainda durará para sempre? Será que algo sobrará depois que o Sol inchar numa Gigante Vermelha?

Weisman intercala capítulos em que descreve o impacto da espécie humana em determinado ambiente, por exemplo na Megafauna americana do Pleistoceno, com capítulos descrevendo o processo de degradação dos ambientes “humanos”, como o complexo petrolífero do Texas, e o processo de retomada da natureza de espaços de fazendas e outros ambientes severamente modificados.

É impressionante perceber a extensão do estrago que causamos. E ao mesmo tempo, se a natureza se livrar de nós, como será (pelo menos geologicamente) rápido para ela nos esquecer. Enfim, é um daqueles “livros para se sentir um merda”. Leitura Obrigatória.

Agora um comentário sobre a versão brasileira. Senhor tradutor Paulo Anthero S. Barbosa, muito bom seu trabalho, querer traduzir toda e qualquer palavra estrangeira (Diesel para disel, Hiroshima para Hiroxima), tarefa estupidamente inútil na minha opinião, até pode ter parecido uma boa idéia. Mas por favor, na próxima traduza corretamente as unidades de medida. A quantidade de informação em Farenheit e outras unidades inglesas até é suportável, mas traduzir milhas náuticas para quilômetros náuticos foi demais para o meu pobre coração. Mais cuidado da próxima vez. Sem falar na tradução cachorra de alguns termos de Física que apareciam de vez em quando.

Discussão - 3 comentários

  1. Anderson Bautz disse:

    Achei o livro fraco. O tema é muito pertinente, mas contém 10% de informação de verdade e interessante intercalados com 90% de enrolação. Pra que me serve saber a altura, cabelo e cor dos olhos dos pesquisadores entrevistados por ele?

  2. Renan disse:

    Olá Anderson.
    Já eu achei esse aspecto “narrativo” o ponto alto do livro.

  3. Renato disse:

    Se fosse 10% de informação útil teria sido demais…
    O livro é bom, na linha do “Colapso” de Diamond, mas menos pretensioso e com o mérito de abordar o assunto de forma indireta. Imaginar que os problemas não nos vão afetar (não estaremos aqui) nos convidam a uma reflexão sobre o que de fato estamos fazendo com o mundo e conosco.

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