Anvisa proibe publicidade de pulseiras charlatonescas!

Da Folha:

A Ag√™ncia Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria vai suspender hoje a publicidade das pulseiras bioqu√Ęnticas, vendidas com o apelo de melhorar o equil√≠brio e ativar a circula√ß√£o sangu√≠nea. (…) A Anvisa informou que pode proibir o com√©rcio das pulseiras no pa√≠s. (…)

Tr√™s vivas para a Anvisa! √Č triste ver que o org√£o tenha que intervir para proteger as pessoas da pr√≥pria burrice. E mais triste ainda √© que sejam t√£o f√°cil de fazer algu√©m cair no papo “mistiqu√Ęntico” de um, falso, professor.

Acho que serve como um aviso suficientemente verdadeiro afirmar que TODO E QUALQUER produto anunciado por a√≠ que afirme ter propriedade QU√āNTICAS esta MENTINDO! Simples assim, guarde seu dinheiro para, sei l√°, levar algu√©m a um motel, gastar em chocolates…enfim… deve fazer bem muito maior para seu “equil√≠brio” e para suas “vibra√ß√Ķes”. Combinado?

Torce, retorce, procuro mas n√£o vejo…

Que posso falar sen√£o do contorcionismo sem√Ęntico dos agentes auto-iludidos da desinforma√ß√£o? Fico eu imaginando um negacionista escondido nas profundezas da internet [1] que l√™ um artigo como:

Hydrogen and Helium atoms in strong magnetic fields

The energy levels of hydrogen and helium atoms in strong magnetic fields
are
calculated in this study. The current work contains estimates of the
ground and
first few excited states of these systems that are improvements upon
previous
estimates. The methodology involves computing the eigenvalues and
eigenvectors
of the generalized two-dimensional Hartree-Fock partial differential
equations
for these one- and two-electron systems in a self-consistent manner. The
method
described herein is applicable to calculations of atomic structure in
magnetic
fields of arbitrary strength as it exploits the natural symmetries of
the
problem without assumptions of any basis functions for expressing the
wave
functions of the electrons or the commonly employed adiabatic
approximation.
The method is found to be readily extendable to systems with more than
two
electrons. 

arXiv:0806.3113v1
[astro-ph]

Ent√£o, se achando o smart√£o faz quest√£o de postar:

Olhem, olhem. Os “f√≠sicos” usaram a palavra √ĀTOMO (do grego “ŠľĄŌĄőŅőľőŅŌā”–√°tomos, ou seja, indivis√≠vel [2]), para logo depois falarem de el√©trons! Se os √°tomos possuem mesmo constituintes e estrutura, porque os f√≠sicos continuam usando a palavra que significa exatamente o oposto? O que √© esse absurdo epist√™mico!? Isso s√≥ pode significar que n√£o h√° evid√™ncias suficientemente fortes para essa verdade, Verdade, VERDADE cient√≠fica! H√° obviamente algo intr√≠nseco ao c√©rebro humano que nos faz aceitar muito mais facilmente que os √°tomos s√£o os constituintes √ļltimos de tudo e que n√£o s√£o constitu√≠dos de nada inferior!

E eu ainda divido atmosfera com um desperd√≠cio desses…

funny-pictures-beaver-cant-hear-you.jpg

P.S.:Baseado em casos reais…

[1]: N√£o preciso ir longe, j√° encontrei estudantes de F√≠sica que n√£o “acreditavam” no el√©tron.

[2]: Sim, roubei da wikipedia. N√£o, n√£o me orgulho.

“F√≠sica Te√≥rica √© bobagem”, diz ex-diretor do IFUSP

A morte s√ļbita de todos os F√≠sicos Te√≥ricos do instituto, na semana passada, n√£o ter√° grandes conseq√ľ√™ncias segundo o ex-diretor, j√° que a F√≠sica Te√≥rica era de “quinta categoria”. Mesmo depois do ocorrido, defendeu a f√≠sica experimental do Instituto.

“F√≠sica Te√≥rica √© bobagem esot√©rica. A fun√ß√£o do instituto √© discutir o sexo dos anjos do in√≠cio do universo ou descobrir materiais novos e fazer avan√ßar a tecnologia?”

As investiga√ß√Ķes apontam como causa da morte o Aquinoruthismo Cavalar, uma s√≠ndrome relacionada a crises de falsa dicotomia cr√īnica. A fonte da infec√ß√£o pode ter origem nos Diretores e ex-Diretores do Instituto, talvez por isso a rea√ß√£o estranha do referido.

Mais sobre o caso aqui.

A fant√°stica Cura Qu√Ęntica

Os verdadeiros m√©todos de Cura Qu√Ęntica, muito melhores que os do Deepak Chopra (seja l√° como isso se escreve…), s√≥ que se limitam √† cura qu√Ęntica pra burrice [1]:

  1. Enfia o misticuzinho numa caixa com um
    frasco de veneno que √© quebrado quando e se um n√ļcleo radiativo decair;
  2. Lança o misticuzinho em alta velocidade contra uma
    parede com fendas e espera o padrão de interferência do outro lado.
  3. Lança dois misticuzinhos ao mesmo tempo para dois cantos
    separados no espaço e espera se comunicarem por telepatetia [2];
  4. Lança um monte de misticuzinho um a um contra uma
    parede até algum aparecer intacto do outro lado.

Mr. Google, send me some trolls.

[1]: Segundo @joeysalgado
[2]: Sugest√£o do @LFelipeB

A controvérsia de não existir controvérsia

N√≥s, divulgadores de ci√™ncia – posso me colocar na categoria? Digam que sim! – sejamos blogueiros, jornalistas, escritores, estamos t√£o imersos na luta contra os agentes auto-iludidos da desinforma√ß√£o que mal ouvimos a palavra controv√©rsia ser usada contra alguma teoria que pulamos de nossas cadeiras para esbravejar “N√£o h√° controv√©rsia”!

√Č claro que, na maioria das vezes, o que o mentecapto semi-analfabeto clamar√° como controv√©rsia √© algo que n√£o o foi, n√£o o √© e muito menos o ser√° num futuro pr√≥ximo. Ainda que as verdadeiras controv√©rsias cient√≠ficas sejam muito mais sutis que qualquer afirma√ß√£o do doido varrido √© bastante arriscado dizer que elas n√£o existem ou que n√£o s√£o importantes para o panorama geral. Escond√™-las n√£o poderia nos fazer perder o pouco de credibilidade que nos resta com o cidad√£o comum?

Aliás, esqueçam isso. Pensando melhor, se estamos falando de defensores alucinados do incoerente, tanto esconder como admitir as controvérsias sutis da ciência é pavimentar o caminho para a merda. Não importa o que se diga ou o que se explique. A tática do inimigo é muito mais poderosa. Apelam para os sentimentos enquanto apelamos para a razão.

N√£o importa se o modelo de universo c√≠clico com bounce √© uma alternativa para se enfrentar a singularidade que aparece no modelo cl√°ssico do Big Bang. Se dissermos que h√° essa teoria cient√≠fica alternativa para o in√≠cio do Universo logo vir√£o aqueles que dir√£o que essa teoria devolve o Criador ao seu lugar (nem a pau). Se dissermos que n√£o h√° teoria alternativa vi√°vel (ainda) vir√£o dizer que n√£o se pode pesquisar fora dos “dogmas” cient√≠ficos.

E se nesses quatro par√°grafos n√£o fiz muito sentido ou discorri sobre uma opini√£o muito clara, √© porque √†s vezes penso que somos grandes masoquistas que damos o mote e batemos palma pros doidos dan√ßarem nos coment√°rios, nas revistas de variedade, nas cartas dos leitores, nos livros de mistic√≥ides aleat√≥rios…

Porra, Marilena!

Porra, Marilena Chauí! Como você me escreve um trem desse no Convite à Filosofia?!

“… segundo [a f√≥rmula E = m c¬≤] a energia √© a transforma√ß√£o que acontece √† massa de um corpo quando sua velocidade √© o quadrado da velocidade da luz.”

E

“… a teoria da relatividade mostrou que as leis da Natureza dependem da posi√ß√£o ocupada pelo observador… para um observador situado fora de nosso sistema planet√°rio a Natureza poder√° seguir leis completamente diferentes”

Roubado d’O blog do Pait. Via GReader do Mori.

Um longo caminho a percorrer?

“Esta noite, das 12h30 √†s 3h30, raios c√≥smicos entrar√£o na Terra (vindos) de Marte. Desliguem os seus celulares na noite de hoje. NASA BBC NEWS. Por favor, passe para todos os seus amigos.”

Você, leitor, no conforto de seu lar, acaba de receber a mensagem acima em seu celular. Qual sua reação?

  1. Ignora completamente, afinal é com certeza um trote;
  2. ENTRA EM P√āNICO!!!!!11111 OMG CORR√ÉOOOOOO!!!

A segunda opção ocorreu na noite de ontem em Gana causando até congestionamento na telefonia do país.

Não se enganem achando que seja um evento isolado em um país atrasado e ignorante num continente mais ainda com pessoas que não fazem idéia dos efeitos reais dos raios cósmicos, ou mesmo o que raios (com trocadalho) sejam os raios cósmicos (vindos de Marte? #euri).

Duvido que a situação fosse muito diferente aqui no Brasil.

Quantos não foram os que se assustaram com as propagandas cretinas veiculadas pela Citröen na ocasião do lançamento do Pallas?

Ou mesmo com as tol√≠ssimas “Profecias Maias” espalhadas por “experts” em livros e revistas envolvendo alinhamentos planet√°rios, atividade solar e outras TRIVIALIDADES astron√īmicas?

Seriam situa√ß√Ķes causadas por uma extrema credulidade (pr√≥pria do ser humano?) aliada √† deficiente educa√ß√£o em ci√™ncias? Ou o buraco √© mais embaixo?

Via itens compartilhados no GReader do Mori

Incr√≠veis Previs√Ķes para 2010

Todo fim de ano √© a mesma ladainha. Abundam os charlat√£es filhos de uma… err… videntes que enchem os jornais, revistas e programas de TV com in√ļmeras afirma√ß√Ķes bastante gen√©ricas sobre pseudo-famosidades por a√≠. Fulaninho vai ter um ano dif√≠cil, sicrano vai ter uma grande surpresa. Bah. Pura tolice.

Entretanto, como n√≥s, do Scienceblogs Brasil, somos aproveitadores ca√ßa-paraquedistas copiadores de conte√ļdo filhos de uma… err… blogueiros de ci√™ncia resolvemos blogar coletivamente sobre nossas previs√Ķes para o ano de 2010. E a√≠ v√£o as minhas:

LHC : A menina dos olhos dos fim-do-mundistas do ano passado voltou a operar em novembro ap√≥s v√°rios percal√ßos. A energia dos feixes colidentes devem aumentar durante o pr√≥ximo ano at√© os 7 TeV no centro de massa, e posteriormente at√© os 14 TeV no centro de massa. Entretanto, n√£o devem faltar problemas… √© uma m√°quina gigante e complexa afinal. E todas as not√≠cias da grande m√≠dia invocar√£o o B√≥son de Higgs Exterminador do Futuro que retro-impede sua pr√≥pria futura detec√ß√£o, seja l√° o que isso significar.

Telesc√≥pios Espaciais: Grandes not√≠cias vir√£o dos telesc√≥pios que foram lan√ßados este ano: Kepler (procura de exoplanetas parecidos com a Terra), Plank (medi√ß√£o de anisotropias da radia√ß√£o c√≥smica) e Herschel (observa√ß√£o de forma√ß√£o e evolu√ß√£o de gal√°xias e estrelas). A descoberta de um planeta praticamente igual √† Terra causar√° rebuli√ßo entre os religiosos. Edir Macedo e RR Soares fundir√£o as opera√ß√Ķes para construir uma nave para cobrar o d√≠zimo atrasado, de pelo menos uns 4 bilh√Ķes de anos, dos irm√£os extra-terrestres.

Aster√≥ides: Mais aster√≥ides perigosamente pr√≥ximos e com probabilidade n√£o-nula de acertar a Terra ser√£o encontrados. Entretanto, a probabilidade de colis√£o de 1 em 1.000.000 n√£o impedir√° a m√≠dia de noticiar essas descobertas como se a colis√£o fosse para amanh√£. 

Supernova: Acontecer√° uma supernova pr√≥xima o bastante para ser observada a olho nu. Como a √ļltima observada na Via L√°ctea foi em 1604 (a famosa supernova de Kepler), j√° est√° mais que na hora de uma acontecer (a frequ√™ncia esperada √© de uma a cada 50 anos). Como o esperado, n√£o faltar√£o fim-do-mundistas, arrebatacionistas, sonystas e caixistas a se desesperarem por um brilhinho extra no c√©u. 

Mortes: Este ano foi a vez de Vitaly Ginzburg, Nobel de F√≠sica de 2003 por suas contribui√ß√Ķes para o estudo da supercondutividade e superfluidez. 2010 ver√° a morte de um importante F√≠sico, talvez at√© um Nobelista. A morte de um famoso cientista ou escritor Ateu desencadear√° in√ļmeras declara√ß√Ķes religiosas de castigo divino, mesmo considerando a j√° avan√ßada idade do futuro presunto em quest√£o.

Essas s√£o minhas pequenas previs√Ķes para o pr√≥ximo ano. Quais s√£o as suas?

Todo o besteirol reunido!

O v√≠deo abaixo √© um apanhado das mais variadas besteiras que misturam misticismo e F√≠sica Qu√Ęntica.Sabe toda aquela besteira que a consci√™ncia cria/modifica a realidade? T√° toda a√≠. Em ingl√™s.

Einstein e as mensagens fofuchas sobre a crise

Agora pouco, enquanto assistia (ou era torturado pela) TV, um comercial do SBT me chamou à atenção. Uma mensagem bem bestinha sobre a Crise, sobre como superá-la e blá blá blá. No final, o comercial atribuía a Albert Einstein a autoria das frases ditas anteriormente. Achei tudo muito estranho. Não que Einstein não pudesse escrever nada sobre alguma crise (a de 29 por exemplo), mas a mensagem era, digamos, esquisita demais. Ao procurar a mensagem no Oráculo, obtive num site qualquer:

N√£o pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise √© a melhor ben√ß√£o que pode ocorrer com as pessoas e pa√≠ses, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da ang√ļstia, como o dia nasce da noite escura. √Č na crise que nascem as inven√ß√Ķes, os descobrimentos e as grandes estrat√©gias.¬† Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”. Quem atribui √† crise seus fracassos e pen√ļrias, violenta seu pr√≥prio talento e respeita mais aos problemas do que as solu√ß√Ķes. A verdadeira crise, √© a crise da incompet√™ncia. O inconveniente das pessoas e dos pa√≠ses √© a esperan√ßa de encontrar as sa√≠das e solu√ß√Ķes f√°ceis. Sem crise n√£o h√° desafios, sem desafios, a vida √© uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise n√£o h√° m√©rito. √Č na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise √© promov√™-la, e calar-se sobre ela √© exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a √ļnica crise amea√ßadora, que √© a trag√©dia de n√£o querer lutar para super√°-la.
Albert Einstein
Tchi Bunitinhu, não? Que tal em inglês (do qual o trecho acima é uma tradução bem porca):

Let’s not pretend that things will change if we keep doing the same things. A crisis can be a real blessing to any person, to any nation. For all crises bring progress. Creativity is born from anguish. Just like the day is born form the dark night. It’s inventive in crisis that is born, as well as discoveries, and big strategies. He who overcomes crisis overcomes himself, without getting overcome. He who blames his failure to crises neglects his own talent, and is more respectful than to solutions to problems. The incompetence is the true crisis. The greatest inconvenience of people and nations is the laziness with which they attempt to find the solutions to their problems. There’s no challenge without a crisis. Without challenges, life becomes a routine, in slow agony. There’s no crisis without merits. It’s in the crisis where we can show the very best in us. Without a crisis, any wind becomes a tender touch. To speak about a crisis is to promote it. Not to speak about it is to exalt conformism. Let us work hard instead. Let us stop, once and for all, the menacing crisis that represents the tragedy of not being willing to overcome it.

Guess what? Nenhum dos sites/blogs/etc que traziam tal cita√ß√£o informavam sua origem. Por qu√™? Porque provavelmente n√£o passa de mais uma hist√≥ria clich√© inventada por um idiota qualquer e que passou a ser mal-atribu√≠da a Einstein, a assim como aquela hist√≥ria besta de que “o mal √© a aus√™ncia de deus assim como o frio √© a aus√™ncia de calor”, que circula por e-mail desde os prim√≥rdios da internet, ou mesmo o famoso “Teste de Einstein”.

Einstein escreveu, sim, sobre a crise em seu livro “The World as I see it” (que tamb√©m fala sobre diversos outros assuntos). Desse livro pode-se destacar a seguinte parte (se algu√©m tiver o trecho abaixo em portugu√™s favor contribuir!):

Thoughts on the World Economic Crisis.

If there is one thing that can give a layman in the sphere of economics the courage to express an opinion on the nature of the alarming economic difficulties of the present day, it is the hopeless confusion of opinions among the experts.  What I have to say is nothing new and does not pretend to be anything more that the opinion of an independent and honest man who, unburdened by class or national prejudices, desires nothing but the good of humanity and the most harmonious possible scheme of human existence.  If in what follows I write as if I were clear about certain things and sure of the truth of what I am saying, this is merely done for the sake of an easier mode of expression. It does not proceed from unwarranted self-confidence or a belief in the infallibility of my somewhat simple intellectual conception of problems which are in reality uncommonly complex.

As I see it, this crisis differs in character from past crises in that it is based on an entirely new set of conditions, due to rapid progress in methods of production.  Only a fraction of the human labour in the world is needed for the production of the total amount of consumption-goods necessary to life.  Under a completely free economic system this fact is bound to lead to unemployment.  For reasons which I do not propose to analyse here, the majority of people are compelled to work for a minimum wage on which life can be supported.  If two factories produce the same sort of goods, other things being equal, that one will be able to produce them more cheaply that employs less workmen Рi.e., makes the individual worker work as long and as hard as human nature permits.  From this it follows inevitably that, with methods of production what they are today, only a portion of the available labour can be used.  While unreasonable demands are made on this portion, the remainder is automatically excluded from the process of production.  This leads to a fall in sales and profits.  Businesses go smash, which further increases unemployment and diminishes confidence in industrial concerns and therewith public participation in mediating banks;  finally the banks become insolvent through sudden withdrawal of deposits and the wheels of industry therewith come to a complete standstill.

The crisis has also been attributed to other causes which we will now consider.

(1) Over-production.¬† We have to distinguish between two things here – real overproduction and apparent over production.¬† By real over-production I mean a production so great that it exceeds demand.¬† This may apply to motor-cars and wheat in the United States at the present moment, although even this is doubtful. By “over-production” people usually mean a condition of things in which more of one particular article is produced than can, in existing circumstances, be sold, in spite of a shortage of consumption-goods among consumers. This condition of things I call apparent over-production.¬† In this case it is not the demand that is lacking but the consumers’ purchasing-power.¬† Such apparent over-production is only another word for a crisis and therefore cannot serve as an explanation of the latter. Hence people who try to make over-production responsible for the crisis are merely juggling with words.

(2) Reparations.  The obligation to pay reparations lies heavy on the debtor nations and their industries, compels them to go in for dumping and so harms the creditor nations too.  This is beyond dispute.  But the appearance of the crisis in the United States, in spite of the high tariff-wall protecting them, proves that this cannot be the principle cause of the world crisis.  The shortage of gold in the debtor countries due to reparations can at most serve as an argument for putting an end to these payments;  it cannot be dragged in as an explanation of the world crisis.

(3) Erection of New Tariff-walls.  Increase in the unproductive burden of armaments. Political insecurity owing to latent danger of war.  All these things add considerably to the troubles of Europe but do not materially affect America.  The appearance of the crisis in America shows that they cannot be its principle causes.

(4) The dropping-out of the two powers, China and Russia.  This blow to world trade also does not touch America very nearly and therefore cannot be a principal cause of the crisis.

(5)  The economic rise of the lower classes since the war. This, supposing it to be a reality, could only produce a scarcity of goods, not an excessive supply.

I will not weary the reader by enumerating further contentions which do not seem to me to get to the heart of the matter.  Of one thing I feel certain: this same technical progress which, in itself, might relieve mankind of a great part of the labour necessary to its subsistence, in the main causes our present troubles.  Hence there are those who would in all seriousness forbid the introduction of technical improvements.  This is obviously absurd. But how can we find a more practical way out of our dilemma?

If we could somehow manage to prevent the purchasing-power of the masses, measured in terms of goods, from sinking below a certain minimum, stoppages in the industrial cycle such as we are experiencing to-day would be rendered impossible.

The logically simplest but also the most daring method of achieving this is a completely planned economy, in which consumption-goods are produced and distributed by the community.¬† That, in essentials, is what is being attempted in Russia today.¬† Much will depend on what results this mighty experiment produces.¬† To hazard a prophecy here would be presumption.¬† Can goods be produced as economically under such a system as under one which leaves more freedom to individual enterprise?¬† Can this system maintain itself at all without the terror that has so far accompanied it, which none of us “westerners” would care to let himself in for?¬† Does not such a rigid, centralised system tend towards protection and hostility to advantageous improvements?¬† We must take care, however, not to allow these suspicions to become prejudices which prevent us from forming an objective judgment.

My personal opinion is that those methods are preferable which respect existing traditions and habits so far as that is in any way compatible with the end in view.  Nor do I believe that a sudden transference of the control of industry to the hands of the public would beneficial from the point of view of production; private enterprise should be left its sphere of activity, in so far as it has not already been eliminated by industry itself in the form of cartelisation.

There are, however, two respects in which this economic freedom ought to be limited.  In each branch of industry the number of working hours per week ought so to be reduced by law that unemployment is systematically abolished.  At the same time minimum wages must be fixed in such a way that the purchasing power of the workers keeps pace with production.

Further, in those industries which have become monopolistic in character through organisation on the part of the producers, prices must be controlled by the state in order to keep the creation of new capital within reasonable bounds and prevent the artificial strangling of production and consumption.

In this way it might perhaps be possible to establish a proper balance between production and consumption without too great a limitation of free enterprise and at the same time to stop the intolerable tyranny of the owners of the means of production (land, machinery) over the wage-earners, in the widest sense of the term.

O Leitor perspicaz vai notar a diferen√ßa de estilo entre os dois trechos. √Č sempre bom desconfiar de cita√ß√Ķes jogadas, sem fonte, na terra-de-ningu√©m que √© a internet.

Se alguém por acaso souber a fonte daquela citação que demonstre sua veracidade, ficarei mais que feliz de me retratar. Acho muito difícil que isso aconteça já que nem no Wikiquote (cujos contribuidores ADORAM essas mensagens bonitinhas) é possível encontrar a citação.

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