Porra, Marilena!

Porra, Marilena Chauí! Como você me escreve um trem desse no Convite à Filosofia?!

“… segundo [a fórmula E = m c²] a energia é a transformação que acontece à massa de um corpo quando sua velocidade é o quadrado da velocidade da luz.”

E

“… a teoria da relatividade mostrou que as leis da Natureza dependem da posição ocupada pelo observador… para um observador situado fora de nosso sistema planetário a Natureza poderá seguir leis completamente diferentes”

Roubado d’O blog do Pait. Via GReader do Mori.

Discussão - 53 comentários

  1. E assim nasce uma nova filosofia. A filosofia da não-ciência 😉

  2. Baruch Spinoza deve ter rodado no túmulo…
    []s,
    Roberto Takata

  3. Karl disse:

    Porra, Renan. Não esculhamba a tia. O livro é bom. Dá um desconto aeh!!!!

  4. Renan,
    Precisa falar da tia, sim – quem esculhambou primeiro foi ela. Mesmo sendo excelente no que concerne à filosofia, ela deturpou (e muito) conceitos físicos importantes (que aliás são os preferidos de quem quer propagar pseudo-ciência). A segunda frase, em especial, é uma pérola…. putz.

  5. Joey Salgado disse:

    Karl, uma vida de benfeitorias pode ser condenada sob a luz do primeiro pecado, rs!
    Acontece. Mas é uma p#rra, mesmo!
    Inté!

  6. Luís Brudna disse:

    Suspeito que isso é uma daquelas liberdades pós-modernistas. Escrevem como se estivessem no ´Mágico Mundo de Oz´, ou conversando com Alice.
    🙂
    Muito ´cogu´ e liberdade poética. >:-P

  7. Sibele disse:

    E adianta só xingá-la? Rebata, racionalmente, argumentando como se deve. Aí sim isso aqui ficará com cara de post, e não de um impropério pura e simples.

  8. Patola disse:

    Rebata? A física já rebate o que ela disse. E argumentando onde? Ela freqüenta algum fórum de internet, é?

  9. Sibele disse:

    Prezado Patola, deixe-me lembrá-lo de que aqui é um blogue de *divulgação científica*. Obviamente que a ilustre acadêmica dificilmente poderá ser acarreada através desse espaço. Mas os leitores merecem uma explicação melhor que um mero xingamento. Claro que a própria física rebate. Como? Os leigos que acessam esse espaço gostariam de saber, por favor.

  10. Vamos lá: segundo a física clássica, há uma energia ligada ao movimento, chamada de “energia cinética”, e ela é simplesmente proporcional ao produto da massa do corpo em movimento pelo quadrado da velocidade do corpo; se a velocidade é zero essa energia é zero. Contudo, a teoria da relatividade postula que há uma constante da natureza ligada à velocidade: é a velocidade da luz, chamada de “c”. Com essa constante, dá para escrever uma “energia cinética” – E=mc^2. O que significa essa energia? Significa que mesmo quando um corpo está parado ele ainda tem uma energia fundamental, ligada à sua massa, que é a sua energia de repouso: E=mc^2. Ou seja, o trecho citado, que a sra. Chauí teria escrito, foi escrito por alguém que não sabe o be-a-bá da relatividade…
    Um abraço!
    PS: outra hora eu escrevo mais sobre a relatividade, se der.

  11. Henrique disse:

    Cumé?!
    Essa aí passou em Física Moderna…

  12. Karl disse:

    Interessante esse debate. Gostaria de comentar o algumas coisas:
    Primeiro, a Sibele está certa. É preciso definirmos o escopo do que chamamos “divulgação científica”. Eu acho que identificação dos erros e o esclarecimentos deles faz parte da nossa “missão”.
    Segundo, descobri que os sciblings têm uma visão bastante particular sobre a “pós-modernidade”. Podem me corrigir se estiver errado, mas “pós-moderno” seria um quase-sinônimo de relativismo irresponsável e relativismo para um cientista, ser humano que passa a vida procurando a Verdade, é um “pecado capital”, certo Joey?
    Daí, a terceira. Acho que há, sim, um certo preconceito contra a filosofia por aqui. Sei que filósofos às vezes (ou pelo menos, muito mais frequentemente do que seria desejável), escrevem coisas como essas. Entretanto, é preciso muitas vezes captar a ideia geral. O livro em questão, é um excelente livro introdutório sobre filosofia. Isso, de forma nenhuma, justifica o erro – ela poderia sim, pedir para alguém dar uma olhadinha e se não o fez, mostra uma faceta arrogante e quem a conhece, sabe que isso de fato ocorre. Entretanto, tenho me debatido com o fato de que a filosofia, para divulgadores de ciência em especial, é importante.
    Desculpem pelo longo comentário. Renan, escreve mais, porra! Olhaí a galera. Abaixo #mimimi. Valeu!

  13. Dedadulus,
    E=mc2 *não* é fórmula de energia cinética. Ela vale até para corpos em repouso.
    []s,
    Roberto Takata

  14. Igor Santos disse:

    E adianta só xingá-la? Rebata, racionalmente, argumentando como se deve.
    Como assim? Existe um comitê de controle para dizer o que é post e o que não tem cara de um?
    Cabe ao dono do blogue decidir se quer xingar alguém e como fazê-lo.
    Tudo bem que Renan faz parte de uma comunidade de “divulgação científica” mas ao mesmo tempo é soberano sobre o conteúdo produzido por ele.
    Esse minúsculo improporério acima contém/divulga mais informação científica que metade das laudas e laudas que eu escrevo e nem por isso me mandam escrever como “se deve”.
    E eu queria muito ver uma massa alcançar o quadrado da velocidade da luz.
    Não conseguiria ver, mas continuaria querendo muito.

  15. Igor Santos disse:

    @Takata, Dedalus escreveu: Significa que mesmo quando um corpo está parado ele ainda tem uma energia fundamental, ligada à sua massa, que é a sua energia de repouso: E=mc^2.
    E *não* é “Dedadulus”.

  16. Samir Elian disse:

    Pelo jeito a Marilena se apropriou [mesmo!] de seu próprio conceito de relatividade…

  17. Karl disse:

    E por acaso, existe um comitê sobre o quê um comentarista de blog de divulgação científica pode ou não comentar, Igor? Cabe ao dono do comentário escrever o que ele quiser. O dono do blog publica se quiser. E assim vamos caminhando, cada um falando o que quer e ouvindo o que não quer.
    Acho que tentativas de construção de consenso são difíceis mesmo. “Voar na garganta do outro” dá IBOPE. Igual BBB. Precisamos ver onde queremos chegar.

  18. Mori disse:

    O “Porra, Marilena!” é em referência a um meme, uma brincadeira na internet se espalhando nos últimos dias.
    Não é um ataque gratuito (tão) ofensivo assim à filósofa. Há o “Porra, Maurício!”, o “Porra, Lost!” e tanto mais:
    http://porramauricio.tumblr.com/
    Talvez seja por isso que o pessoal tenha estranhado o título. O Renan só fez a brincadeira e expôs as atrocidades que a filósofa fez com a física.
    Na verdade, o primeiro trecho nem faz muito sentido em português (“energia é a transformação que acontece à massa”), então nem é só uma atrocidade com a física.

  19. Sibele disse:

    Karl, muito obrigada pelo apoio!
    “Abaixo #mimimi”. Renan ficou com #mimimi? 😛
    E Igor, compreendo perfeitamente seu ponto de vista. É público e notório que você lida diariariamente com “plantações” de Trolls… Não admira nada ver você pensar assim.

  20. Sibele disse:

    “Esse minúsculo improporério acima contém/divulga mais informação científica” […]
    Discordo. E um leigo com certeza *também*.

  21. Caro Takata,
    mc^2 pode ser visto como o primeiro termo da expansão em série de Taylor para a expressão da energia cinética relativística, ou seja, faz parte da “energia cinética” dos corpos. Em termos matemáticos, pode-se escrever a energia cinética como E=mc^2+F(v), onde F(v) é uma função da velocidade. Como o Igor relembrou, eu já tinha escrito que esse termo, mc^2, representa a energia de repouso: é o que “sobra” da energia cinética quando os corpos estão com velocidade zero (quando F(v)=0)…
    Caro Igor,
    Obrigado pelo toque ao Takata.
    Um abraço!

  22. Karl disse:

    Sibele, eu apenas concordei com você. Não precisa agradecer por isso. =)
    Sim, eu conheço a brincadeira do porra-alguma-coisa e o meu primeiro comentário está nesse clima. Quem ferrou tudo primeiro foi a Fernandinha, hehe.

  23. Sibele disse:

    Kentaro, eu entendi perfeitamente a brincadeira – acompanho os memes por aí.
    Mas mantenho minha posição: esclarecimentos são imprescindíveis. Como o Karl bem lembrou, cabe a vcs, blogueiros de ciência, identificar e esclarecer erros que campeiam por aí.
    A exemplo da atual campanha da vacina contra H1N1, que está a exigir o dobro de esforço para a conscientização e a adesão da população, tudo por conta de inverdades e desinformação como as veiculadas por certo spam, erros como esse de Marilena Chauí devem ser devidamente apontados e corrigidos, mais ainda por tratar-se de um livro de ampla tiragem, legitimado pela “autoridade” da acadêmica. Pensem no estrago em termos de inculcação de falsos conceitos científicos entre os leitores. Precisa sim, esclarecer tudo, e direitinho.

  24. Sibele disse:

    “acarreada”, “comentar o algumas”, “Dedadulus”, “improporério”, “diariariamente”…
    No calor do debate, p#rra Língua Portuguesa! 😛

  25. @Sibele, Dedalus não é palavra da língua portuguesa.
    @Igor, Seria legal se fosse Dedadulus, rere. Mas estou comentando a frase anterior do Dedalus: “Com essa constante, dá para escrever uma ‘energia cinética’ – E=mc^2.”
    @Dedalus, se é energia de repouso, não é energia cinética, mesmo que seja incluída na fórmula geral.
    K.E. = m.c^2.(gama – 1)
    Chamando m.gama de m: K.E = m.c^2 – m.c^2
    Como m.c^2 vale mesmo no repouso e *não* é nula no repouso e K.E. *por definição* é nula no repouso.
    @Karl, pós-modernismo *inclui* o relativismo epistemológico, embora não seja apenas isso (na verdade, o pós-modernismo vai além da Lógica, é um corrente das humanidades – inclui artes tb).
    []s,
    Roberto Takata

  26. Sibele disse:

    “@Sibele, Dedalus não é palavra da língua portuguesa”.
    P#rra, Takata! 😛
    Ah, é “um[A] corrente das humanidades”, tá? XD

  27. Karl disse:

    Takata, que bom que sabes bem o que é o pós-modernismo. Os filósofos tão tentando entender isso até hoje. Muitos até duvidam que ele exista de fato. É um exercício interessante tentar definir algo que pode ser inexistente. Parabéns.
    De qualquer forma, seja o que for, o pós-modernismo tem cores bastante específicas por aqui, não achas?
    Por outro lado, se mal me engano, o Dedalus escreveu energia cinética entre duas baita aspas. Eu, que sou meio burrão pra física, achei legal a explicação, hehe. Ele me “divulgou” e eu fiquei “ilustrado”. Suas fórmulas, aí eu já achei bem complicado e não entendi.
    Acho que essa é a eterna briga de quem fala de ciências: concessões ao rigor em detrimento ao entendimento da ideia básica. E… não é que voltamos à danada da Marilena?

  28. Mori disse:

    O Pait postou outro trecho tenebroso em que a Marilena escreve mais atrocidades simplesmente falsas, erradas.
    http://fmpait.blogspot.com/2010/03/convite-filosofia.html?showComment=1268146005730#c6548011841570360154
    Desconfio que se for para corrigir em detalhe explicando todos os erros que ela cometeu, só no campo relacionado à ciência, daria um outro livro.
    Um “Porra” é muito pouca esculhambação.

  29. O sistema, por algum motivo, alterou a representação da fórmula que eu fiz, havia colocado índices entre colchetes.
    K.E. = m0.c^2(gama-1)
    Chamando m0.gama de m:
    K.E. = m.c^2 – m0.c^2
    @Karl
    1) eu não defini pós-modernismo, eu apresentei algumas características (q nem são diagnósticas).
    2) como a princípio qq coisa pode se revelar inexistente – p.e. os elétrons podem não existir de fato – estamos sempre definindo coisas q podem ser inexistentes – e não apenas divindades. P.e., o mesossomo de certo modo é inexistente – como uma organela bacteriana -, é um artefato de técnica pelo que se sabe.
    3) Não sei o quão específicas ou inespecíficas são as cores do pós-modernismo dos demais colegas.
    4) As fórmulas não eram dirigidas a vc. Embora acessíveis a qq um. Seria como se você estivesse em uma roda de conversas e se dirigisse a um outro profissional da área de saúdes e começasse a falar de morbidade, prevalência, incidência… Estava apenas argumentando com Dedalus (quase ia escrever Dedadulus de novo) o porquê de não ser correto, na minha visão, considerar a fórmula E=mc^2 como descritora de energia cinética – com ou sem aspas.
    Seria como, digamos, considerar “volume do espaço morto anatômico” igual a “volume alveolar”.
    @Sibele, se vc apresentar um argumento convincente de que foi um erro de digitação da Marilena Chauí (ou mesmo um erro gramático-ortográfico), aceitarei sua comparação.
    —-
    Essas coisas sempre me trazem à mente o caso Sokal. Recomendo a todos: “Imposturas intelectuais”, do próprio em parceria com Jean Bricmont.
    []s,
    Roberto Takata

  30. Sibele: “Ah, é “um[A] corrente das humanidades”, tá?”
    @Sibele. Tem ‘corrente’ como substantivo masculino tb: aquilo que é corrente, usual, comum.
    []s,
    Roberto Takata

  31. Karl disse:

    Hehe. O povo vibra…
    @Kentaro-san. “Esculhambar”, para mim, nunca é a melhor “via”. O exemplo da moça com tiques foi muito bom.
    @Takata-san. Permita-me sugerir que ao usar abreviaturas, antes as defina. É uma atitude de respeito ao leitor mesmo em artigos científicos. De qualquer forma, continuo sem entender seu ponto de vista. Ah, e mesmo que as fórmulas não fossem dirigidas a mim e – utilizando sua analogia da rodinha de gente conversando – ainda assim, seria pouco polida essa atitude, há de convir comigo.
    O exemplo do espaço morto foi interessante (vc poderia ter escrito Vde e VA, mas acho que nem mesmo eu, iria entender, porém pouco esclarecedor (não entendi de qualquer forma, eu disse que era meio burrão). Obrigado pelo esforço.
    O marco “Lógica” ao qual o “seu” pós-modernismo está além e a referência a Sokal (putz, essa é batida, hein), já dizem bastante da tal “cor” a que me referi por aqui. Isso só vem confirmar minhas hipóteses. Obrigado novamente. Ah, e eu não disse que vc “definiu”, eu disse que “tentou” e que isso é um exercício interessante. Para mim, vc tá frio ainda! =).
    E por fim, sobre o comentário 30. Porra, Takata!
    Abs

  32. Joey Salgado disse:

    P#rra, Karl! E eu lá sei o que é “pós-modernismo”, “sinônimo” , ou “relativismo”! P#rra!
    😛
    Posso ter compreendido errado seu comentário (n° 12), mas onde que a filosofia não é a busca pela verdade e pela descrição da realidade, que é o que cientistas fazem? Cientistas filosofam, mas em um nível mais raso do que, digamos, filósofos de fato. A Marilena, como você bem disse, falou besteira, não houve nada de relativismo ou pós-modernismo nas partes extraídas do livro dela, como citou o Brudna. Foi p#rra mesmo!
    O empréstimo de um conceito bem estabelecido em ciência para um pensamento pós-modernista é louvável e agradável, mas desde que seja bem embasado e justificado.
    Inté!

  33. Renan disse:

    E uma guerra ocorre por baixo de minha barba enquanto durmo.
    Nunca mais uso memes XD. P#rra Renan!

  34. @Karl,
    1) É só perguntar. K.E. = energia cinética. m0 = massa de repouso. gama é um fator de conversão relativístico = (1 – v^2/c^2)^0,5; em que v é a velocidade do sistema em relação a um referencial e c é a velocidade da luz. ‘^’ está fazendo as vezes de sinal de potenciação. ‘(‘ e ‘)’ são marcadores matemáticos que organizam a ordem das operações utilizadas; ‘-‘ é sinal de subtração; ‘/’ é sinal de divisão. ‘1’ é símbolo da unidade em algarismos indoarábicos; ‘2’ é símbolo do natural subsequente a ‘1’; e ‘0,5’ é símbolo da divisão de ‘1’ por ‘2’. (Garanto que *não* encontrará isso em artigos científicos, como ATP não é escrito por extenso, nem DNA. Nem mesmo Ibope ou BBB.)
    2) Repare-se que a formulaiada toda está endereçada a Dedalus (e lá ia eu de novo escrevendo Dedadulus). Não há porque interpretar isso como falta de educação.
    3) Considere assim. Há uma energia total denominada E que é dada pela fórmula Et = m.c^2; há uma energia de repouso que é dada por Er = m0.c^2; a energia cinética é a diferença entre as duas: E.K. = Et – Er = m.c^2 – m0.c^2. O m.c^2 aparece na fórmula e no cálculo da energia cinética, mas não se pode chamar m.c^2 de energia cinética.
    Do mesmo modo, Va = Vt – Vd; a expressão do volume morto aparece no cálculo do volume alveolar, mas são coisas distintas.
    4) Batida o quanto seja é o que me vem à mente nesse tipo de discussão. E continuo a recomendar a leitura.
    4.1) Eu nem ao menos tentei definir pós-modernismo. Eu seria mais tolo ainda do q sou se tentasse definir algo usando características não-diagnósticas (para se definir é preciso que se listem características necessárias *e* >>suficientes

  35. Porra, ScienceBloggers!!!
    Que vontade de criar polêmica, porra!!!
    (E não, não gosto da Chauí. Acho que o que ela faz não é Filosofia: é reducionismo ideologizado disfarçado de educação para as massas. É chamar guri de imbecil…)
    Só pra não sair da polêmica…

  36. Martin R disse:

    Marilena probably shouldn’t teach at a university.
    In Swedish, “porra” means to “behave in a pornographic manner”, by the way.

  37. Paula disse:

    #porrarenan!
    Fica três meses sem dar as caras por aqui e, quando dá, aparece na home do Science Blogs americano?
    Vai se fudê! rsrsrsrs
    Isso sim que é escrever post! Isso e a bunda da Gisele. O resto, é resto e só serve pra antologia. #prontofalei.
    E ainda consegue comentário do aardvarchaeology… #porrarenan!
    #mimimi #dordecotovelo
    =D

  38. Caro Takata,
    É bom lembrar que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, mas eu não estava mesmo sendo rigoroso aqui: o termo energia cinética aparecia entre aspas, como lembrou o Karl. De qualquer forma, quando eu escrevi que mc^2 fazia parte da energia cinética relativística, eu estava pensando num artigo de Einstein de 1905, intitulado “Does the inertia of a body depend upon its energy-content?”, onde aparece a expressão K0-K1=L*(gamma-1), sendo que no artigo define-se K como a energia cinética do corpo (K0 medida num certo referencial e K1 medida em outro), com L sendo uma certa quantidade de energia. É desse artigo, em que Einstein está interessado na radiação emitida por um corpo em movimento, que sai a idéia da energia E=mc^2, escrita hoje como energia de repouso. Enfim, é tudo uma questão de semântica, mas eu lhe agradeço por levantar a questão.
    Um abraço!

  39. Luís Brudna disse:

    Karl, sou eu o culpado! 🙂 Eu é que devo se atacado e criticado por não conhecer o verdadeiro maná da doce filosofia pós-moderna. 🙂

    Vamos detalhar o meu #mimimi.
    Eu começo o #mimimi quando *alguns* pós-modernos tem seus orgasmos de estilo, e escrevem textos estrambólicos que só servem para malabarismos vazios.
    #prontofalei

  40. Karl disse:

    SENSACIONAL!!!
    Pela ordem, Srs e Sras, pela ordem!
    @Joey. É isso mesmo.
    @Renan. A Paula falou tudo, hehe.
    @Takata. Tens respostas demais. Lembrar que a ciência é movida pelas perguntas (essa é batidaça! hehe). “Do mesmo modo, Va = Vt – Vd; a expressão do volume morto aparece no cálculo do volume alveolar, mas são coisas distintas.” Desculpe, mas essa fórmula é a da *ventilação* alveolar e não do *volume*. E não é volume morto, é volume do espaço morto. Começo a desconfiar seriamente de seus exemplos, Takata-sama. Seu grau de imprecisão atingiu níveis comprometedores! Como vou aprender física com quem confunde volume com ventilação (variação do volume no tempo)?
    @Martin. Marilena is chair of History of Philosophy at University of Sao Paulo.
    @Paula. Tomô vacina?
    @Dedalus. Vou matar a aula do Takata e assistir a sua, hehe
    @Fernandinha. Viu só o que é que vc fez?=)
    Renan, parabéns e chega de #mimimi

  41. Sibele disse:

    Não, Brudna! *EU* é que sou a culpada!!! Mea maxima culpa!!! Culpada por não reconhecer, na minha ingenuidade, a inteligente estratégia de postagem do Renan: lançar ao ar o alvo para os franco-atiradores abrirem fogo-cruzado, e ir dormir tranquilamente enquanto uma batalha campal se dá embaixo das suas barbas!

  42. Joey Salgado disse:

    Esse foi o post mais curto e mais “desencadeador de argumentos” que já pude acompanhar em tempo real (geralmente chego meio atrasado…). Foi delicioso, rs!
    Inté!

  43. @Karl,
    1) Ninguém aqui está a fazer ciência.
    1.1) Não tenho respostas demais, tenho apenas argumentos em relação aos pontos de vistas q externo.
    2) Ventilação, como vc mesmo lembra, é uma *taxa* (ou razão temporal). *Taxa* não pode ser obtida pela soma ou subtração de duas grandezas temporalmente fixas como volume. Volume menos volume nos dá volume e não volume sobre tempo. Para se ter ventilação alveolar, deve-se multiplicar o volume alveolar pela frequência respiratória (ou respirativa, não sei qual a denominação dada pela Nomina Anatomica da edição mais recente).
    3) O nome completo é “volume do espaço morto anatômico”, ao qual usei no comentário 29. Mas a expressão “volume morto” é bastante frequente na literatura médica pneumológica. (A rigor, por questões metodológica, calcula-se o “volume do espaço morto fisiológico” ao que se considera numericamente igual ao “volume do espaço morto anatômico”. O que nem sempre é verdade.)
    @Dedalus (porra, eu quase *de novo* ia escrever Dedadulus… ô praga), ok. Mas K0 era a energia do sistema, em repouso no referecial (x,y,z), em relação ao referencial (qui,nu,zeta), em relação ao qual se move a velocidade v – antes da emissão do fóton. E K1, após a emissão do fóton. E tem o termo C que é invariável na condição dada. Como ele fez K0 – K1, o que temos é mesmo uma variação da energia cinética. E teríamos: m1.c^2 – m2.c^2 (com o cancelamento de m0.c^2).
    []s,
    Roberto Takata

  44. Caro Takata,
    Perfecto! E parabéns…
    Um abraço!

  45. Sibele disse:

    Obrigada Dedalus, por seu “Vamos lá”! Desencadeou uma sequencia admirável de esclarecimentos!
    “PS: outra hora eu escrevo mais sobre a relatividade […]” – Renan! Atenção!!! Concorrência! Quem será que vai escrever primeiro?
    Aliás, Renan ainda está nos devendo essa: http://bit.ly/aNeUkP .
    Ouça a voz da sabedoria: “Renan, escreve mais, porra!”

  46. Karl disse:

    Pô, Luis. Só vi agora seu comentário!!! Não é #mimimi. Eu concordo, hehe. E o verdadeiro culpado disso é, sabe quem?
    O Kentaro! Sim. Não fosse ele mandar o GReader ao Renan, nada disso teria acontecido.

  47. Karl disse:

    @Takata. A fórmula da ventilação alveolar é
    ventilação alv = freq resp x (vol corrente – vol espaço morto). E não a multiplicação do “volume alveolar” (o que frequentemente é chamado de capacidade pulmonar total e é o volume de TODOS os alvéolos) pela freq respiratória como vc propõe. Isso não dá certo, pois exclue exatamente o espaço morto. Reavalie, please.
    Agora volume morto (dead volume?) eu de fato não achei. Vc não estaria confundindo fisiologia respiratória com cromatografia?

  48. @Karl
    Assim:
    Va = volume alveolar
    Va’ = ventilação alveolar
    Vt = volume corrente
    Vd = volume morto (volume do espaço morto anatômico)
    rr = frequência respiratória
    Va = Vt – Vd eq. 1
    Va’ = rr x (Vt – Vd) eq. 2
    Substituindo-se eq. 1 em eq. 2, temos:
    Va’ = fr x Va eq. 3
    A eq. 3 corresponde a: multiplicação do volume alveolar (Va) pela frequência respiratória rr.
    Quanto ao uso do termo, alguns exemplos (apenas ilustrativos):
    “Anatomic, or tracheal, dead space is the part of the tidal volume that does not participate in gas exchange. As newer protocols, such as the one from the ARDS network, call for the use of smaller tidal volumes, the percent of each delivered breath that is wasted due to the ANATOMIC DEAD VOLUME increases.”
    http://www.rcjournal.com/abstracts/2006/?id=OF-06-216
    “Alterations occurring in lung volumes and capacities during pregnancy include the DEAD VOLUME increases, tidal volume increases and total lung capacity reduces while functional residual capacity, residual volume, and (17) respiratory reserve volume all decrease by about 20%.”
    http://www.ispub.com/journal/the_internet_journal_of_health/volume_9_number_2_13/article/cardiopulmonary-changes-in-pregnant-women-in-sabon-gari-local-government-area-of-kaduna-state-nigeria.html
    “Only PSV with PEEP resulted in higher DEAD VOLUME when compared to spontaneus respiration (128.92 :t 24.26ml to 147.69 :t 34.58 ml, p http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000298905
    —————
    Quanto à fórmuula:
    “Tidal volume (VT) is the sum of alveolar volume (VA) and dead space volume (VD).”
    http://www.bmj.com/cgi/content/full/317/7167/1213
    —————
    []s,
    Roberto Takata

  49. Luís Brudna disse:

    Agora fiquei confuso! Como vou debater com alguém que concorda?!
    Sem graça!
    hahaha
    Valeu! Abraços.

  50. Ticão disse:

    Rapaiz, só canelada.
    Num vale da medalhinha pra cima.

  51. Mori disse:

    Eu não sei de nada! Só sei que o Renan está dando risadas maquiavélicas lendo esses comments.

  52. Karl disse:

    Hehehe. Takata, só pode ser brincadeira. Dê uma olhada *legal* nos artigos! Grande abraço.

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