In Elon We Trust

Se, como disse¬†John Paul Stapp,¬†“a universal aptid√£o para a inaptid√£o torna qualquer realiza√ß√£o humana um incr√≠vel milagre”, ent√£o o lan√ßamento do Falcon Heavy √© a pr√≥pria obra divina. O desafio cient√≠fico e de engenharia para lan√ßar um foguete de tal magnitude. Milh√Ķes de espectadores admirados com o pouso sincronizado dos dois boosters.¬†O core central perdido, porque n√£o somos perfeitos. O carro subindo aos c√©us. O Starman nossa imagem e semelhan√ßa. O Guia. David Bowie. Inspira√ß√Ķes rumo aos nossos sonhos: Marte.

Eis aqui, o principal mandamento da Ciência. Inspirai-vos uns aos outros, assim como eu vos inspirei.

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√ďrbitas, padr√Ķes e divindades

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Essa figura apareceu na minha timeline um dia desses. As páginas que estavam compartilhando diziam quer era das orbitas de Vênus e da Terra durante 8 anos. Eu achei estranho porque, pra mim, o desenho das órbitas de Vênus e da Terra durante 8 anos são só duas elipses.

Fui ver o que era isso.

A imagem foi criada por Howard Arrington, inspirado no livro A Little Book of Coincidence, de John Martineau, que trata de rela√ß√Ķes geom√©tricas. O que ela mostra, na verdade, s√£o linhas que ligam a Terra at√© V√™nus ao passar do tempo. Como os planetas completam uma volta ao redor do Sol em tempos diferentes, o padr√£o formado se repete a cada 8 anos.

Nesse vídeo o ponto médio da linha que liga os dois planetas é usado para traçar o desenho, e fica mais fácil de ver como a figura se forma.

E esses s√£o os desenhos que Arrington fez com outros planetas:

Terra e Marte

marteterra

Saturno e J√ļpiter

saturnojupiter

Terra e Merc√ļrio
terramercurio

Urano e Saturno
uranosaturno

 

Nos coment√°rios, muitos associaram a figura criada pelas linhas que ligam os dois planetas com divindades. A ideia de que somente um ser com poderes especiais, um Deus, poderia colocar os planetas nas posi√ß√Ķes “exatas” para formar os desenhos.

Aqui, as divindades somos n√≥s. √Č a geometria das √≥rbitas, a dist√Ęncia entre os dois planetas e o tempo que levam para dar uma volta em torno do Sol, que cria naturalmente os padr√Ķes, mas foi um humano que resolveu que tra√ßaria uma linha entre dois planetas, √© a nossa interpreta√ß√£o que nos faz considera-los como figuras bonitas (ou feias, eu acho o de V√™nus e da Terra mais bonito que o de Terra e Merc√ļrio, por exemplo).

As pessoas gostam de padr√Ķes e simetrias. N√£o somos rob√īs. Reconhece-los √© t√£o humano quanto uma mandala divina, ou um pentagrama sat√Ęnico.

Cosmos na Comic-Con 2013

cosmos

Na década de 80 a série Cosmos se tornou a obra prima da divulgação científica com o carismático Carl Sagan explicando de forma simples e didática, conceitos científicos muitas vezes complexos e distantes das pessoas comuns.

Em 2011 foi anunciada a produ√ß√£o um remake da s√©rie, com o Astr√īnomo e meme¬†Neil deGrasse Tyson. E a hora est√° chegando. Ontem, em um painel na San Diego Comic-Con 2013 (a mais importante conven√ß√£o de TV, Cinema, Quadrinhos, Games e todas essas nerdarias), a Fox divulgou o trailer oficial de Cosmos: A Spacetime Odyssey.

Ann Druyan, co-criadora da série original e esposa do Carl Sagan, Brannon Braga, produtor e diretor, e Neil de Grasse Tyson, responderam as perguntas dos fãs durante o painel.

Ann Druyan, Neil deGrasse Tyson e Brannon Braga na San Diego Comic-Con 2013. - Foto: @kimbosliice

Ann Druyan, Neil deGrasse Tyson e Brannon Braga na San Diego Comic-Con 2013. – Foto: @kimbosliice

Também faz parte da equipe de produção Seth MacFarlane, conhecido criador das séries Uma Família da Pesada e American Dad, e do recente filme Ted.

Estreando na primeira metade de 2014, assim como na versão original, serão 13 episódios de uma hora de duração. A série será exibida em 171 países, em 48 idiomas.

O trailer:

Estou na expectativa. E voc√™s, o que acharam? ūüėÄ

Tudo que você precisa saber sobre meteoros HOJE

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Aparentemente, na madrugada de hoje (hor√°rio do Brasil) um meteorito caiu na regi√£o de Chelyabinsk, R√ļssia, cerca de 1500 km distante de Moscou. H√° relatos de ferimentos causados principalmente por cacos de vidros das janelas quebradas por causa da onda de choque.

Os registros s√£o impressionantes.

Esse é um tipo de evento em que uma onda de desinformação é uma merda um problema. Então, aqui está uma lista de respostas para perguntas que possivelmente alguém deve estar se fazendo agora.

Ainda h√° risco?

Para ter rela√ß√£o com o evento russo seria necess√°rio algumas condi√ß√Ķes, como esse meteorito estar acompanhado de outros fragmentos. A principio n√£o √© o que aconteceu. Entretanto, o risco sempre existe.

Vi que um asteroide passar√° perto da Terra nessa sexta. Tem algo a ver com o meteorito russo?

√Č poss√≠vel estimar uma possibilidade de √≥rbita do meteorito russo baseado nas posi√ß√Ķes que as filmagens mostram. Essa seria um orbita diferente do asteroide pr√≥ximo da Terra (chamado 2012 DA14). Tamb√©m h√° uma diferen√ßa de tempo entre o hor√°rio do choque do meteorito, com a m√°xima aproxima√ß√£o do asteroide. Isso s√£o ind√≠cios de que um n√£o tem nada a ver com o outro.

Qual a diferença entre asteroide, meteorito e meteoro?

Sem√Ęntica. Asteroide √© uma pedra vagando pelo espa√ßo. Meteoro √© o efeito visual causado pelo contato dessa pedra com a atmosfera terrestre, e meteorito √© o nome dado para a pedra depois que h√° o choque com o solo. Tomando o caso russo como exemplo, ele foi as tr√™s coisas. Um asteroide que entrou na atmosfera da Terra, foi filmado como meteoro, e agora √© um meteorito.

N√£o s√£o pedras, s√£o aerolitos.

E cometas?

Cometas s√£o parecidos com asteroides, mas compostos basicamente de gelo, o que faz com que ganhem a famosa cauda ao se aproximar do sol.

Qual era o tamanho dessa pedra? Desculpe, aerolito…

Isso ainda precisa ser calculado. Baseado em alguma possível cratera ou mesmo restos do meteorito.

Atualiza√ß√£o:¬†As estimativas da NASA s√£o de 17 metros de di√Ęmetro e massa de 10 mil toneladas.

Do que ela é feita?

Não dá pra saber sem ver ele primeiro. Mas asteroides em geral são divididos em grupos de composição, sendo a maior parte do tipo condrito. Rochas de silicatos.

Ataualização: Confirmando as estatísticas, o meteorito russo é do tipo condrito ordinário.

Por que ninguém avisou que ele iria cair?

Asteroides s√£o pequenos. Existem dois problemas para achar esse tipo de objeto. Eles refletem pouca luz e ocupam uma √°rea pequena no c√©u. Os telesc√≥pios que procuram por esse tipo de objeto precisam varrer uma √°rea grande, e isso (por quest√Ķes de √≥tica) dificulta ver coisas pequenas que estejam longe.

Mas avisaram do asteroide…¬†

O asteroide √© provavelmente maior que o meteorito russo. Talvez tenha ainda um “golpe de sorte” dele ter passado pela √°rea de varredura de um dos nossos telesc√≥pios. Mesmo assim, n√£o faz nem um ano da sua descoberta.

Quem busca esse tipo de coisa?

Existem alguns programas ao redor do mundo que fazem a varredura do c√©u e mapeiam objetos pr√≥ximos da Terra. Lincoln Near-Earth Asteroid Research, Catalina Sky Survey e Siding Spring Sky Survey ¬†s√£o os programas de maior sucesso. S√£o n√ļmeros que no total passam da casa dos 200 mil objetos. O Catalina, por exemplo, atinge uma taxa de aproximadamente 500 objetos pr√≥ximos da Terra por ano.

E o Brasil?

O Brasil tamb√©m possu√≠ um programa de varredura de asteroides. √Č o IMPACTON.

Você pode garantir que o asteroide não cairá?

Eu, particularmente, n√£o. Mas os c√°lculos mostram isso, e podemos confiar neles.

Qual a frequência desse tipo de evento?

Asteroides pequenos caem todos os dias. A atmosfera acaba consumindo eles completamente antes que atinjam o solo. S√£o as chamadas estrelas cadentes.

Asteroides de 4 metros caem em m√©dia uma vez por ano. Conforme o tamanho aumenta, mais raro de acontecer. Grandes asteroides muitas vezes associados com eventos de extin√ß√£o em massa costumam aparecer em intervalos de milh√Ķes de anos.

Você pode me falar de algum caso recente?

Um caso recente e interessante √© o meteorito 2008 TC3 que caiu no Sud√£o em 2008. Foi o primeiro que foi rastreado desde a determina√ß√£o de sua orbita, at√© o local de queda. Os astr√īnomos puderam acompanhar seu trajeto¬†passo a passo. Estimado em 80 toneladas e cerca de 5 metros de di√Ęmetro o meteoro se desfragmentou durante a queda, resultando em cerca de 600 peda√ßos somando algo em torno de 10 kg.

Fragmento do meteorito 2008 TC3

Fragmento do meteorito 2008 TC3

Governos escondem informa√ß√Ķes a respeito de eventos astron√īmicos que podem por em risco a popula√ß√£o?

N√£o que eu tenha como saber. Mas a maior parte desses dados s√£o p√ļblicos, al√©m de astr√īnomos amadores ao redor do mundo. Eventos como esses costumam se dividir entre aqueles que n√£o temos como prever e aqueles que n√£o temos como esconder. Governos talvez estejam interessados em saber de um potencial asteroide que destruir√° a Terra, mas n√£o penso que essa informa√ß√£o n√£o fosse divulgada por algu√©m.

Esse evento tem algo a ver com a ren√ļncia do Papa?

N√£o.

Esse evento tem algo a ver com alguma mensagem divina?

N√£o.

Esse evento tem algo a ver com Aliens?

Err…

NO

—————–

Para outras d√ļvidas, usem os coment√°rios. ūüėČ
ATUALIZAÇÃO

Alguns leitores querem saber de onde o asteroide que passará perto da Terra poderá ser visível.

De que lugar do mundo é possível ver o asteroide?

O mapa abaixo mostra (em tons de verde) de onde o asteroide ser√° “vis√≠vel”. Vis√≠vel aqui quer dizer que ele estar√° ‘acima do horizonte’, j√° que o asteroide n√£o pode ser visto sem auxilio de bin√≥culos ou telesc√≥pios.

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Gráfico de autoria de Geert Barentsen.

EUA n√£o construir√° Estrela da Morte

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Em Novembro do ano passado, fãs de Star Wars (a.k.a. Guerra nas Estrelas) criaram uma petição para que o Governo dos Estados Unidos da América construa uma Estrela da Morte.

A petição já conta com mais de 34 mil assinaturas, e você pode ler o texto original clicando aqui, ou na tradução a seguir.

Peticionamos o Governo Obama para:

Assegurar fundos e financiamentos, e iniciar a construção da Estrela da Morte em 2016.

Aqueles que aqui assinarem peticionam o Governo dos Estados Unidos para assegurar fundos e financiamentos, e iniciar a construção da Estrela da Morte em 2016.

Ao focar nossos recursos de defesa em uma plataforma espacial e sistemas de armamentos como a Estrela da Morte, o Governo pode estimular a criação de empregos nas áreas da construção, engenharia, exploração espacial, entre outras, além de reforçar a defesa nacional.  

Faz sentido. Todos reconhecem o poder da Estrela da Morte, e certamente garante superioridade bélica para qualquer nação.

Fãs de Star Wars animados com a ideia, podem se decepcionar. A Casa Branca respondeu oficialmente a petição e, pelo menos por enquanto, os americanos não construirão a Estrela da Morte.

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A resposta é inspiradora, bem humorada e com várias referências aos filmes. Foi assinada por Paul Shawcross que trabalha em algum lugar da Casa Branca que lida com dinheiro e espaço, e provavelmente, ficção cientifica. Você pode clicar aqui para ler o original, ou na tradução abaixo.

Esta não é a Resposta de Petição que você está procurando.

A Administra√ß√£o divide o seu desejo de cria√ß√£o de empregos e uma defesa nacional forte, mas uma Estrela da Morte n√£o est√° em nossos planos. Aqui algumas raz√Ķes:

РA construção da Estrela da Morte esta estimada em mais de $850,000,000,000,000,000. Estamos trabalhando para reduzir o deficit, não expandi-lo.

РA Administração não apoia a explosão de planetas.

РPor que gastaríamos os impostos dos contribuintes em uma Estrela da Morte com uma falha fundamental que pode ser explorada por uma nave de um homem só?

Por√©m, olhe com cuidado (veja aqui como) e voc√™ perceber√° que j√° h√° algo flutuando no c√©u — n√£o √© a Lua, √© a Esta√ß√£o Espacial! Sim, n√≥s j√° temos uma Esta√ß√£o Espacial Internacional, do tamanho de um campo de futebol, orbitando a Terra e nos ajudando a aprender como humanos podem viver e prosperar no espa√ßo por longos per√≠odos. A Esta√ß√£o Espacial est√° com seis astronautas (da Am√©rica, R√ļssia e Canad√°), conduzindo pesquisas, aprendendo como viver e trabalhar no espa√ßo por um longo per√≠odo de tempo, rotineiramente recebendo espa√ßonaves visitantes, fazendo reparos no compactador de lixo, etc. N√≥s tamb√©m temos dois laborat√≥rios cient√≠ficos rob√īs (um deles empunhando um laser) andando por Marte, procurando se j√° existiu vida no Planeta Vermelho.

Lembre que o espa√ßo n√£o √© mais apenas governamental. Companhias americanas privadas, atrav√©s do Commercial Crew and Cargo Program Office (C3PO), est√£o transportando carga (e em breve tripula√ß√£o) ao espa√ßo, e buscando miss√Ķes com humanos para a Lua nessa d√©cada.

Ainda que os Estados Unidos não tenham nada que possa fazer a Kessel Run em menos de 12 parsecs, temos duas espaçonaves deixando o Sistema Solar, e estamos construindo uma sonda que vai voar para as camadas exteriores do Sol. Estamos descobrindo centenas de novos planetas em outros sistemas estelaras e construindo um sucessor muito mais poderoso para o Telescópio Espacial Hubble, que nos fará olhar para os primeiros dias do Universo.

N√≥s n√£o temos uma Estrela da Morte, mas temos rob√īs flutuantes na Esta√ß√£o Espacial, um Presidente que sabe como lidar com um sabre de luz e um avan√ßado canh√£o (de marshmallow), e a DARPA que est√° apoiando a pesquisa do bra√ßo do Luke, droids flutuantes e quadrupedes que caminham.

Estamos vivendo no futuro. Aproveite. Ou, melhor ainda, nos ajude a construí-lo procurando uma carreira na Ciência, Tecnologia, Engenharia ou Matemática. O Presidente realizou a primeira Feira de Ciências da Casa Branca e a Noite da Astronomia no South Lawn porque ele sabe que esses domínios são fundamentais para o futuro do nosso país, e para assegurar que os Estados Unidos continuem liderando o mundo em fazer coisas grandes.

Se você seguir uma carreira em Ciência, Tecnologia, Engenharia ou Matemática, a Força estará com você. Lembre-se, o poder da Estrela da Morte para destruir um planeta, ou mesmo um sistema estelar inteiro, é insignificante perto do poder da Força.

 

Tr√Ęnsito de V√™nus

√Č hoje.

Em aproximadamente uma hora Vênus irá iniciar sua passagem em frente ao Sol. Um espetáculo interessante de ser observado, e que só irá se repetir em 2117.

Infelizmente o Sol j√° se p√īs, e portanto o evento n√£o ser√° vis√≠vel no Brasil (o come√ßo poder√° ser visto do Acre, mas como o Acre n√£o existe…). De qualquer forma, sempre √© importante lembrar que voc√™ nunca deve olhar diretamente para o Sol. ūüėČ

Felizmente existem pessoas de bom cora√ß√£o que podem transmitir o Tr√Ęnsito atrav√©s da web.

Mas se voc√™s a√≠ da Terra pensam que s√£o os √ļnicos com um acontecimento especial no dia de hoje, saibam que tamb√©m temos novidades aqui em Magrathea. Sim, pela primeira vez realizaremos uma postagem em tempo real!

Voc√™ deveria estar se perguntando (sei que n√£o est√°) “como isso acontecer√°?”. ¬†Simples. Esse post ser√° atualizado conforme o tr√Ęnsito for acontecendo, com imagens, links e outras informa√ß√Ķes.

Também estarei no twitter, em @alamuss.

Pra come√ßar, links (Ing√™s) para as transmiss√Ķes ao vivo:

–¬†http://www.planethunters.org/transit

–¬†http://cosmoquest.org/Hangouts/

–¬†http://www.transitofvenus.org/

http://venustransit.nasa.gov/transitofvenus/

http://sunearthday.nasa.gov/webcasts/nasaedge/ 

Atualização (19:10):

Quase l√°.

 

Atualização (19:20):

Esse Hangout est√° muito bom. Merece espa√ßo especial. ūüôā

 Atualização (19:42):

Estamos dentro. O final do Tr√Ęnsito est√° previsto para 1:49.

Atualização (20:15):

Vênus, na mitologia, é a deusa do amor e da beleza. Vênus, o planeta, é o segundo corpo a partir do Sol. Em tamanho, é bastante parecido com a Terra, com 80% da massa terrestre e raio cerca de 600km menor. Por outro lado, Vênus tem uma atmosfera bastante densa, composta principalmente de CO2, a pressão na superfície é cerca de 90 vezes maior que a terrestre. Um ano em Vênus equivale a 224,7 dias terrestres.

Atualização (20:55):

Ibagens: Flickr da NASA onde as pessoas podem enviar suas fotos do Tr√Ęnsito de V√™nus.

http://www.flickr.com/groups/venustransit/

Atualização (21:22):

Diferentes filtros para diferentes comprimentos de ondas geram imagens com o Sol em cores diferentes.

Vermelho:

Amarelo:

Verde:

 

Atualização (22:03):

Hora do recreio.

 

Atualização (23:18):

De volta para acompanhar o final do Tr√Ęnsito. O Hangout legal com o Phil Plait, Pamela Gay, a Nicole Gugliucci, entre outros, continua rolando, agora em outro link (o Youtube tem um limite de tempo).

Atualização (23:50):

A exploração de Vênus iniciou em 12 de Fevereiro de 1961 com o lançamento da Sonda Soviética Venera 1, que sobrevoou o planeta em 19 de Maio de 1961. Com a Venera 9, em 1975, tivemos as primeiras imagens do solo de Vênus.

Atualização (00:40):

O pessoal do @universetoday terminou o Hangout. Acompanhando o finalzinho pelo Slooh.

Atualização (01:16):

O pr√≥ximo Tr√Ęnsito de V√™nus ocorrer√° em 10 de Dezembro de 2117. Em seguida, outro ocorrer√° em 8 de Dezembro de 2125 (esse, vis√≠vel na Am√©rica do Sul).
Os tr√Ęnsitos ocorrem em um intervalo de 8 anos, com um espa√ßo de 121 ou 105 anos entre esses intervalos. O tr√Ęnsito anterior aconteceu h√° 8 anos, em 2004, o pr√≥ximo daqui a 105.

A inclina√ß√£o do plano da √≥rbita de V√™nus em rela√ß√£o ao plano da √≥rbita da Terra √© que torna os tr√Ęnsitos situa√ß√Ķes especiais.

Mais IBAGENS: Sequ√™ncias completas¬† do Tr√Ęnsito, em diversos filtros.

http://venustransit.gsfc.nasa.gov/

Atualização (01:50):

O Tr√Ęnsito de V√™nus de 2012 est√° oficialmente encerrado. Certamente ter visto ‘ao vivo’ seria uma experi√™ncia incr√≠vel, mas acompanhar pelas transmiss√Ķes online dos mais diversos lugares foi interessante tamb√©m.

Agrade√ßo a todos que durante essas quase sete horas compartilharam pelos menos uns instantes do evento aqui pelo NiM. Foi outra experi√™ncia divertida realizar essa “cobertura”.

Ainda pretendo (talvez em outras postagens), mostrar outras imagens e, claro, comentar sobre as pesquisas realizadas.

Por hoje é tudo.

At√©. ūüėČ

A segunda coisa mais bonita para se ver na Terra…

Se eu trabalhasse para a Megadodo Publications, essa seria a definição que eu usaria.

Lugar comum no discurso criacionista, j√° ouvi muitas vezes que “nada de belo pode sair de uma explos√£o”, em refer√™ncia ao atual modelo cosmol√≥gico para explicar a expans√£o do Universo.

Explos√Ķes podem ser legais…

Imagine uma bola muito grande. Agora imagine ela maior, muito maior. Uma bola beeem grande pelo espaço. Uma gigantesca bola com uma usina de fusão nucelar no seu interior. Muito grande.

Imagine que ao redor dessa bola existam outras bolas menores, e que em uma delas, existe vida. Um certo dia, alguns seres da bola menor resolveram que chamariam a bola maior de Sol, e eu não sei se todo mundo concordou com a escolha, mas é assim que eles chamam até hoje.

O n√ļcleo do Sol est√° transformando Hidrog√™nio em H√©lio e a energia liberada nesse processo sai do n√ļcleo para as camadas mais externas criando campos magn√©ticos. Na parte mais externa, muito quente, forma-se plasma (part√≠culas ionizadas, ou seja, que ganharam ou perderam el√©trons).

As vezes o plasma arrasta um campo magn√©tico para fora do Sol. Temos a√≠ uma explos√£o solar, tempestade solar, ou tamb√©m Eje√ß√£o de Massa Coronal. No caminho dessas part√≠culas ionizadas viajando pelo espa√ßo, a praticamente inofensiva Terra. Mas n√£o entre em p√Ęnico, Magrathea engenhosamente projetou um gigantesco escudo protetor.

Quando o plasma est√° para atingir a Terra, √© desviado pelo Campo Magn√©tico terrestre. O Campo Magn√©tico acaba sofrendo uma deforma√ß√£o moment√Ęnea. Mais do que ser um dos fatores que torna poss√≠vel a vida na Terra, o resultado das explos√Ķes solares contra o campo magn√©tico da Terra cria o fabuloso, magnifico, espetacular e maravilhoso fen√īmeno das Auroras.

Infelizmente não há legendas para esse vídeo, mas as imagens já devem ajudar bastante a compreensão.

Observadas desde a antiguidade, a explicação só veio em 1896 com o Físico norueguês Kristian Birkeland. No link, uma galeria de imagens das Auroras Boreais (para o Hemisfério Norte, no Hemisfério Sul são chamadas de Auroras Austrais) resultantes das tempestades solares do inicio desse ano.

Agora você deve estar se perguntando o que fazer para ver um aurora.

“O que eu fa√ßo para ver auroras?”

Para realmente ver, voc√™ precisa estar em uma regi√£o de alta latitude, preferencialmente pr√≥xima dos polos. Mas pra voc√™, que assim como eu, est√° em uma regi√£o onde n√£o √© comum o fen√īmeno acontecer, sempre tem um jeitinho.

Primeiro, descubra quando h√° a possibilidade das auroras acontecerem. Voc√™s podem descobrir atrav√©s dos dados de atividade solar dispon√≠veis aqui. Eu sigo o @VirtualAstro (que al√©m das auroras tamb√©m comenta sobre outros acontecimentos astron√īmicos interessantes, sempre com a participa√ß√£o dos seguidores que enviam suas fotos) e o¬†@Aurora_Alerts (o nome √© auto explicativo, n√£o? ūüėÄ ).

Sabendo que h√° um alerta de aurora, uma boa ideia √© acompanhar o¬†Aurora Sky Station, que transmite em tempo real fotos das auroras. A c√Ęmera est√° localizada no Parque Nacional¬†Abisko, na Su√©cia.

H√° ainda o fator inconveniente do efeito das explos√Ķes solares nos sat√©lites, sistemas de comunica√ß√Ķes e redes el√©tricas. Mas isso fica pra outra hora, afinal, esse √© um post sobre a beleza das coisas.

Clique para mais fotos

YouTube Space Lab

Uma experiência científica na Estação Espacial Internacional, elaborada por jovens entre 14 e 18 anos. Essa é a proposta do YouTube Space Lab.

Ap√≥s encerrado o per√≠odo de inscri√ß√Ķes, 60 ideias foram selecionadas e colocadas para vota√ß√£o. ¬†O pais com mais selecionados foi os Estados Unidos com dez, seguido da √ćndia, com nove.¬†Por motivos legais (que eu desconhe√ßo) o Brasil n√£o pode participar. Al√©m do “juri popular”, os v√≠deos tamb√©m ser√£o avaliados por um “juri t√©cnico” que inclui educadores, cientistas e astronautas.

Os dois projetos vencedores (um entre jovens de 14 e 16, outro entre 17 e 18) serão levados até a Estação Espacial Internacional,  onde a experiência será realizada e transmitida ao vivo através do YouTube.

A votação termina hoje, dia 24 de Janeiro. Para votar, ou apenas assistir as ideias de experiências propostas pelos jovens, acesse youtube.com/user/spacelab.

Nobel 2011, Mel√Ķes e Bal√Ķes

O Prêmio Nobel de Física em 2011 foi dividido entre Saul Perlmutter, Brian Schmidt e Adam Riess, pela descoberta da aceleração da expansão do Universo.

A expansão do Universo já era algo consolidado no meio científico, mas a descoberta de que essa expansão ocorre de forma acelerada, gerou surpresa entre os cosmólogos, no final da década de 90.

Marcou também o começo das pesquisas sobre Energia Escura, já que é necessária a sua existência para poder explicar essa aceleração da expansão, em contrapartida o que seria naturalmente esperado, a redução da velocidade de expansão, devido a atração gravitacional.

Alguns anos mais tarde, e em um Universo um pouco maior, estamos aqui vendo o reconhecimento ao trabalho desses três cientistas e seus colaboradores.

Segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias a Wikipédia:

Mel√£o (Cucumis melo L.) √© uma fruta provavelmente nativa do Oriente M√©dio. Existem in√ļmeras variedades cultivadas em regi√Ķes semi-√°ridas de todo o mundo, todas apresentando frutos mais ou menos esf√©ricos, com casca espessa e polpa carnosa e suculenta, com muitas sementes achatadas no centro. A cor e a textura da casca, bem como a cor e o sabor de sua polpa, variam de acordo com o cultivar.

A abund√Ęncia de √°gua em seu interior e o sabor suave tornam o mel√£o uma fruta muito apreciada na forma de refrescos. Suas sementes, tostadas e salgadas, tamb√©m podem ser consumidas.

Segundo algumas fontes, alternativas, um melão é constituído de cerca de 90% de água.

Para mim, n√£o restam d√ļvidas, um mel√£o √© algo redondo, e cheio de √°gua.

Mas, vejam s√≥, no estranho Universo em que vivemos, algo que se chama mel√£o pode n√£o ser necessariamente um mel√£o, e coisas redondas cheias de √°gua tamb√©m podem n√£o ser necessariamente mel√Ķes.

A ocorr√™ncia simult√Ęnea desses dois eventos √© rara e potencialmente perigosa, mas ao mesmo tempo interessante, e voc√™ pode conferir no v√≠deo abaixo:

Como diz a Wikipedia o Guia do Mochileiro das Galáxias, o Universo é muito grande, e muito estranho, e se algum dia alguém descobrir porque ele está aqui e pra que serve, ele se destruirá e alguma coisa ainda mais estranha tomará o seu lugar.

Por mais que o Guia esteja certo (e ele sempre está), eu ainda não estou convencido de que o Universo é de fato um melão.

Existe um modelo muito divertido para explicar como a expans√£o do universo acontece. Basicamente, voc√™ pega um bal√£o, desenha bolinas nele, representando galaxias (pode ser mais pr√°tico comprar aqueles bal√Ķes com desenhos de estrelas. =P) e ent√£o, encha o bal√£o. Conforme o bal√£o vai inflando, sua superf√≠cie vai se expandir, e como consequ√™ncia, as suas “galaxias” v√£o se afastar uma das outras. Praticamente um Universo.

Alguns podem n√£o acreditar, mas eu j√° fui crian√ßa. Entre uma e outra brincadeira, aprendi que poderia me divertir atacando meus amigos com proj√©teis feitos de flu√≠dos envoltos com borracha. Tamb√©m conhecido como bal√Ķes de √°gua.

Qualquer pessoa pode construir um balão de água, simplesmente substituindo o tradicional ar, por água. Trivial, trivial. No fim das contas, você terá algo redondo e cheio de água. Mas não será um melão.

Se voc√™ quiser usar o bal√£o para demonstrar para algu√©m a expans√£o do Universo, sugiro seguir os ensinamentos da nossa amiga Mulher Mel√£o (que aparentemente n√£o √© redonda, embora tenha cerca 70% de √°gua). Encha seus bal√Ķes com √°gua, veja a expans√£o acontecer, e no fim, voc√™ ter√° um Universo, redondo, cheio de √°gua, e uma arma fatal contra seus amigos.