Podcast: Futures in Biotech

Preciso divulgar esta dica dada pelo meu estimado colega Atila: o podcast realizado pelo site Futures in Biotech. Já escutei os seis primeiros e são sensacionais. Os dois entrevistadores, Marc Pelletier (Pos-doc em Yale) e Leo Laporte, um especialista em TI interessado em Biotech, conseguem extrair dos entrevistados o conteúdo de suas pesquisas de uma forma simples e ao mesmo tempo profunda. Estou mandando o link das entrevistas mais antigas, acho que vale a pena escutar os episódios dos mais antigos para os mais recentes, para acompanhar os podcasts de uma maneira mais didática.

iGEM: International Genetically Engineered Machine competition

 

Olá pessoal,

Sou a Marianna, este é meu terceiro ano da graduação em Ciências Biológicas pela USP – Universidade de São Paulo. Também sou aluna de iniciação científica na área de microbiologia aplicada e biotecnologia, no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP.

Gostaria de comentar um pouco sobre um evento de Biologia Sintética que acontece anualmente e que é amplamente reconhecido pela comunidade científica: o iGEM.

Os participantes são alunos de graduação, que, orientados por alunos mais experientes, encaram o desafio de compreender, projetar e implementar novos sistemas biológicos sintéticos utilizando partes-padrão de DNA e operá-los em células vivas, com o objetivo de solucionar problemas no mundo (e.g. alimentação, energia, meio ambiente, medicina, processamento de informações), tendo como base princípios de engenharia. O Jamboree, no qual as equipes apresentam seus projetos e resultados, é o maior evento de synbio no mundo, onde os estudantes são premiados com troféus e medalhas em várias categorias. O iGEM teve início em Janeiro de 2003, e em 2004 tinha 5 equipes. Este número vem crescendo, com 130 equipes em 2010. Os estudantes recebem um kit com as melhores partes genéticas disponíveis no início de cada competição e, posteriormente as partes que eles construíram vão para a “coleção de partes”, onde no futuro outros estudantes podem fazer novas construções.

Exemplos de projetos de sucesso incluem:

-Codificação e armazenamento de dados em E. coli (bio-criptografia) (http://2010.igem.org/Team:Hong_Kong-CUHK)

-Resolução do quebra-cabeças Sudoku por E. coli (processamento de informações) (http://2010.igem.org/Team:UT-Tokyo)

-Controle da ordem e sequência de reações em uma via biossintética em particular, de forma a aumentar a velocidade e eficiência da reação (http://2010.igem.org/Team:Slovenia/PROJECT/introduction)

-Descontaminação de áreas com metais pesados (http://2010.igem.org/Team:Peking)

-Sensor de fertilidade do solo, de forma a mapear áreas com concentração de nutrientes, reduzindo malefícios ao meio ambiente e gastos de agricultores (http://2010.igem.org/Team:BCCS-Bristol)

– E. coli produtora de diferentes pigmentos em resposta a diferentes concentrações de um indutor (http://2009.igem.org/Team:Cambridge)

-Construção de promotores sintéticos para permitir monitoramento de várias vias na célula (http://2009.igem.org/Team:Heidelberg)

– Desenvolvimento de uma vacina sintética composta de imunobricks, que estimulam formação de anticorpos (http://2008.igem.org/Team:Slovenia)

Desta forma, é possível perceber que mesmo alunos de graduação, utilizando técnicas aparentemente simples de biologia sintética, podem produzir resultados incríveis e extremamente aplicáveis.

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