BioBricks: as partes biológicas padrão da biologia sintética.

Um objetivo subjacente da biologia sint√©tica √© tornar o processo de engenharia de sistemas biol√≥gicos mais f√°cil. Dentro desse processo, tem-se procurado desenvolver e definir partes biol√≥gicas padr√£o, para garantir que as pe√ßas biol√≥gicas produzidas possam ser montadas com facilidade e trocadas entre os bi√≥logos sint√©ticos pelo mundo de uma forma unificada e organizada. Assim, as partes biol√≥gicas padr√£o s√£o sequ√™ncias de √°cidos nucl√©icos que codificam para uma fun√ß√£o biol√≥gica que foram refinadas para se adequar a algum padr√£o t√©cnico de montagem definido. Nesse sentido, um paralelo interessante pode ser feito com um circuito el√©trico, em que os seus componentes (ex. diodo, resist√™ncia, interruptores, tomadas,…) precisam ter o mesmo tipo de conex√£o para poderem ser montados na sua casa, apesar de serem produzidos¬†por fabricantes diferentes.

O padrão técnico de composição física de montagem de peças biológicas que tem ganhado mais adeptos na comunidade de biologia sintética são os BioBricks, ou Biotijolos em português, desenvolvido pelo MIT. A inovação principal dos BioBricks é a padronização do modo de montagem dessas partes padrão: de maneira que a montagem de dois BioBricks resulta em um objeto que também é um BioBrick e pode ser combinado com qualquer outro BioBrick (ver mais detalhes na Figura).

Utilizando apenas 2 pares de enzimas, pode-se montar diferentes componentes em paralelo (DNA assembly) gerando extremidades que ainda podem receber outros componentes. Dessa maneira, pode-se juntar genes, reguladores de transcrição e tradução, promotores e qualquer outra peça biológica, para formar novos circuitos biológicos.