Inside iGEM: Eventos Passados

iGEMA competi√ß√£o surgiu oficialmente em 2005, resultado do per√≠odo de atividades independentes (AIP) do MIT, em que a universidade, assim como muitas outras, abre as portas para cursos fora do per√≠odo letivo, na √©poca de f√©rias.¬† Respectivamente nos anos de 2003 e 2004, times de estudantes do pr√≥prio MIT desenvolveram osciladores biol√≥gicos com prote√≠nas-rep√≥rter fluorescentes (como vimos aqui no blog) e sistemas gen√©ticos para criar padr√Ķes celulares (Imagem abaixo) como os de “pontinhos” (chamados de polka dots) ¬†e de “alvo” (chamados de bull’s eye formation).

Polka Dots, Bull's Eye formations e o Coliroid Film

Ainda em 2004, junto com as atividades do AIP, foi criada a¬†“Summer Competition”, uma competi√ß√£o √† l√° iGEM mas com¬†apenas cinco universidades participantes, todas norte-americanas:Boston University, Caltech, o pr√≥prio MIT, Princeton University e a¬†University of Texas ¬†at Austin; foi a primeira verdadeira competi√ß√£o¬†de biologia sint√©tica.O grande destaque dessa competi√ß√£o pr√©-iGEM¬†foi a universidade do Texas, que segundo a p√°gina da¬†competi√ß√£o¬†criou o primeiro filme fotogr√°fico biol√≥gico do¬†mundo, o “Coliroid Film” (Imagem acima).

Esse evento acabou impulsionando Randy Rettberg, Tom Knight e Drew Endy a fundarem em 2005 o evento internacional que conhecemos hoje, com cerca de 13 times, com os mais variados projetos.

Destaques

Desde o per√≠odo de atividades independentes de 2004 at√© 2010, 434 times e projetos j√° participaram da competi√ß√£o, com id√©ias e solu√ß√Ķes¬† criativas e inovadoras para problemas da humanidade, o que torna dif√≠cil apresentar todos os destaques das competi√ß√Ķes al√©m dos finalistas e vencedores do Biobrick Trophy.

Logo no in√≠cio, em 2005, enquanto a¬†competi√ß√£o ainda estava engatinhando e os crit√©rios de julgamento ainda n√£o estavam bem consolidados, n√£o houve um BioBrick Trophy e houveram at√© algumas premia√ß√Ķes um tanto n√£o-convencionais em compara√ß√£o aos iGEM’s que se seguiram, como o “Best ‘Show Must Go On’ Moment” dado √† Princeton, o “George W.Bush Geography Award” (provavelmente uma brincadeira envolvendo as gafes geogr√°ficas do ex-presidente norte-americano) dado √† universidade de Zurique, e o “Best Project Name” dado¬† √† universidade de Toronto devido ao trocadilho com o nome do time e o projeto: “Cell-See-US”, que desenvolveu um tipo de term√īmetro com bact√©rias, fazendo uma analogia √† unidade Celsius de medida de temperatura.

Alguns destaques interessantes da competição desse ano foram:

  • Harvard: Criaram componentes que escrevem e apagam para um “caderno de desenho bacteriano”, utilizando luz e calor para respectivamente induzir a express√£o e degradar prote√≠nas rep√≥rter em uma placa.
  • UCSF (Universidade da Calif√≥rnia, S√£o Francisco): Desenvolveram term√īmetro biol√≥gico program√°vel, apesar de in√≠cio, segundo a wiki de 2006, ambicionarem apenas um detector biol√≥gico de temperatura. Ganhador do primeiro “Best Device Award” do iGEM.
  • Penn State: Construiram um mecanismo gen√©tico de controle quimiot√°xico usando BioBricks. Ganhador do “Best Brick Award”.
À partir de 2006 a competição passou a contar com o Bibrick Trophy, e com grande parte das regras de hoje. Um overview desde esse ano até hoje conta com os seguintes times que despontaram com os melhores projetos em cada ano:
(Clique no logo das universidade para ir para a wiki de cada projeto)
Terceiro Lugar Segundo Lugar Vencedor
2010
2009
2008
2007
2006

Durante a avaliação dos projetos são escolhidos 5 finalistas, dentre eles figuram com frequência a Imperial College of London e UC Berkeley, além das famosas como Cambridge e Harvard. Fama também o que a Universidade da Eslovênia Рdo modesto país europeu Рtem ganhado com essa competição: três vezes campeã e uma vez entre os 5 finalistas em 2007; contrariando a expectativa de reproduzir o ranking das melhores universidades do mundo, o que é confirmado pela forte presença das universidades asiáticas como a de Peking e a USTC.

√Č nesse ambiente plural e rico cientificamente (e porque n√£o culturalmente?) em que florescem os projetos em biologia sint√©tica mais impressionantes e competitivos todos os anos, mas muita coisa mudou desde 2006, e √© sobre isso que vamos falar no pr√≥ximo post da s√©rie Inside iGEM: O Futuro e Hoje.

Por falar em futuro, e o pa√≠s do futuro? Onde entra nessa hist√≥ria!? N√≥s aqui da uspl√Ęndia n√£o somos os primeiros a pensar no iGEM. Veremos tamb√©m a participa√ß√£o tupiniquim representada pela Unicamp em 2009 e agora em 2011. Ent√£o, at√© o pr√≥ximo post!