Talvez não se possa vencê-los…

No início não havia a diferença que vemos hoje entre o pensamento científico e o pensamento mágico. Os dois foram se dividindo, e a Ciência foi se provando mais eficaz naquela tarefa que sua irmã siamesa. Não foi o pensamento mágico que nos deu computadores, remédios contra o câncer ou fontes renováveis de energia. Ele ficou para trás com seus preságios, predestinações, milagres.

Mas não deixou de tentar se disfarçar vestindo as roupas de seu primo melhor sucedido. Acupuntura? Use-se Laser. Mapa Astral? Sai num minuto pelo computador. Fiquei preso no engarrafamento? Você não está usando a Física Quântica como os Mestres Ascensionados ensinaram, pequeno Padawan.

Pior ainda talvez seja que as mesmas pessoas que criticam tanto a ciência moderna, sejam aquelas que utilizam seus Computadores para fazerem seus mapas astrais e lerem sobre a Física Quântica dos Mestres Ascensionados enquanto fazem auto-acupuntura à Laser no conforto de seu quarto com Ar Condicionado.

Os adeptos do pensamento mágico, ao notarem que não são mais capazes de produzir conhecimento novo como o pensamento científico, se contentam com os restos, com a mistura regurgitada que não é nem um nem outro. Talvez tenha sempre sido assim. E talvez sempre seja. 

Como diria um amigo meu: “Que isso, cara, essas coisas não são lixo. Dá para usar para pegar a mulherada!” É, talvez haja enfim um ponto positivo.

Discussão - 4 comentários

  1. Cecilia disse:

    Oi, Renan
    Tudo bem? SOu a Cecilia e trabalho na Edelman, agência de comunicação da Jorge Zahar Editor. Passo aqui pela primeira vez. Sobre o seu post, e quando se misturam os dois pensamentos, o científico e o mágico? A física quântica e a ficção literária? Minha pergunta é baseada no livro “A revolução dos Q-Bits, o admirável mundo da computação quântica”, que a Zahar acabou de lançar, que mistura os dois assuntos.
    A física quântica está presente no dia-a-dia, só que muitas vezes, nós, leigos, não nos damos conta.
    Abraços

  2. Renan disse:

    Olá Cecília. Eu não consideraria a ficção literária como parte do pensamento mágico que critiquei. Alguns grandes mestres da divulgação científica também foram grandes escritores de ficção, no caso, científica.
    Fiquei bastante interessando nesse livro. Tem como me mandar um? =P

  3. Cecilia disse:

    Olá, Renan! Infelizmente não tenho como te disponilizar um exemplar, mas você pode ler um trechinho no site da Zahar. Dá uma olhada em: http://www.zahar.com.br/doc/t1198.pdf
    Abraços

  4. Daniel Fróes disse:

    Cuidado. Seu post parece dizer que vc acredita que acupuntura e outras coisas parecidas podem não passar de ilusão, mas a própria “ciência” (a medicina no Brasil) não só aceita a acupuntura como funcional como quer impor que apenas médicos possam aplicá-la.
    Nada a favor das “mágicas”, mas digo isso para te dar um toque do tom do seu post.
    Abraço!

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