Raios-X de durex

Esta aqui é para McGyver nenhum botar defeito: desenrolar uma bobina de durex em alta velocidade emite raios-X suficientes para produzir uma radiografia. O único problema é que a performance requer uma câmara de vácuo.  
O caso, descrito na Nature, é uma instância de um fenômeno chamadao triboluminescência, a emissão de luz por meio do esmagamento, raspagem ou quebra de um cristal. 
No caso da fita adesiva, a idéia é que, ao arrancar a fita da bobina, cria-se um desequilíbro na distribuição de elétrons entre a parte adesiva removida e a fita de polietileno da camada inferior. Sem o ar ao redor para atrapalhar, esses elétrons são acelerados o suficiente para produzir pulsos de radiação.

Discussão - 4 comentários

  1. Igor Santos disse:

    À minha só vem “como diabos alguém pensa em desenrolar durex no vácuo?”
    Mais um dos grandes mistérios da natureza…

  2. João Carlos disse:

    A resposta é simples, Igor… Os físicos sempre precisam de um vácuo para por suas contas para funcionar… 😀
    Só que o McGyver usava “Silvertape” (e um isqueiro Zippo…)

  3. Fábio Tsukahara disse:

    Existe um erro no texto de vocês sobre o artigo da Nature. O desenrolar não precisa ser em alta velocidade. Sou aluno da unicamp e o laboratório de cristalografia reproduziu o experimento. Conseguimos verificar a emissão de raio-x da ordem de 10 Kev mesmo a baixas velocidades. Isso é algo realmente surpreendente e o vácuo não precisa ser algo extraordinário. O vácuo utilizado foi de 10^-2 mbar.

  4. cretinas disse:

    Oi, Fábio! Bem-vindo, e muito obrigado por contar isso pra gente!

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