Neste dia, há 504 anos…

Durante sua quarta viagem ao Novo Mundo, Cristóvão Colombo usou a previsão de um eclipse lunar para convencer nativos da Jamaica a não parar de alimentar a ele e a sua triçulação — o navio dos europeus havia encalhado.

Um relato descreve o evento assim:

“…ele (Colombo) pediu aos chefes que participassem de uma reunião pouco antes do pôr-do-sol de 29 de fevereiro de 1504.

“Colombro abriu a reunião com uma advertência sombria: ‘O Todo-Poderoso estava infeliz, não gostava da forma como os nativos vinham tratando Colombo e seus marinheiros. O Todo-Poderoso agora mostraria sua desaprovação, removendo a Lua do céu'”(…)

Sabe-se até o nome do almanaque astronômico que Colombo usou: Ephemeris, do matemático alemão Johannes Müller von Königsberg, ou Regiomontanus — curiosamente, um geocentrista convicto.

Há várias lições importantes nesta pequena pérola histórica, mas fiquemos com esta: saber um pouco mais que a choldra ao redor, ter cara-de-pau e falar em nome do Todo-Poderoso são garantias de vários almoços grátis. Hoje, tanto quanto 500 anos atrás.

Discussão - 2 comentários

  1. Celso Renato disse:

    Sim, há várias lições a serem aprendidas com essa história. Um aooutra, penso eu seria a seguinte. A Ciência é sem dúvida a melhor ferramenta desenvolvida pelo ser humano para sobreviver no planeta. É a coisa mais preciosa que temos, mas pode-se realmente fazer mal uso dela. Pode-se usar os avanços científicos de maneira desonesta e em proveito próprio, como Colombo fez nessa ocasião. Apesar de que se estívessemos em seu lugar, talvez fizéssemos o mesmo naquele momento. Não sei.

  2. Moc disse:

    Não sei se a capacidade de Colombo de prever o eclipse pode ser descrita exatamente como “ciência” — estava mais pra “tecnologia”, no sentido de que a coisa funcionava, mas a partir de uma base teórica capenga (o geocentrismo).O que realmente ma atrai na história é o fato de Colombo ter reproduzido o comportamento de sacerdotes ao longo da eras: explorar uma regularidade da natureza para cosntruir um mito em proveito próprio.E, dado o fato de que a alternativa seria mandar os marinheiros dar porrada nos nativos para arrancar a comida pela força, de fato a decisão do navegante foi a melhor, dadas as circunstâncias…

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