Onde está a vida?

A mesma história, de dois ângulos diferentes: primeiro, a justiça italiana autorizou a remoção dos tubos de alimentação e hidratação de uma mulher que se encontra em estado vegetativo há mais de uma década. Segundo: a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de Deputados rejeitou o projeto de lei de descriminaliza o aborto.
Por quê, a mesma história? Porque ambas as notícias tratam da forma como cada sociedade reage ao fato de que sem mente, não há ser humano. “Vida humana”, até as raízes de meus cabelos têm; agora, para ter “existência humana”, é preciso um cérebro funcional.
A decisão italiana representa um reconhecimento parcial do fato. Parcial porque não houve autorização para a eutanásia, e sim para suspensão de alimentação, gerando o seguinte absurdo: é um crime dar a Eulana Englaro uma morte rápida, mas é Ok deixá-la morrer lentamente, de fome e sede.
No caso dos deputados em Brasília, como sempre é difícil saber o que é fruto de convicções pessoais e o que é puro comodismo (quem vai querer afrontar a igreja católica em ano eleiroral?).
Mas o mais engraçado, mesmo, é ver ressurgirem argumentos do tipo, “se o aborto fosse liberado, você talvez não estivesse aqui”. Será que quem diz isso não percebe que está reduzindo o amor materno a medo de ir pra cadeia?

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