Planetas! Planetas!

Com o feriado e o esquema de plantões na mídia nacional, está meio que passando batido por aqui a Semana Europeia de Astronomia e Ciência Espacial, que acontece na Inglaterra. Muita coisa está sendo apresentada, mas o principal destaque, ao menos para este escriba, são as novidades de ciência planetária.
Primeiro, foi anunciada a detecção de sinais de planetas rochosos ao redor de estrelas anãs brancas. Como o destino do Sol é virar anã branca, meu lado ficção científica logo se agitou com a possibilidade de haver relíquias arqueológicas de civilizações perdidas entre asteroides e planetas mortos… (Esta notícia aqui, mais antiga, traz algumas outras informações a respeito).
Segundo, duas descobertas no sistema de Gliese 581: uma, a de um planeta de massa muito próxima à da Terra; outra, de um planeta gigante dentro da chamada “zona habitável” da estrela. Ambas as novidades são descritas rapidamente aqui.
O conceito de “zona habitável” é, para dizer o mínimo, altamente problemático (habitável para quem, cara-pálida?), mas, de novo, meu gêmeo maligno science fiction não consegue deixar de se encantar com a possibilidade.
Uma das características mais fascinantes (para não dizer, irritantes) do estado atual de nosso conhecimento sobre o restante do Universo é a coexistência de indícios cada vez mais claros de que a vida deve ser um fenômeno abundante — moléculas orgânicas flutuando no vácuo, peptídeos encontrados em meteoritos, metano em Marte, planetas rochosos aparecendo a torto e a direito — e a total ausência de evidência direta de uma outra biosfera.
A tensão entre esses dois dados — abundância de indícios, ausência de evidência — é extremamente rica em possibilidade literárias, filosóficas, bloguísticas. Eu, pelo menos, vou ficar roendo as unhas até a questão se resolver, para um lado ou para o outro.

Discussão - 3 comentários

  1. João Carlos disse:

    Existe um dito humorístico assim: “Os otimistas acham que vivemos no melhor dos mundos possíveis; os pessimistas temem que seja verdade”.
    Parafraseando a piada, já pensou que podemos ser apenas o planeta onde a vida surgiu há mais tempo?… (sinistro…)

  2. cretinas disse:

    Sim! Aliás, essa é uma das hipóteses mais fortes para dar conta da Questão de Fermi, dado o que sabemos até agora… Minha esperança é que “o que sabemos até agora” seja de fato muito pouco representativo…

  3. Bidi disse:

    Meu lado “trekker” diz que nanocibernética não é uma tecnologia compatível com sociedades imperfeitas, como a nossa. Entretanto caminhamos nesta direção, previsível e inevitável.
    A “Hipótese da Terra Rara” é melhor. 🙂
    Sobreviver 3.5 bilhões de anos num planetinha com uma camada fininha de atmosfera e um campo magnético fraco não é tarefa fácil. É sorte.

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