O poder da mente sobre o corpo
Ilustração em matéria publicada na revista Popular Science, em edição de setembro de 1937.
Quando desliguei a eletricidade, uma enfermeira segurou um telefone no ouvido do soldado “surdo”. Através dele veio a voz de sua noiva, em Chicago. “Meu doce, eu consigo te ouvir!” ele gritou
Com uma mistura de histórias pouco críveis, a matéria ´Cure the Body Through the Mind´ (Cura do corpo através da Mente) mostra um pouco da antiga percepção da influência que a mente poderia ter sobre o corpo. Com poucos dados e muitos relatos de caso, esta percepção era precária – e ainda é.
Uma mulher jurava estar engasgando com um osso de galinha, durante uma semana ficou sofrendo com os sintomas. Um especialista examinou sua garganta e não encontrou nada.
Diagnóstico: sintomas imaginários.
Solução: bastou o médico simular que extraia o osso da garganta, para tudo voltar ao normal.
O pobre homem retratado na ilustração acima, foi vítima de uma armação. Ele, um soldado da Primeira Guerra, afirmava estar surdo após dias de intenso bombardeio. Seu médico, suspeitando ser um um problema não relacionado com o aparelho auditivo, resolveu criar um teatro tecnológico para curar a suposta surdez. E bingo! Eis que tudo fica bem quando o homem acredita que está curado.
Além do caso deste soldado, outros relatos afirmam que falsos tratamentos, com eletrodos e muito hocus pocus, resultaram em melhoras quase milagrosas.
O placebo levado ao extremo.
O autor termina dizendo:
“Algum dia, médicos poderão ser capazes de medir os efeitos da felicidade e tristeza, esperança e desespero. A interligação da mente e corpo é um campo de estudos que está recebendo cada vez mais atenção. Psiquiatras – os curandeiros modernos – que devolvem visão aos cegos, audição aos surdos, e alívio aos aflitos, estão liderando o caminho para um melhor entendimento das valiosas zonas de fronteira da medicina.”
Veja o artigo em
http://books.google.com/books?id=YygDAAAAMBAJ&pg=RA1-PA42#v=onepage&q&f=false
Indico também
Todo Mundo em Pânico (texto do Kentaro Mori)
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